localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 37: Roubando Suas Jóias e Cartão

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 37: Roubando Suas Jóias e Cartão

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Feijão consolou a mamãe.

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O Miau não culpa a mamãe. Foi a vovó má e o papai mau.

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"Srta. Lai, há mais uma coisa." Letícia interrompeu.

Lai Fang assoou o nariz, olhou. "Veterinária Letícia, pode falar."

Letícia bateu os dedos na mesa, hesitante. "É sobre sua família."

Lai Fang olhou para Feijão, que a fitava.

"Pode falar."

"Hum... Sua sogra roubou suas jóias para jogar mahjong, perdeu. Comprou cópias falsas. Também convenceu seu marido a roubar seu cartão, para controlar seu salário."

Letícia terminou, recostou-se.

Lai Fang não a conhecia, Letícia não tinha câmeras. Só poderia ser Feijão.

Vendo que Lai Fang não respondia, Letícia continuou: "Se não acredita, mande as jóias para análise, verifique o cartão."

"Não duvido. Acredito." Lai Fang interrompeu, fria.

Se conseguiam matar Feijão e mentir, o que mais fariam?

Se não fosse por Letícia, nunca saberia.

Lai Fang levantou-se com Feijão. "Veterinária Letícia, obrigada. Lidarei com isso. Mas a pata do Feijão..."

Nesse momento, Ana desceu com os exames.

Letícia pegou, colocou as imagens no negatoscópio, viu os resultados. "Apesar de viver na rua, os indicadores estão bons. Pode operar quando quiser."

"A cirurgia é simples: ajustar o osso, engessar. Repouso."

"Se for conveniente, leve para casa, volte para exames. Se não, deixe aqui, cuidamos." Letícia virou a cadeira.

Considerando a sogra, Lai Fang decidiu. "Deixo aqui. E os custos, pago."

"Srta. Lai, os custos..."

Antes que Letícia terminasse, Lai Fang escaneou o QR code e transferiu.

"Veterinária Letícia, aceite. Se faltar, pago depois. Salvou o Feijão, dinheiro não paga."

Lai Fang hesitou. "Posso visitar?"

"Quando quiser."

A clínica, apesar da fama, ainda estava tranquila. A cirurgia foi marcada para o mesmo dia.

Lai Fang ficou até o fim, depois foi embora.

Assim que saiu, um rapaz entrou com um hamster. "Doutora, salvem!"

Letícia massageou os ombros. "O que houve?"

O rapaz, vendo-a, pareceu ver salvação. Chorando, explicou: "Veterinária, veja se meu hamster morreu. Desde cedo, não come, fica engasgado, depois parou de se mexer."

"Levei a várias clínicas, não aceitaram. Vi seu vídeo, vim tentar."

Ele segurava o hamster com cuidado.

"Outras clínicas não tratam animais exóticos." Muitas não tinham especialidade.

Donos de exóticos temiam doenças.

Letícia pegou luvas descartáveis.

"Será que engasgou?" Fábio aproximou-se.

O rapaz negou. "Impossível! Desde cedo não come, como engasgar?"

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Olha, olha, só olha. Que rosto grande, quase assusta o hamstrezinho.

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Para de chorar! O hamstrezinho só quer dormir.

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Letícia ia examinar, mas ouvindo, parou.

O rapaz, nervoso: "Veterinária, não consegue? Meu Xiaobai não tem jeito? Se não tem, me diga, preparo o funeral."

Letícia apertou a testa. Primeira vez que via um rapaz chorar mais que uma moça. Realmente amava o hamster.

Bateu na mesa. "Seu hamster não está doente."

O rapaz, de olhos marejados: "O que quer dizer? Ele teve convulsões. Se não tem cura, me diga."

"Não está totalmente saudável. As convulsões foram de susto." Letícia explicou.

O rapaz ficou confuso. "Como? Quando o assustei? Instalei câmeras para cuidar."

"Você fica observando a casinha dele?" Letícia perguntou.

O rapaz concordou. "Observo, com medo de algo acontecer."

"Xiaobai é do meu pai. Ele o ama mais que a mim. Meus pais viajaram, pediram para eu cuidar. Tudo que crio morre, até tartaruga. Tenho medo de matar, fico observando."

"Não posso observar?" O rapaz parou de chorar, inocente.

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