localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 43: Doudou, o Cachorro que Mente

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 43: Doudou, o Cachorro que Mente

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"Vamos. A gata nos leva." Letícia disse, seguindo.

Gatos pretos se camuflam à noite. Sem a lanterna, perderia.

A área era de reassentamento. Muitos alugavam.

Não era antigo, mas a iluminação era ruim. Só a rua principal tinha postes.

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Irmã, o homem mau mora ali, térreo.

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'

O cachorro mau está na gaiola no quintal. Assusta o Miau e humanos.

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'

Mordeu a pata de outros gatos.

'

A gata preta ficou brava.

Letícia a pegou. "A irmã ajuda a se vingar."

Colocou a gata no ombro. "O filho mora no térreo da décima construção."

"Capitão César, sem luz, será que fugiu?" Douglas franziu a testa.

César olhou sombrio. "Não deve. Gosta de jogar, talvez foi com o dinheiro. Bata."

"Se não abrir, chame o síndico e o dono." César complementou.

Douglas entrou no quintal. O cachorro na gaiola levantou-se, latiu.

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Burro, suma! Senão o Au Au morde!

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'

Que cheiro bom? Veio do burro.

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'

Não vá! Soltem o Au Au! O Au Au briga!

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Os latidos altos não incomodaram os vizinhos. Devia latir sempre.

Letícia não entrou, foi até a gaiola. A lanterna revelou um vira-lata amarelo.

O filho maltratava a mãe, mas cuidava bem do cachorro.

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Burro, não se aproxime! O Au Au é bravo! Se estender a mão, mordo!

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Letícia baixou a mão, pegou um galho, bateu na gaiola. "Pare de latir. Seu dono está?"

Au au!

'

Burro entende o Au Au?

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'

Está.

'

Não contarei que não está.

"Oficial César, pare de bater. Li Yong não está." Letícia chamou.

Douglas ligou para o síndico e o dono.

Doudou olhou chocado.

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Como o burro sabe? O Au Au não disse.

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Letícia não explicou, agachou-se. "Faz quanto tempo que seu dono não volta?"

'

O dono está.

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Um dia.

Letícia não falou, mandou mensagem a César.

"Seu dono o levou à casa da vovó?"

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Que vovó? É a velha. Dá comida para gatos burros, não para o Au Au. O Au Au não reconhece.

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'

Não conto.

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Fui. Roubei duas porções de frango da velha. Era gostoso. Mas o dono e a velha brigaram. Antes que o Au Au visse, o dono trouxe o Au Au de volta. O Au Au sentiu cheiro de sangue.

A velha esconde comida.

Doudou ficou bravo, rosnou para a gata.

A gata no ombro de Letícia rosnou de volta.

Letícia mandou a mensagem, recebeu resposta.

Sua expressão ficou séria.

"Seu dono trouxe algo?"

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Não sei.

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Trouxe uma tigela de pedra.

Com carne com cheiro de sangue.

O dono mau não deu ao Au Au, enterrou sob a árvore. Quando o Au Au sai, desenterra, come, esconde de novo. Se o dono achar, digo que foram ratos.

O Au Au é muito esperto.

Um cachorro que mente para proteger o dono.

"Obrigada." Para um cachorro agressivo, Letícia não ousou tocar, só bateu com o galho.

Depois, mandou mensagem.

César e Douglas ainda estavam por perto.

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Obrigada por quê? O Au Au não disse.

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Letícia sorriu, pegou o galho, foi até a única árvore.

A terra estava revolvida. Letícia escavou.

Doudou latiu bravo.

Au au!

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Não tem nada! Por que cava?

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O Au Au não disse! Como sabe?

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Não roube a comida do Au Au! Soltem! O Au Au briga com a gata fedorenta!

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Às vezes, animais, ao saber que humanos entendem, mentem. Mas os pensamentos não.

Doudou pensou que ela só entendia fala, não pensamentos.

Miau!

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Irmã, o homem mau chegou!

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Com o pensamento, Letícia viu uma figura com um pedaço de madeira. "Vadia, quem mandou se intrometer!"

Letícia desviou, a madeira atingiu a árvore.

A gata caiu, pulou no homem, arranhou. Logo, seus braços e rosto sangraram.

O homem tentou tirar a gata, sem sucesso.

A gata pulou, correu para Letícia. Letícia pegou o spray, borrifou nos olhos do homem.

O spray, comprado antes, sempre com ela, foi útil.

A noite foi quebrada por gritos e latidos.

César e Douglas correram. Douglas imobilizou o homem.

"Senhorita Letícia, machucou-se?" César perguntou, preocupado.

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