localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 17: Gato que Gosta de Explorar Cogumelos Venenosos

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 17: Gato que Gosta de Explorar Cogumelos Venenosos

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Diante das palavras de Fábio, Letícia rapidamente abriu sua conta pessoal. A conta, que tinha cerca de dez seguidores, agora tinha milhares, e o número ainda crescia. Vários seguidores locais perguntavam o endereço exato da clínica.

Quando a clínica começasse a dar lucro, ela não precisaria mais pedir dinheiro ao irmão para pagar os funcionários.

"Fábio, coloca o endereço da nossa clínica na conta oficial."

"Pode deixar comigo. Não imaginei que, depois de tanto tempo difícil, finalmente as coisas melhorariam." A animação de Fábio era incontrolável.

Pouco depois, Ana desceu com Neve. "Leti, fizemos a tomografia. Neve está bem, a pata não sofreu novos danos."

"Leti, e agora? Levamos ele de volta ou esperamos o dono?" Ana perguntou.

A clínica também oferecia hospedagem para animais pós-cirúrgicos ou em recuperação, mas como havia poucos bichos, muitos serviços não estavam ativos.

Antes que Letícia respondesse, seu celulaire tocou.

Ela olhou. Era uma mensagem do Oficial Bruno, que acabara de adicionar.

Bruno recebeu uma tarefa urgente, não teria tempo de buscar Neve, então deixaria o cachorro com ela por enquanto.

Ele também transferiu uma quantia, como pagamento pelos cuidados.

Letícia pensou um pouco e aceitou.

"Não precisa. O Oficial Bruno não está na cidade agora. Vou levar o Neve para casa para cuidar dele." Como a clínica tinha poucos animais, não valia a pena deixar alguém de plantão.

À noite, ao levar Neve para casa, Letícia lembrou que não tinha nada para cachorro em casa. Voltar à clínica seria cansativo. Ela pesquisou pet shops próximas. Havia uma na rua de comida de rua, não muito longe.

Letícia segurava a guia de Neve, com o gatinho preto-e-branco e a tricolor seguindo-a.

Seguindo o GPS, ela encontrou a pet shop no mapa.

A pet shop era conectada a uma clínica veterinária ao lado, do mesmo dono.

Letícia abriu a porta. Antes que a atendente pudesse cumprimentá-la, a porta se abriu novamente. Uma moça de rabo de cavalo entrou correndo, carregando um Maine Coon prateado. "Doutor, salvem!"

"Dr. Zhao!" A atendente chamou para o andar de cima.

Logo, um veterinário de jaleco branco desceu rapidamente. Ao ver o gato, perguntou: "O que houve?"

"Não sei. Faz uns três ou quatro dias que ele fica assim. No começo, não liguei, pensei que era brincadeira. Mas hoje está pior, as patinhas não param de se debater. Fiquei com tanto medo que trouxe direto."

"Doutor, por favor, veja se meu Doudou está tendo uma crise epiléptica, ou se é doença mental."

"Seu gato tem histórico de epilepsia?" Dr. Zhao perguntou.

A moça balançou a cabeça. "Não."

"Se não for epilepsia, será que é doença mental ou outra coisa?"

O Maine Coon, no colo da moça, tinha as quatro patas para cima, se debatendo, como se tentasse agarrar algo.

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Uau, tantos passarinho!

'

'

Pego, pego todos!

'

'

Não fujam! Olha o soco felino!

'

O Maine Coon deu uma volta no colo da moça, quase caindo. Ainda bem que ela reagiu rápido e o segurou. "Doutor, veja, piorou! Salve meu gato!"

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Dr. Zhao olhou para a atendente. "Vamos marcar os exames primeiro, ver o que é."

"Moça, pode entregar o gato para minha colega levar. Pode esperar aqui." Dr. Zhao se aproximou para pegar o gato.

Antes que a moça entregasse, Letícia deu um passo à frente. "Com licença. Seu gato não precisa de exames."

A moça olhou para Letícia, desconfiada. "Quem é você? Por que não deixa examinar? Se atrasar o tratamento, você se responsabiliza?"

"É, moça, você parece jovem. Se não entende, não atrapalhe." Dr. Zhao ficou visivelmente irritado.

Vendo a irmã sendo repreendida, o gatinho preto-e-branco e Neve se posicionaram à frente de Letícia.

Antes que pudessem atacar, Letícia os puxou para trás. "Está tudo bem, parem."

O gato e o cachorro, contidos, ficaram ao lado de Letícia, mas prontos para atacar.

Letícia voltou a olhar para os dois. "Eu também sou veterinária. Digo que não precisa examinar porque seu gato não está doente."

"Meu gato está assim, como pode não estar? Em casa, nem consegue andar em linha reta." A voz da moça transparecia ansiedade.

Dr. Zhao tinha hostilidade pela veterinária que apareceu do nada.

Clínicas veterinárias eram concorrentes. Não era à toa que a dela estava tão vazia.

"Mesmo sendo veterinária, deve ser iniciante, sem experiência. Este gato, mesmo se não for epilepsia, deve ter outra doença. Descobrir logo permite tratar."

"Será que sem examinar, só de olhar, você consegue diagnosticar?" O tom de Dr. Zhao era de deboche.

Letícia ignorou o veterinário e olhou para a moça, quase chorando. "O que seu gato comeu desde que começou com os sintomas?"

A moça respondeu sinceramente: "O normal, ração, às vezes lata ou sachê. Doutora, será que a ração está estragada?"

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Os passarinho sumiram todos! Devolvam! Não fujam!

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Aaah, que coisa assustadora! É cobra, é cobra! Sai! Sai!

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'

Mamãe, salvem! Tem cobra!

'

Letícia balançou a cabeça. "Não."

"Então qual é o problema? Meu gato não tem salvação?" Os olhos da moça ficaram vermelhos, prestes a chorar.

Dr. Zhao rapidamente interveio: "Uma veterinária iniciante, que não sabe de nada, inventando coisas. Eu garanto: se examinar logo, seu gato ficará bem."

"Seu gato não está doente." Letícia olhou calmamente para Dr. Zhao.

A moça, ouvindo, olhou de um para o outro, ainda mais ansiosa. "Em quem devo acreditar?"

Letícia não deu sugestões, apenas continuou perguntando: "Você comeu cogumelos recentemente? Daqueles colhidos na natureza?"

A moça balançou a cabeça. "Não."

Depois de responder, pareceu se lembrar de algo, e complementou: "Não comi, mas tenho uns cogumelos silvestres em casa. Minha mãe me enviou por correio há alguns dias. Estou ocupada, não comi, deixei na cozinha. Doutora, o que cogumelos têm a ver com meu gato?"

Então era isso.

Gatos são curiosos e exploradores. Quando o dono não está olhando, provar um cogumelo venenoso não era impossível.

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