Vendo Nozes conversando, os outros esperaram.
Quando parou, Oficial Wu perguntou baixo: "Senhorita Letícia, o que ele disse? Conheceu outro cachorro?"
Au au!
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O Au Au é mais injustiçado que a donzela inocente.
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Você que conheceu!
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Nozes, entre raiva e vingança, deu uma patada em Oficial Wu, voltou para Letícia.
A suposição deixou Letícia sem graça. "Nozes não conheceu outro cachorro. Qilin ganhou bife por mérito, se exibiu. Nozes ficou bravo, queria mérito também."
Sob o olhar de Oficial Wu, Letícia continuou: "Hoje de manhã, o Oficial Wu saiu com Nozes?"
Oficial Wu concordou. "Sim, eu estava de folga, fui resolver algo. Pensei em levar Nozes para passear. No caminho, ele tentou voltar. Não entendi, pensei que era brincadeira, trouxe de volta."
"Depois, tentou fugir. Pensei que estava doente."
"O que ele encontrou?"
"Nozes sentiu cheiro de sangue." Letícia falou.
Todos ficaram sérios, especialmente o Diretor Song e César. "César, vá ver."
Oficial Wu, de cabeça baixa: "Escrevo relatório."
"Relatório depois. Deixe Nozes guiar."
O Diretor Song olhou para Letícia. "Xiao Letícia, obrigado. Nos ajudou muito."
"Diretor, fiz o que pude. Se precisar, fale." Letícia foi educada.
Quem diria que levariam a sério. "Xiao Letícia, pode acompanhar Nozes?"
"Claro." Letícia concordou. Eles não ouviam Nozes, se não achassem, voltaria.
Vendo Letícia ir, o Diretor Song lamentou.
A polícia precisava de talentos especiais. Se conseguisse recrutá-la...
Investigara sua família. Os avós eram comerciantes, os pais, talentos protegidos.
Cachorros, sem marcar, não lembram caminhos, especialmente de carro.
Na viatura, Letícia perguntou: "Nozes, lembra onde sentiu o cheiro? Havia algo especial, como uma lanchonete?"
Em cidades, até humanos se perdem.
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Tinha uma tia que vende pãezinhos. A tia achou o Au Au fofo, deu pão.
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César, ouvindo, abriu o mapa. "Oficial Wu, onde esteve?"
Letícia complementou: "Nozes diz que havia uma barraca de pães, a tia deu pão."
"Lembrei! Na Rua Jinshui. É um conjunto habitacional. Fomos lá, tomei café."
César mandou dirigir.
Douglas seguiu em outra viatura.
Não era horário de pico. Em vinte minutos, chegaram.
O sol se punha, o céu escurecia.
Parando, Nozes pulou, correu para um prédio.
César e Letícia seguiram. Chegaram ao fundo do conjunto. Nozes parou na janela do térreo, latindo.
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O cheiro vem daqui.
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Letícia apontou. "Nozes diz que o cheiro vem de lá."
"Douglas, verifique." César ordenou, depois olhou para Letícia. "Senhorita Letícia, pode ser perigoso. Espere aqui."
"Oficial César, pode ir. Espero." Letícia encostou no carro.
A porta não abriu, a polícia arrombou. Logo, luzes acenderam.
Letícia ficou parada. Os postes acenderam, alongando sua sombra.
A luz revelou gatos na grama: uma gata preta, filhotes e dois gatos brancos sujos.
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Com fome.
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Mamãe, o Miau está com fome.
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A vovó não veio alimentar o Miau faz dias.
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Mamãe, a vovó não gosta do Miau?
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A gata preta deu uma patada.
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Não fale besteira. A vovó deve estar ocupada.
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O Miau não vê a vovó faz dias. Hoje veio tanta gente. A vovó está bem?
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Vamos esperar. Se não sair, entramos.
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Com a ordem, os gatos se acalmaram.
Letícia abaixou o celular, agachou-se. "A vovó de vocês mora aqui?"
Os gatos ficaram alertas, arrepiados.
Animais de rua desconfiam, especialmente de estranhos.
"Não vou machucar." Letícia estendeu a mão.
Os gatos, sentindo seu cheiro, relaxaram.
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Você é a humana mais cheirosa que o Miau já viu.
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A vovó mora ali. Ela é boa, dá comida. O Miau queria dar os filhotes para ela, mas não a vejo faz tempo.
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Gatos são desconfiados. Só dão filhotes se confiarem.
A gata preta querer dar filhotes mostra que a vovó era boa.
"Faz quanto tempo que não veem a vovó?"