localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 18: Encontrando Partes Humanas

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 18: Encontrando Partes Humanas

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"Porque seu gato, quando você não estava olhando, provou os cogumelos."

"Andar torto, comportamento alucinado, são efeitos das alucinações. Ainda bem que comeu pouco, só ficou alucinado. Se comesse mais, poderia ser fatal."

"Se tem contato com cogumelos silvestres, deve conhecer os efeitos alucinógenos."

"Da próxima vez, tome cuidado. Esconda cogumelos venenosos, onde os animais não vejam." Letícia não esqueceu de avisar.

A moça, que estava prestes a chorar, ao ouvir Letícia, relaxou. Mas seu olhar ainda tinha dúvidas. "Mas quando trouxe os cogumelos, avisei meu gato várias vezes para não tocar."

Letícia soltou um sorriso resignado. "A curiosidade matou o gato. Quanto mais você proíbe, mais eles querem."

"É verdade. Antes, proibi de mexer no meu copo, ele usou para lavar a pata."

"Obrigada, doutora. Vou prestar atenção. Mas e as alucinações do meu gato, o que faço?" A moça perguntou.

"É leve, não tem problema. Leve para casa, observe. Se piorar, traga para soro." Letícia deu mais algumas orientações.

A moça agradeceu repetidamente antes de ir.

Já o Dr. Zhao coçou a cabeça, sem graça.

Letícia comprou silenciosamente o necessário para Neve e saiu.

Assim que saiu, ouviu corvos grasnando em uma árvore de plátano não muito longe.

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Vamos! A irmã mais velha disse que no lixão adiante tem carne gostosa, cortada em pedaços.

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Que tipo de carne?

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Não é de vaca, porco ou carneiro. Parece carne humana. A irmã mais velha até encontrou um dedo no óleo usado. Dedo comprido é de humano.

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Que seja. Só importa encher a barriga.

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Corvos são onívoros, comem de tudo, especialmente carne em decomposição. Quando aparecem em bandos, além de prever desastres, pode ser para comer carcaças.

"Oi, pessoal." Na escuridão, Letícia cumprimentou os bichinhos.

Por ter atrapalhado o negócio da outra clínica, para compensar, além dos itens para o cachorro, comprou algumas latas para gatos e cães.

Letícia abriu uma lata de frango e colocou no chão.

Os pássaros que iam voar, interrompidos por sua voz. Um corvo mais ousado, curioso, desceu voando.

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Humana, você consegue nos entender! Você cheira muito bem.

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O corvo pulou na mão de Letícia.

Os outros corvos, ainda na árvore, hesitaram, mas finalmente desceram com cautela.

Gatos e pássaros são inimigos naturais, especialmente gatos de rua, que caçam aves.

Vendo os corvos no chão, o gatinho preto-e-branco e a tricolor, ao lado de Letícia, se prepararam para pular e caçá-los.

Antes que os gatinhos pudessem avançar, Letícia os pegou no colo. "Não peguem os pássaros. A irmã precisa falar com eles. Se não obedecerem, não ganham lata."

Miau!

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Tudo bem.

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Quando a irmã não estiver olhando, aí pegamos.

Os dois gatinhos, debatendo-se no colo de Letícia, assistiram aos corvos saltitando, sem poder atacar.

Os corvos que queriam voar, ao ver os gatos contidos, recolheram as asas.

Comparado aos gatos, Neve, sentado ao lado, parecia muito mais tranquilo.

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Letícia pegou a lata e ofereceu aos corvos. "Ofereço a lata para vocês."

O corvo ousado foi primeiro, bicando a carne.

Os outros corvos, hesitantes, foram se aproximando aos poucos.

O local era perto da rua de comida. Nessa hora, a rua estava cheia. Pessoas que passavam, vendo a cena, paravam para olhar.

"Corvos dão azar, como alguém alimenta corvos?"

Corvos costumam avisar humanos antes de desastres, levando muitos a acreditar que trazem má sorte.

Além disso, por comerem carne podre, a maioria não gosta de corvos, mantendo distância.

Pelo contrário, corvos são aves muito inteligentes.

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Dizem que o passarinho dá azar? Você que dá azar, sua família toda dá azar!

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Hoje à noite, vou cagar na sua casa.

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E também eram passarinhos muito vingativos.

Letícia acariciou a cabeça do corvo. "Não dá azar, nada disso. São muito inteligentes e fofos."

"Depois de comer minha lata, posso perguntar uma coisa?"

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Pode falar.

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"O que é essa história de dedo humano?"

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Foi no lixão. Já estava fedendo. Nossa irmã mais velha foi pelo cheiro. Estava em sacos pretos. Não só ela, até os ratos por perto estavam comendo.

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Aqueles ratos malditos viram ossos humanos no óleo usado. Pelo jeito, eram ossos dos pés. Mas com óleo, ficou nojento, o passarinho nem gostou.

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A expressão de Letícia ficou séria instantaneamente.

Se o corvo estivesse falando a verdade, eram partes de um corpo.

Sem confirmação total, ela não podia chamar a polícia, para não desperdiçar recursos.

"Então você sabe onde estão esses pedaços?" Letícia perguntou, tensa.

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Sei, sei.

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"Pode me levar até lá? Depois, te dou comida gostosa como recompensa." Pedir ajuda a animais também exigia pagamento, não podia ser de graça.

O corvo começou a bater as asas, voando à frente.

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Humana cheirosa, vem!

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Letícia, segurando Neve, carregando as compras, seguiu o corvo.

A tricolor e o gatinho preto-e-branco estavam em seus braços, para evitar que atacassem os pássaros.

Corvos não passavam pela rua de comida movimentada. Mesmo à noite, quando se misturavam à escuridão, tinham medo de serem afastados.

Letícia seguiu o corvo pelos becos atrás da rua de comida.

Comparado com a rua principal animada, os becos eram desertos. Becos escuros, sem luz, sinistros. Ainda bem que ela estava com um cachorro e dois gatos. Se houvesse perigo, eles reagiriam primeiro.

Depois de atravessar dois becos, chegaram ao lixão mencionado pelo corvo.

O lixão ficava na área da rua de comida.

Ao se aproximar, viu vários corvos no lixão, bicando.

Um corvo foi avisar, e os que estavam comendo se dispersaram rapidamente.

Letícia tampou o nariz e deu uma olhada. Um pedaço de tecido humano rolou para fora de um saco preto. Letícia lutou para não gritar.

Saber e ver com os próprios olhos eram coisas diferentes.

Letícia rapidamente pegou o celular e ligou para Tatiane.

Durante os contatos anteriores, Letícia e Tatiane trocaram contatos, mas normalmente não se falavam.

A ligação foi atendida rapidamente. "Senhorita Letícia, por que ligou tão tarde? Está em perigo?"

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