localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 13: Não Sou um Cachorro Ganancioso

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 13: Não Sou um Cachorro Ganancioso

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A montanha à noite era escura como breu. A luz da lua era bloqueada pelas árvores densas, dificultando enxergar o caminho.

Letícia não prestou atenção e tropeçou em uma trepadeira no chão.

Antes que pudesse se levantar, os bandidos já a alcançaram.

No momento em que o careca estava prestes a pegá-la, uma sombra escura voou dos arbustos, colidindo com ele. Surpreendido, o careca tropeçou e caiu em uma armadilha de caça atrás dele.

Au au!

'

Bandidos, morram! Não machuquem a irmã!

'

Neve, com todo o pelo arrepiado, latia ferozmente para o homem no buraco.

Letícia olhou surpresa para a silhueta de Neve de costas para ela. Ela não o encontrou, mas ele a encontrou primeiro.

Letícia levantou-se e correu para abraçar Neve. "Neve, você está machucado? Como está a pata?"

'

Irmã, não se preocupe. O Au Au está bem. O Au Au está ótimo. Até aguentaria bater em mais dois bandidos.

'

'

O Au Au é o cachorro mais corajoso!

'

Neve estufou o peito.

Letícia não pôde evitar de rir e acariciar sua cabeça. "Neve é o melhor. Neve é o cachorro mais corajoso, e também o que mais fez coisas boas."

Ela ainda estava preocupada com a pata traseira de Neve. Pegou o celular do bolso, ligou a lanterna e examinou o gesso.

"Que sorte, o gesso não rachou."

"Mesmo nosso Neve sendo muito corajoso, da próxima vez tem que tomar cuidado."

'

Eu errei, irmã. Da próxima vez vou me proteger direito.

'

Neve baixou a cabeça, admitindo o erro.

"Não acontece de novo. Quando voltarmos, eu te dou coisas gostosas." Letícia acariciou a cabeça de Neve, consolando.

Douglas, César e os outros, guiados pelos pardais, chegaram a tempo e prenderam tanto o careca quanto o tatuado.

Os dois pardais saltitavam nos ombros de Letícia.

'

E nós!

'

"Exato, dessa vez foi graças a vocês." Letícia acariciou com justiça cada cabecinha peluda.

"Senhorita Letícia, você está bem?" César aproximou-se, preocupado.

Na saída, ela estava mais focada em cuidar do cachorro e no caminho, não tinha prestado atenção no comandante da equipe de investigação.

Quem diria que ele não só era jovem, como também tinha um físico e rosto muito bonitos. Ombros largos, cintura fina, o uniforme realçava sua figura perfeita. Dava até para ver o peito musculoso. Sua pele era mais clara que a de outros homens. O que mais chamava atenção era a pinta no canto do olho, dando um toque de sedução.

Letícia ficou hipnotizada. A luz da lanterna vagou lentamente para as mãos de César.

Os dedos ossudos e bem definidos pareciam saídos de um mangá.

Se fosse possível ignorar a aura opressiva do homem, provavelmente seria ainda mais cativante.

César parecia familiar, como se ela o tivesse visto em algum lugar.

Mas não conseguia se lembrar.

Vendo que Letícia não respondia, César falou novamente: "Senhorita Letícia?"

"Estou bem." Letícia, voltando a si, baixou a cabeça envergonhada, sem ousar olhar nos olhos de César.

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"Já que a Senhorita Letícia está bem, vamos descer." César foi à frente.

Letícia, carregando Neve, seguiu.

Douglas, com os prisioneiros, veio atrás.

"Douglas, você vai com o Capitão Zhang, leva as pessoas resgatadas da mina para o hospital primeiro." César deu a ordem com voz fria.

Douglas virou-se imediatamente para cumprir.

Letícia, com Neve nos braços, perguntou hesitante: "Oficial César, o papai do Neve foi resgatado?"

Neve olhava para as costas de César com olhos suplicantes.

César deliberadamente deu um passo atrás e explicou: "Já resgatamos. Desta vez, a operação foi bem-sucedida graças à cooperação interna do pai do Neve."

"Mas Neve também teve grande mérito." César, vendo o cachorro olhando para ele, não poupou elogios.

Letícia carregou Neve montanha abaixo. Assim que chegaram à entrada da vila, Neve, ao ver uma figura familiar, pulou dos braços de Letícia e foi em direção a um homem empoeirado no meio da multidão.

Au au!

Como a pata traseira não podia tocar o chão, Neve não conseguia pular no colo, só ficou se esfregando no homem.

'

Papai, finalmente te encontro! O Au Au estava tão preocupado!

'

'

Está machucado? Aqueles bandidos eram muito maus. Mas o Au Au, com a irmã, prendeu todos.

'

'

O Au Au é muito bom, né? A promessa de dar carne para o Au Au ainda vale?

'

Neve balançava o rabo na frente de Bruno como uma hélice.

Parecia que era um cachorrinho comilão.

Preocupada que o homem não entendesse, Letícia traduziu: "Neve está preocupado com você. Além disso, pergunta se a promessa da carne ainda vale."

Bruno ficou confuso.

Neve, vendo a expressão de Bruno, não gostou. Seu rabo caiu instantaneamente.

Au!

'

Papai está enganando o Au Au? Papai não vai cumprir?

'

'

O Au Au é tão bom, não merece um pouco de carne?

'

Bruno bateu na própria testa, lembrando tardiamente. Quando estavam em perigo, Neve não queria ir embora. Ele prometeu: se Neve fosse pedir ajuda, depois da missão, ganharia um jantar especial com carne.

Quem diria que o cachorro ainda se lembrava.

Bruno acariciou o cachorro, consolando: "Como o papai poderia esquecer? Quando isso acabar, te dou sua carne favorita. Três dias seguidos, que tal?"

'

Bom.

'

Todo dia seria melhor.

Mas o Au Au não é um cachorro ganancioso.

Diante do cachorro comilão, Letícia lutou para não rir.

"Senhorita Letícia, já me contaram. Obrigado por ajudar o Neve, por tratá-lo e trazê-lo até mim. Qual o valor da consulta? Te transfiro." O Oficial Bruno pegou o celular.

"Oficial Bruno, não precisa. Tratar o Neve é minha obrigação como veterinária. Além disso, gosto muito dele. Não precisa pagar." Letícia recusou a gentileza.

Vendo que Letícia não aceitaria, Bruno desistiu.

"Senhorita Letícia, a pata do Neve está grave? O que devo observar quando levá-lo de volta?"

"A pata esquerda do Neve foi fraturada por uma pancada. Fiz a cirurgia para colocar o osso no lugar. Agora é descansar. Afinal, como dizem, 'osso quebrado, cem dias'. Mas como o Neve ajudou a perseguir os bandidos, verifiquei e o gesso não rachou. Para segurança, pode levá-lo ao hospital, ver se o osso foi afetado de novo."

"Se confiar em mim, posso levar o Neve de volta para examinar. Você pode buscá-lo mais tarde."

Assim que Letícia terminou de falar, Neve, apoiando a pata machucada, pulou em seus braços.

'

Irmã, o Au Au realmente pode ir com você?

'

"Isso você tem que perguntar ao seu papai." Letícia sorriu, respondendo a Neve.

Afinal, era um cão do canil da polícia. Sem motivo especial, ela não ousaria "sequestrá-lo".

Neve olhou para Bruno com olhos suplicantes.

"Claro que confio. Só estou incomodando a Senhorita Letícia." Bruno, vendo Neve pulando no colo de Letícia, ficou sem palavras.

Antes de deixar a vila, Letícia comprou alguns grãos de um morador acordado pelo barulho e deu para os dois pardais que ajudaram.

Os pardais, comendo os grãos, se esfregaram nas mãos de Letícia.

'

Irmã, você vai embora?

'

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