localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 23: O Filhote Desaparecido

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 23: O Filhote Desaparecido

PUBLICIDADE

A área dos flamingos era uma das mais próximas da entrada.

Quando o carrinho chegou, havia uma multidão de visitantes filmando com celulares.

Como os flamingos atacaram, os funcionários tentavam afastar as pessoas.

A área tinha partes interna e externa. A interna, com ar-condicionado, era para descanso. Para a visita no verão, havia um corredor de vidro à prova de som, para não incomodar.

A externa tinha um lago artificial. Sem água corrente, usavam sistema de filtragem.

O resto seguia o habitat natural.

Letícia, ao entrar, não viu um único flamingo. Perguntou baixo: "Assistente Wu, onde estão os flamingos?"

O olhar frio do Assistente Wu caiu sobre o tratador.

O tratador explicou, nervoso: "Ao ver o ataque, isolamos todos os flamingos. O que atacou está na quarentena. Os visitantes feridos foram ao hospital do zoológico."

"O ataque foi rápido, os ferimentos não são graves, mas o susto foi grande." O tratador complementou.

"Flamingos normalmente não atacam. O que aconteceu?" Letícia franziu a testa.

O tratador apertou a cabeça. "Cuido dos flamingos desde que chegaram. São dóceis, gostam de interagir. Ontem à noite, no fechamento, estavam normais. Hoje, de repente, atacaram. Até eu me assustei."

"Será que algum visitante os machucou?" Animais atacam quando ameaçados, não só aves, mas também gatos e cães.

O tratador explicou: "Verificamos as câmeras, nenhum visitante os machucou."

"Após a abertura, temos funcionários patrulhando, para evitar maus-tratos."

Só perguntar não daria detalhes.

"Posso ver o flamingo que atacou?"

O tratador hesitou, olhando para o Assistente Wu.

O Assistente Wu acenou. "Leve a Senhorita Letícia. Ela é a nova veterinária."

"Certo, por aqui." O tratador levou Letícia pela entrada de funcionários até a sala de quarentena.

Cada área tinha uma sala, para isolar animais quando necessário.

Vidro à prova de som permitia observação.

Quando chegaram, o veterinário do zoológico já estava lá, examinando o flamingo.

Antes que se aproximasse, o flamingo bateu as asas, esticou o pescoço e bicou.

'

Humanos fedorentos, sumam!

'

'

Ver vocês dá nos nervos.

'

'

Devolvam o filhote do passarinho! Se não, o passarinho bica até a morte!

'

Acostumado com animais, o veterinário desviou, evitando o bico.

"Vamos anestesiar, levar para examinar." O veterinário pegou uma pistola de dardos.

Antes que atirasse, Letícia interrompeu: "Espere!"

O homem virou-se, franziu a testa. "Quem é você? Não atrapalhe."

"Não estou atrapalhando. O flamingo não atacou sem motivo. Atacou porque perdeu o filhote."

O flamingo, ao ouvir, parou e correu em direção a Letícia.

Bicou o vidro grosso.

'

Humana, você entende o passarinho?

'

"Entendo. Acalme-se." Letícia acalmou o flamingo agitado.

"Não pode ter perdido, impossível." O tratador falou com convicção.

Explicou: "Temos tratadores para os filhotes, alimentação regular, exames. Não pode sumir."

'

Mentira! Foram vocês, humanos fedorentos, que perderam o filhote do passarinho!

'

O flamingo bateu as asas no vidro, agitado.

Letícia virou-se para o tratador. "Posso entrar?"

O tratador hesitou. "Você viu, o flamingo está agitado, pode atacar. Melhor não se aproximar."

"Tudo bem, tomarei cuidado." Letícia garantiu.

O tratador olhou para o Assistente Wu, incerto.

Se mais alguém se machucasse, a responsabilidade seria dele.

O Assistente Wu parecia em dúvida.

"Assistente Wu, fique tranquilo, tomarei cuidado."

Se o animal continuasse atacando, poderia ser devolvido.

Quando o Assistente Wu concordou, o tratador abriu a porta.

Vendo a porta abrir, o veterinário e o assistente levantaram a pistola.

Letícia entrou. O flamingo correu para seus braços, esfregando o bico em seu pulso.

Vendo o veterinário prestes a atirar, Letícia impediu: "Não anestesie. O flamingo não atacou."

Todos, tensos, perceberam que o flamingo estava se esfregando em Letícia, fazendo manha.

Aquele era o mesmo flamingo?

Quando o veterinário tentou se aproximar, o flamingo saiu dos braços de Letícia, arrepiou as penas e atacou novamente.

Letícia acariciou o pescoço longo do flamingo. "Podem sair? Quero ficar a sós com ele."

Veterinário: "..."

Isso era normal?

Ataque seletivo.

O veterinário e o assistente saíram, mas não fecharam totalmente, deixando uma fresta. O tratador observava por ali.

O tratador disse cuidar dos filhotes, não parecia mentir.

Mas a agitação do flamingo era real.

Letícia perguntou: "Pode me contar como seu filhote sumiu?"

'

Humanos fedorentos roubaram o filhote do passarinho.

'

'

O passarinho viu.

'

'

O humano fedorento colocou o filhote num carrinho com balde. Alimentando outros pássaros, levou o filhote escondido.

'

'

O humano fedorento não só roubou, como bateu no passarinho.

'

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia