O gato turco, com as patas ensanguentadas, correu. Ao pular, quase caiu.
Letícia, ouvindo, voltou. Chegando, encontrou-o. "O que houve?"
Viu o sangue, sua testa pulou.
O gato miou desesperado.
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Humana cheirosa, salve o papai! Ele está deitado, morrendo! Muito sangue!
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O Miau chama, ele não responde.
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O Miau vai perder o papai?
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"Onde está o sangue?" Letícia perguntou séria.
Sem saber, não podia entrar. Se fosse ataque, o agressor podia estar lá.
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Pulso.
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Corte longo. A faca está ao lado.
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Irmã, salve! O Miau dá o peixinho favorito.
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Ela não gostava de peixinho, obrigada.
Pela descrição, Letícia entendeu.
"Seu papai tem depressão?" Explicou: "Fica triste, em casa."
O gato pensou, concordou.
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Ultimamente, fica em casa. O Miau mal vê a Flor. Só quando ele dorme, o Miau sai.
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O Miau fica pouco, volta. Desta vez, o Miau saiu um pouco, ele sangrou.
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Depressão, com certeza.
Letícia olhou para Leonardo. "Irmão, ligue para o síndico, abra a porta. E chame ambulância."
Leonardo não perguntou, ligou.
Por serem moradores, o síndico veio rápido.
O gato não abria. Letícia bateu. "Sr. Qin, está ouvindo?"
Quando achou que não responderia, o interfone tocou. Voz fraca: "Estou."
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Papai!
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O gato ficou animado.
"Sr. Qin, está bem? Precisa de polícia ou ambulância?" Letícia perguntou. Depressivos são sensíveis.
Leonardo já ligara. A voz veio: "Estou bem. Não chame. Realmente, não precisa."
Letícia franziu a testa, não insistiu, pegou o braço de Leonardo, balançou a cabeça.
Leonardo não reagiu. Letícia pegou o celular. A voz da ambulância: "Endereço?"
"Desculpe, já está bem. Levamos ao hospital." Letícia desligou.
"Moça, obrigado." A voz fraca veio.
"De nada. Seu gato nos chamou." Letícia aproximou-se.
"Sr. Qin, preciso ver. Sou médica." Letícia perguntou.
Veterinária também era médica. Na faculdade, estudara medicina humana, depois animal. Preferia animais.
O homem hesitou.
Depois: "Obrigado."
"Entrem." Deu a senha, desligou.
Letícia digitou, a porta abriu. O gato foi na frente.
A villa tinha seis andares: três subsolos, três andares.
O primeiro subsolo tinha sala. O segundo, lazer. O terceiro, garagem. Os andares, quartos.
O gato levou ao subsolo.
Sem o gato, ninguém saberia.
Desceu, viu sangue. Assustador, mas não era muito. Senão, estaria inconsciente.
O homem se movera para o sofá, pálido. O sangue no pulso secava.
O gato pulou em seus braços.
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Papai, está bem? Quase matou o Miau de susto. O Miau pensou que ficaria na rua.
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O Miau é bom, né?
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O Miau trouxe ajuda.
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O gato mostrou o rabo, buscando elogios.
Qin Yu sorriu com esforço, acariciou. "Tuanzi, bom menino. Estou bem."
"Tuanzi causou incômodo. Obrigado." Qin Yu tentou levantar, mas fraco.
"Tuanzi é fofo." Letícia olhou para o rosto pálido, mas bonito.
Hesitou. "Você é o ator Qin Yu?"
Não se surpreendeu. Com sua fama, até não fãs o conheciam. "Sim. Por favor, não espalhe."
Leonardo olhou desconfiado.
Sentindo, Letícia sussurrou: "A Ana da clínica é fã. Vejo por acaso."
Ana era fã. Ouvia suas músicas.
Leonardo relaxou.
Desde Felipe, ficara desconfiado.
Letícia sorriu. "Sr. Qin, não espalharemos."
Lembrou-se. "Irmão, avise ao síndico para não vir."