localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 32: O Miau Viu o Homem Mau

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 32: O Miau Viu o Homem Mau

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O rajado e o tricolor passaram pela multidão, foram até a barraca de frituras da vovó e miaram.

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Vovó, o homem mau com faca está vindo. Tome cuidado.

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A vovó não entendia, pensou que os gatos estavam com fome. Pegou uma salsicha. "Com fome? Comam."

"Depois vão embora, a vovó está trabalhando. Quando acabar, dá mais."

Os gatos não comeram, se esfregaram mais em suas pernas.

"O que há hoje? Nem salsicha querem. Querem carne?" A vovó ia fritar.

Antes que jogasse, Letícia impediu. "Os gatos não estão com fome. Vieram avisar do perigo."

A vovó olhou surpresa.

"Trabalho aqui todo dia, que perigo?" A vovó questionou.

"Os gatos viram alguém com faca na manga, vindo para cá. Vieram avisar." Letícia explicou.

A vovó olhou desconfiada.

A moça não parecia mentir, mas era difícil acreditar.

O rajado, percebendo que Letícia entendia, pulou em seus braços. Letícia acariciou seu queixo. "Vocês viram como era a pessoa?"

Em meio à multidão, sem descrição, seria difícil.

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Homem mau de boné, roupa cinza.

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Estudos mostram que gatos veem poucas cores.

Além do boné, a cor não ajudava.

Mas nessa hora, muitos usavam boné.

Miau!

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O Miau viu!

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O tricolor correu para o supermercado. Na entrada, um segurança o pegou. "De quem é o gato?"

Letícia e a vovó correram. A vovó pegou o gato. "É meu."

O segurança devolveu. "Cuidado, animais não entram."

"Sim, sim." A vovó segurou o gato, se desculpando.

Mas o gato miou agitado.

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O homem mau entrou!

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Letícia olhou para o segurança. "Espere! Um homem com faca entrou."

"Moça, não fale bobagem. Não deixamos armas. O detector teria apitado. Entrou gente, não apitou. Deve ter visto errado."

O segurança não acreditou.

"Os gatos viram a faca na manga. Talvez entrou tanta gente que o detector não pegou."

Letícia, com o gato nos braços, tentou explicar.

A vovó, inicialmente cética, começou a duvidar.

"Nossa veterinária conversa com animais. Os gatos viram. Verifiquem, por segurança." Fábio apoiou.

Após vários incidentes, ele acreditava.

O segurança ficou impaciente. "Assistiu TV demais? Conversa com animais?"

"Moça, pare de perturbar, senão chamo reforço."

Ele pegou o rádio.

Letícia, cansada, entregou o gato à vovó e entrou no supermercado.

Fábio a seguiu.

Assim que entraram, viram um homem de boné e moletom cinza tirando uma faca da manga e apontando para uma caixa. "Passe todo o dinheiro!"

A caixa ficou pálida, a mão tremia.

Os clientes recuaram.

"Vou pegar." A voz da caixa tremia, a mão foi para a gaveta.

O homem, distraído, não viu Letícia pegar uma lata na prateleira e jogar em seu braço.

Com um baque, a faca caiu. O homem gritou.

Letícia respirou aliviada.

Ainda bem que o arremesso de infância não foi esquecido.

"Irmã Leti, incrível! Treinou?" Fábio fez sinal de positivo.

Letícia concordou. "Mais ou menos."

Os seguranças que chegaram imobilizaram o homem.

O segurança que impedira Letícia se aproximou, envergonhado. "Moça, desculpe o mal-entendido."

"Obrigado por ajudar." Ele baixou a cabeça.

Antes não acreditara, até foi rude. Se não fosse por ela, perderia o emprego.

"Sem problemas. O detector da entrada deve estar com defeito." Letícia mudou de assunto.

O segurança concordou. "Já mandamos consertar."

Assim que imobilizaram o homem, César chegou com a equipe.

O segurança entregou o assaltante.

César foi até Letícia, examinou-a. Vendo que não se machucou, relaxou. "Senhorita Letícia, da próxima vez chame a polícia. Não se envolva, pode ser perigoso."

"Entendi. Da próxima vez, tento não me envolver." Letícia achou o homem familiar, mas não lembrava onde vira.

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