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Homem mau.
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Homem que jogou os sacos pretos e chutou o Miau.
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Letícia sentiu um zumbido na cabeça.
Não podia ser tanta coincidência. Pegar um carro aleatório e ser justo o do criminoso.
Talvez não fosse aleatório. O suspeito, depois de jogar os restos, não foi embora, ficou circulando. Se fosse isso, ela estava em perigo.
Gatos têm olfato aguçado, não errariam.
Seu olhar desceu para as mãos do homem no volante. A luva larga escorregou um pouco, revelando uma verruga preta no dorso da mão.
Ela ficou ainda mais certa.
"O que há com seu gato?" O motorista, vendo o gato rosnando, fez uma expressão sinistra.
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Que medo! Homem mau quer matar o gato! Irmã, salvem!
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Letícia rapidamente pegou Feijão e o apertou contra o peito. "Deve ser a primeira vez no carro, enjoou, está estressado. Vou abrir a janela para ele não fazer xixi no carro."
Ela abriu a janela um pouco, pegou o celular e mandou uma mensagem urgente para Tatiane.
[Tatiane, estou no carro do suspeito.]
Mandou a mensagem com a localização em tempo real.
O homem, mesmo de máscara e boné, pelo retrovisor, Letícia viu seus olhos. Pareciam familiares, como se tivesse visto antes.
Antes que se lembrasse, o gatinho preto-e-branco em seu colo se arrepiou.
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Canalha!
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Irmã, é aquele canalha nojento!
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Com o aviso do gatinho, Letícia finalmente lembrou: era o homem que traía a namorada com várias mulheres.
Letícia apertou a cabeça do gatinho, para evitar que atacasse.
Realmente, o mundo era pequeno.
O carro saiu da rua principal, entrou em um caminho mais isolado.
Letícia, olhando pela janela, sentiu o coração acelerar. "Motorista, errou o caminho. Não é para lá."
"Não errei. Quem mandou se intrometer?" O homem freou bruscamente. Letícia e os gatos no banco de trás foram jogados para frente. Ainda bem que ela reagiu, apoiando-se no banco dianteiro.
O homem desceu primeiro, com uma faca.
Letícia, com tantos animais, foi mais lenta.
Quando finalmente desceu, o homem já se aproximava com a faca.
O gatinho preto-e-branco, bom lutador, deu um salto para as costas do homem, arranhando seu pescoço.
O homem, irritado, tentou agarrar o gato. "Gato maldito, de novo você!"
"Querido, cuidado!" Letícia assistiu, tensa.
Antes que o homem pegasse o gatinho, ele pulou para longe. Nesse momento, Neve avançou. Como cão policial treinado, mesmo com a pata machucada, sua velocidade e força não diminuíram. Ao pular, o homem, desprevenido, caiu. Neve mordeu com força o pulso que segurava a faca.
Seu corpo de dezenas de quilos imobilizou o homem.
O gatinho preto-e-branco e o rajado atacaram o homem juntos.
Letícia, que estava preocupada em como escapar, não imaginou que os animais seriam tão eficientes.
Quando voltassem, ganhariam um banquete.
Com o som de sirenes, César, Douglas e os outros, que haviam se separado de Letícia no lixão, apareceram. Desceram apressados e viram Neve e os gatos imobilizando o suspeito.
Preocupados durante o caminho, ao ver a cena, relaxaram. Douglas imediatamente levou o homem.
Antes de ser colocado na viatura, Feijão ainda deu duas patadas no rosto do homem.
Para se vingar do chute.
"Senhorita Letícia, está bem? Machucou-se?" César aproximou-se, preocupado.
"Estou bem, graças ao Neve e aos outros." Letícia abraçou Neve, encostou a testa em sua cabeça e deu um beijo.
Miau!
Os gatinhos se aproximaram, esfregando-se em suas pernas.
Ela não podia pegar todos, então pegou dois, colocou nos ombros e os acariciou. "E vocês também."
"Oficial César, como chegaram tão rápido?" Quando mandou a mensagem, Tatiane disse que levariam uns quinze minutos. Em cinco, já estavam lá.
Antes que César respondesse, Douglas, de mãos na cintura, interveio: "Foi sorte. A maioria da equipe voltou, mas o César ficou procurando pistas. Aí a Tatiane mandou a mensagem dizendo que você estava em perigo, viemos direto."
"Senhorita Letícia, você é realmente o amuleto da nossa equipe! Em menos de vinte e quatro horas desde a descoberta, o suspeito já está preso."
Letícia sorriu sem graça.
Esse tipo de "amuleto" ela não gostava muito. Era perigoso.
César interrompeu as brincadeiras. "Está tarde. Senhorita Letícia, vou levá-la para casa."
Ele abriu a porta traseira da viatura.
Dessa vez, Letícia não recusou.
O local era muito isolado, e tarde. Chamar um carro seria difícil.
Letícia colocou Neve e os gatos no carro e entrou.
"Obrigada, Oficial César." Letícia foi educada.
César, pelo retrovisor, olhou para Letícia. Quando ela levantou a cabeça, desviou o olhar rapidamente. "Senhorita Letícia, nos ajudou tanto, ainda não agradecemos. Levá-la para casa é o mínimo."
Ele fez uma pausa, pegou o celular e o entregou a Letícia. "Senhorita Letícia, vamos trocar contato. Se precisar de algo, é mais fácil."
Ela realmente tinha ido à delegacia com frequência ultimamente.
Sem coragem de recusar, pegou o celular, adicionou seu contato e devolveu.
Quando César a deixou em casa, já eram duas da manhã. Letícia estava com tanto sono que mal conseguia abrir os olhos. Arrumou as coisas de Neve e dos gatos, tomou um banho rápido e foi dormir.
O gatinho preto-e-branco, Feijão e os outros se comportaram. De manhã, mesmo com fome, esperaram quietos, sem arranhar a porta.
Mas Letícia, dormindo profundamente, foi acordada por uma ligação. Estendeu a mão para pegar o celular na cabeceira e atendeu. "Irmão, por que liga tão cedo?"
"Você sempre acorda cedo, hoje dormiu até tarde?" A voz de Leonardo vinha cheia de dúvida.
Letícia, percebendo, sentou-se de repente. "Ontem à noite, voltei tarde por causa de um imprevisto."
Com medo de que Leonardo perguntasse mais, ela mudou de assunto. "Irmão, precisa de algo importante?"