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Filhote de flamingo? Não conheço.
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A comida que dão para o grou é do grou. Não devolvo.
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Assim que os pensamentos do grou surgiram, ele deu dois passos para trás, afastando-se.
Os pequenos movimentos do grou deixaram Zhao Ke mais desesperado.
Mesmo sem entender, via a intenção.
Queria chorar, mas vendo a expressão séria de Letícia, engoliu.
Letícia continuou negociando: "O filhote não é gostoso. Troco por outra comida, que tal?"
O grou tentou engolir o flamingo algumas vezes, realmente não dava.
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O grou quer peixe, e aquela coisa comprida que precisa descascar.
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Da outra vez, alguém deu, não deixaram o grou comer.
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"O zoológico proíbe alimentar o grou, com medo de problemas de saúde." Letícia explicou.
Zhao Ke, agachado ao lado, nervoso: "Senhorita Letícia, o que o grou quer? Vou providenciar, pago do meu bolso."
Dava para ver que ele se importava.
Letícia resumiu: "O grou quer peixe e banana."
"Certo, certo. Mando trazer duas caixas de cada. Não machuque o filhote!" Zhao Ke falou como se pagasse resgate.
"Não precisa tanto, o grou não come tudo." Letícia interrompeu.
"Não tem problema, é minha gratidão."
Letícia não insistiu.
Os funcionários da área dos flamingos foram rápidos. Em dez minutos, trouxeram a comida. Letícia pegou, colocou no pântano. "Aqui está o peixe e a coisa que descasca. Cumpra a promessa, solte o filhote."
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Não é gostoso, o grou nem queria.
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O grou correu até Letícia, jogou o filhote em suas mãos e foi comer peixe.
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Salvem! Salvem!
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Quase fui comido!
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O passarinho quer a mamãe!
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Os pensamentos do filhote ecoavam.
Vendo o filhote, Zhao Ke se aproximou. "O filhote está bem? O grou não o matou?"
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Você que morra, sua família toda! O grou foi cuidadoso.
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O grou, mesmo comendo, retrucou.
Pelos pensamentos, o filhote estava bem.
Mas por segurança, Letícia examinou. "Está bem, só com saudade da mãe."
Zhao Ke respirou aliviado. "Que bom, que bom. Quase morri."
"Senhorita Letícia, obrigado." Zhao Ke agradeceu sinceramente.
"Não fiz muito. Vamos levar o filhote de volta." Letícia segurou o filhote.
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Humana vai embora?
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O grou, comendo, olhou.
"Tenho coisas para fazer. Volto depois." Letícia acenou.
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Tudo bem.
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O grou comia devagar, um peixe durava a manhã.
Ainda bem que os peixes estavam vivos, podiam ficar no lago. O grou podia caçar.
Os tratadores às vezes colocavam peixes no lago.
"Srta. Li, coloque os peixes no lago. E as bananas, o grou não come tudo. Dê um pouco, o resto para outras aves."
Vendo as duas caixas de bananas, Zhao Ke foi generoso. Mas grous não são primatas, não comem tanta banana. Em poucos dias, estragariam.
"Já mando arrumar."
Passando pela área externa, a arara voou do poleiro para o ombro de Letícia.
A arara era grande, o voo descontrolado fez Letícia recuar, quase caindo.
Fábio a segurou. "Irmã Leti, está bem?"
"Estou." Letícia acariciou a pena espetada da arara. "O que foi? Mais problemas?"
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Vai embora?
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"Sim, tenho coisas. Volto depois." Letícia, com a terceirização, viria de vez em quando, talvez para exames.
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Espere.
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A arara voou antes que Letícia reagisse.
Letícia ficou parada.
Fábio, confuso: "Irmã Leti, o que a arara disse? Por que não vai?"
"A arara pediu para esperar."
Assim que Letícia traduziu, a arara voltou com uma pena longa e vermelha no bico, colocando-a em sua mão.
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É a pena mais bonita do passarinho. Para você.
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Letícia, com a pena na mão, ficou perplexa.
Não imaginou que a arara fosse buscar uma pena. Pelo tamanho, devia ser da cauda ou asa.
Araras não têm muitas penas longas, tirar uma seria visível. Ela olhou, não viu falta.
A arara, vendo Letícia séria, revirou os olhos.
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Não gostou? O passarinho tira outra cor.
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Antes que a arara voltasse, outra arara voou furiosa, caindo em cima da primeira.
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A pena mais bonita do passarinho, você arrancou! O passarinho acaba com você!
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Burra, quer acabar com o passarinho?
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A primeira arara voou, bicando o pescoço da outra. As duas brigaram, igualmente fortes.
Letícia, com a pena, ficou sem palavras. Agora entendia: a pena era da companheira.
A Srta. Li, saindo, vendo as araras brigando, bateu na coxa. "O que foi agora? Por que brigam?"
"Pare, meus tesouros!" A Srta. Li gritou.
As araras não pararam, pioraram.
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Cadela! Quem te deu permissão para arrancar a pena do passarinho? Hoje, se não te deixar careca, o passarinho troca de nome!
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Mesquinha, arrancar uma pena, que honra!
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A Srta. Li, vendo que não adiantava, olhou para Letícia. "Veterinária Letícia, ajude! Se machucarem..."
"A barriga do Vermelhinha já está rala, se piorar..."