Sua conta tinha o endereço. Se fosse a dona, viria.
Não valia a pena responder mensagens.
Lai Fang não duvidou. Desde que Fábio subiu, seus olhos ficaram na escada.
Pouco depois, Fábio desceu com Feijão. Ao ver a mamãe, Feijão se debateu, pulou, arrastando a pata, foi para os braços de Lai Fang.
Miau!
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O Miau finalmente viu a mamãe!
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Lai Fang, abraçando o gato, chorou. Lágrimas caíam, logo seus olhos ficaram vermelhos.
"Feijão, onde você foi? A mamãe te encontrou."
"Não imagina o quanto te procurei. Pensei que tivesse acontecido algo. Feijão, não suma mais." Lai Fang chorou copiosamente, apertando o gato, com medo de ser ilusão.
Feijão enrolou a cauda em seu braço, esfregou o rosto, depois lambeu suas lágrimas com a língua.
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O Miau sentiu saudade. Mamãe, não chore. O Miau não fugiu, estava procurando a mamãe, mas não lembrava o caminho.
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Vendo a cena, Letícia não interrompeu, foi à sala descansar para pegar café.
Quando voltou, Lai Fang ainda chorava.
Letícia sentou-se no sofá perto da janela, esperando.
Lai Fang, depois de chorar, percebeu a pata de Feijão. Examinou, falando sem parar: "Feijão, o que houve? Encontrou alguém mau?"
"Veterinária Letícia, a pata tem cura?" Lai Fang enxugou as lágrimas.
Letícia colocou a xícara, pediu a Fábio água para Lai Fang. "Já examinamos. Se os resultados permitirem, podemos operar. Com repouso, pode voltar ao normal."
Sabendo que tinha cura, Lai Fang relaxou.
Ela, com Feijão, fez uma reverência. "Veterinária Letícia, obrigada. Sem você, nunca o veria."
"Não precisa agradecer ainda." Letícia a fez sentar.
Letícia continuou: "Srta. Lai, mesmo tratando a pata, se o problema em casa não for resolvido, Feijão pode ser jogado fora de novo."
Lai Fang não entendeu. "O que quer dizer? Em casa está tudo bem. Feijão fugiu, não foi jogado."
"É mesmo?" Letícia não respondeu.
Lai Fang tremia. Diante da dúvida, ficou insegura. "Quando voltei da casa dos meus pais, minha sogra disse que, ao jogar o lixo, esqueceu a porta aberta. Ao voltar, Feijão sumiu. Disse que procurou no prédio todo."
"Fiquei desesperada, procurei por toda parte, colei cartazes."
Feijão, em seus braços, arrepiou.
Miau!
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Mentira! Foi a vovó má que jogou o Miau!
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Mamãe, não acredite!
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A vovó é má. Roubou a pulseira brilhante da mamãe para jogar. Mandou o papai roubar o cartão da mamãe para comprar lata. A vovó, quando a mamãe não está, fala mal, diz ao papai que o dinheiro da mamãe vai para o Miau.
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A vovó come coisas gostosas escondido.
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Lai Fang, vendo Feijão arrepiado, miando, olhou para Letícia. "Veterinária Letícia, o que ele disse?"
No caminho, Lai Fang viu os vídeos e a viralização. Não acreditava totalmente, mas vendo Feijão ansioso, começou a acreditar.
Antes que Letícia respondesse, Âmbar e Doce de Leite, limpos, desceram a escada e pularam no colo de Letícia.
Os gatinhos se esfregaram, disputando espaço. Âmbar, cheirando Letícia, arrepiou.
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Que cheiro?
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Irmã, tem cheiro de gato burro!
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E de pássaro burro!
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Letícia lembrou que gatos têm olfato aguçado. Ela voltou, encontrou Lai Fang, não trocou de roupa.
Apertou a nuca de Âmbar. "Encontrei um problema fora, não troquei. Comporte-se, deixe a irmã resolver o caso do Feijão."
Âmbar, ouvindo, ficou quieto, deitou no colo, cabeça na mão de Letícia, ronronando.
Letícia olhou para Lai Fang. Sob seu olhar, disse: "Feijão não fugiu. Sua sogra o jogou do andar de cima. Queria matá-lo, dizer que pulou."
"Gatos são ágeis. Feijão caiu, quebrou a pata, não morreu."
"Sua sogra, vendo vivo, pegou e deu a traficantes. Feijão fugiu."
"Depois, viveu na rua."
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Exato, Miau.
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Lai Fang olhou incrédula, até sentir Feijão lambendo.
Vendo o pelo se acalmar, percebeu que era verdade.
Uma dor surgiu. Lai Fang abraçou Feijão, chorou de novo. Lágrimas caíram nele. "Feijão, desculpe. Não imaginei. Minha sogra disse não gostar de gatos, mas depois não falou mais."
"Não pensei que fariam isso. Se soubesse, não teria deixado sozinho. Se tivesse azar, nunca o veria."
"Feijão, nunca mais. A mamãe nunca mais te deixa sozinho."
Lai Fang chorou sem parar.