localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 19: Detetive de Gatos Preto e Branco

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 19: Detetive de Gatos Preto e Branco

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Tatiane conhecia sua habilidade. Letícia não escondeu. "Oficial Tatiane, seguindo os corvos, encontrei acidentalmente algumas partes de um corpo. Estou perto do lixão da Rua da Comida. Mando a localização."

A voz ansiosa de Tatiane veio pelo fone: "Chegamos em dez minutos. Senhorita Letícia, tome cuidado, o criminoso pode voltar."

Letícia concordou e desligou.

Dez minutos depois, grande parte da delegacia estava no local, incluindo o Diretor Song.

A área estava isolada, peritos e legistas examinavam.

Tatiane deu uma garrafa de água a Letícia. "Senhorita Letícia, desta vez foi graças a você. Dois dias atrás, um gari relatou fragmentos semelhantes no leste da cidade. Procuramos por dois dias, sem outras descobertas."

"Não imaginei que o criminoso fosse tão esperto, jogando o resto aqui."

"Não fiz muito, só ouvi os bichinhos comentando e vim ver."

"A propósito, Oficial César, os corvos disseram que alguns vendedores da rua de comida retiram óleo usado, e há fragmentos nele. Não sei se foram os animais que levaram, ou se há mais partes no esgoto." Letícia não esqueceu de complementar.

"Entendi. Vou mandar verificar." César rapidamente designou pessoas.

O gatinho preto-e-branco no colo de Letícia se debateu e pulou.

"Ei, para onde vai?" Gatos adoram confusão, especialmente os de rua.

Como o gatinho não respondeu, Letícia avisou: "Não pegue pássaros, não fuja."

'

Entendi.

'

Hoje deixo esses pássaros malditos.

A voz do gatinho sumiu na escuridão.

Letícia não ficou parada. Foi a um mercado, comprou milhete, colocou em uma caixa de papelão e chamou os corvos atrapalhados.

Além de interrompidos, eles não tinham ido embora por curiosidade.

Vendo Letícia acenar, os corvos voaram e começaram a bicar o milhete.

Uma massa preta, impressionante.

Ainda bem que a polícia isolou a área, senão alguém veria e pensaria em desastre.

Letícia agachou-se, perguntando com doçura: "Vocês sempre ficam por aqui?"

'

Sim, este é nosso território.

'

"E viram alguém suspeito?" Letícia perguntou com paciência.

Tatiane e o Diretor Song, curiosos, se aproximaram.

"Senhorita Letícia, eles também podem dar pistas?" Tatiane estava mais surpresa que curiosa. Nunca vira animais usados em investigações.

Letícia continuou colocando milhete. "Teoricamente, não. Muitos animais não distinguem rostos humanos, só cheiros. Mas talvez deem informações básicas."

Afinal, ninguém desconfiaria de animais.

Ao ouvir a pergunta, os corvos pararam de comer, fitando Letícia com olhos grandes.

'

O que é "suspeito"?

'

Esse tipo de pergunta era difícil para animais.

Letícia reformulou: "O humano que jogou esses sacos pretos."

'

Eu vi! Eu vi!

'

Um corvo, como se quisesse se exibir, pulou até Letícia.

'

Era um homem alto, com um chapéu grande, e um carro. Parou o carro não longe do lixão.

'

'

O humano parou, tirou vários sacos pretos, jogou e foi embora. Nem prestei atenção, só fui fuçar quando senti o cheiro.

'

"E lembram quando ele jogou os sacos?" Letícia franziu a testa.

Os corvos reviraram os olhos, pensando.

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Animais não têm noção de tempo, especialmente os selvagens.

'

Foi quando estava bem escuro.

'

'

Foi quando estava clareando.

'

'

Estava bem escuro, a rua de comida quase vazia, as lojas fechando.

'

'

Humana, acredite em mim, aquele burro lembra errado.

'

"Senhorita Letícia, o que eles disseram?" Tatiane, ao lado, via a conversa animada, mas não entendia nada.

Parecia uma intrusa.

Letícia, ainda agachada, apoiou o queixo na mão. "A que horas a rua de comida fecha?"

Tatiane respondeu: "Umas três ou quatro da manhã, quando não tem mais ninguém. No inverno, mais cedo."

Animais não mentem, mas havia discrepâncias.

Combinando as informações, Letícia resumiu: "Verifiquem as câmeras entre 4h e 6h. Os corvos disseram que a pessoa usava chapéu."

"Certo, mando verificar." Após o ocorrido anterior, Tatiane acreditava nas informações de Letícia.

Miau!

'

Irmã, voltei!

'

Ao ouvir, Letícia virou-se. O gatinho preto-e-branco trouxe um gato branco e um rajado. O branco, frágil e sujo, era claramente um gato de rua.

Por causa da cor, gatos brancos eram excluídos, não conseguiam comida, sofriam bullying.

'

Irmã, eles viram o homem mau jogando o lixo.

'

O gatinho empurrou os dois para frente, estufando o peito, esperando elogios.

Ela pensou que o gatinho estava só explorando ou caçando, mas ele foi atrás de pistas.

Letícia ficou surpresa e feliz, acariciando a cabeça do gatinho. "Muito bem, o verdadeiro detetive dos gatos!"

Ela ofereceu a lata que comprara para os outros dois gatos. "Não tenham medo, é para vocês."

Acariciou a cabeça do gato branco.

Os dois cheiraram a mão de Letícia. O rajado, encorajado, esfregou a cabeça em sua perna.

'

Gosto de você, humana.

'

"Eu também gosto de vocês." Letícia pegou o rajado no colo e percebeu que a pata traseira estava machucada.

Pela luz do poste, viu que era uma lesão antiga, a pata quebrada, não sarou direito, fazendo-o mancar e sentir dor.

Ao pegá-lo, também viu uma coleira cara. Aquele não era um gato de rua comum, devia ter dono.

Sem fazer diferença, pegou o gatinho branco também.

O branco era magro, ossos à mostra, provavelmente por não conseguir comida.

"Podem contar para a irmã o que sabem?"

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