localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 50: Raposinha-do-deserto Maltratada

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 50: Raposinha-do-deserto Maltratada

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O vovô era idoso. Com medo de que ficasse doente, não contaram.

"Leti veio. Faz tempo." O vovô, com bengala, voz forte.

Letícia ajudou. "Estive ocupada. Trouxe bichinhos para fazer companhia."

Assim que falou, Leonardo trouxe a caixa.

"São fofos. O mordomo cuida com Orelha Amarela." O vovô acariciou.

Letícia soltou, pegou a caixa. "Levo. Faz tempo que não vejo Orelha Amarela."

Orelha Amarela era uma raposinha-do-deserto.

Sabendo que gostava, alguém trouxe do deserto.

O vovô construiu uma estufa no jardim, com areia. O jardim era área dela.

"Deixe os gatos ao lado. Amanhã, trago arranhadores." O mordomo apontou.

Era menor, mas dava.

Letícia acariciou a gata. "Gostou?"

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O Miau gosta. Obrigado por achar boa casa.

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O mordomo ofereceu: "Moça, eu arrumo."

Letícia deu, notou a raposinha na areia.

Era pequena, pelagem amarelada, orelhas grandes. Menor que um gato.

O focinho na areia, olhos vazios. Ao ver pessoas, enterrou-se.

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Cansada.

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Com fome.

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Pata dói.

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Ouvindo, Letícia franziu a testa.

Raposinhas comem, dormem, brincam. O vovô gostava, não faltaria comida.

Como estava com fome?

Vendo Letícia parada, enterrou-se mais.

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Por que não vai?

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Vai fazer a raposinha carimbar? A pata está dolorida.

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Letícia olhou para o mordomo. "Tio Zhao, a alimentação está bem? Exames?"

O mordomo respondeu: "Come bem, mais que antes. A despesa aumentou. Além da refeição, lanches. Come rápido."

"Come, dorme, parece bem. Não examinamos."

Letícia gostava de brincar. O mordomo não desconfiou.

Se comia bem, por que fome?

"E atividade?" Letícia perguntou.

O mordomo pensou. "Como sempre, brinca na areia, sai para o sol. Sem aumento."

"Moça, há problema?" O mordomo lembrou que era veterinária.

Só brincar, não cansaria.

Ou antes também cansava, mas ela não ouvira.

Enquanto pensava, a raposinha saiu, sacudindo as orelhas.

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Mentira.

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Engana.

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A raposinha só come três ovos, duas maçãs, uma cenoura.

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Às vezes, pão e peixe. Mas o pão, só uma mordida. Roubam. O peixe também. Sentem o cheiro, fazem outra coisa.

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Se não querem, soltem. A raposinha caça.

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Ficam, não alimentam. Humanos estranhos.

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Quem alimenta xinga.

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Ouvindo, Letícia ficou séria.

Coitada. Se não ouvisse, sofreria.

Fome, má alimentação. Cansaço?

"Tio Zhao, quem alimenta? E a despesa?" Letícia perguntou fria.

Pela expressão, o mordomo soube. "A despesa é mais de cinco mil. Ovos, pão, frutas, às vezes cactos do deserto."

"Além disso, tâmaras e bagas, caras. Às vezes, porco-espinho ou camundongos."

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Mentira! Irmã, não acredite!

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A raposinha nunca viu.

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Nunca provou.

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A raposinha, brava, saiu, correu para Letícia, miando.

Letícia a pegou.

O mordomo continuou: "Com insetos, seis mil."

"Moça, cuido do vovô. Não consigo cuidar da raposinha. A cozinheira, Tia Zhang, cuida. Ela cozinha, sabe nutrição. O vovô aumentou o salário em dois mil."

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Má!

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Não dá comida, xinga. Diz que a raposinha é preguiçosa.

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"Não se aborreça. A irmã sabe." Letícia acalmou a pelagem, pegou ração, deu.

Raposinhas selvagens caçam. Domésticas podem comer pão, ração. Sem deserto, não falta água.

Para melhorar, cactos e bagas eram bons. Sem condições, frutas serviam.

Vendo a ração, a raposinha faminta comeu vorazmente.

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