localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 11: Irmã, Corre!

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 11: Irmã, Corre!

Pensando nisso, Letícia não pôde evitar de acariciar a cabeça de Neve, seus dedos apertando de leve a almofadinha que ele colocou em sua perna.

Au au!

'

Os homens maus estão logo ali na frente.

'

"Senhorita Letícia, o que o Neve disse?" Douglas, sentado no banco de trás, perguntou curioso.

Letícia traduziu: "Neve diz que o covil dos bandidos fica em uma caverna não muito longe daqui."

Realmente havia uma faixa de minério na região de Jiang.

A mina havia sido abandonada anos atrás, mas ainda restavam alguns minérios. Alguns criminosos recrutavam pessoas secretamente para extrair e vender.

A maioria não queria vir, já que era ilegal.

Por isso, os criminosos sequestravam pessoas com deficiência ou trabalhadores rurais para trabalho escravo, submetendo-os a torturas e espancamentos.

Para não chamar atenção, os carros pararam na entrada da vila, sem avançar.

O comandante da operação conjunta, César, pegou o rádio e ordenou que todos descessem. Quando Letícia também se preparava para descer, César abaixou o rádio. "Senhorita Letícia, a operação de captura pode ser perigosa. É melhor ficar no carro. Vou pedir à Tatiane para ficar com você. Se precisar de algo, fale com ela."

Tatiane era a outra mulher no carro.

Vendo a hesitação de Letícia, Tatiane pensou que ela duvidava de sua capacidade. "Senhorita Letícia, fique tranquila. Tirei nota máxima nas aulas práticas, pratiquei Muay Thai desde criança. Proteger sua segurança não será problema."

"Oficial Tatiane, não estou duvidando de você." Letícia explicou rapidamente.

Ela só estava distraída.

César pegou um mapa topográfico da vila e colocou no capô do carro, começando a planejar a operação. "Douglas, você leva um grupo para verificar o terreno ao redor. Capitão Sun, você leva o grupo para as imediações da mina."

Au au!

'

Irmã, eu também posso ajudar!

'

Neve estava animado, querendo pular e participar.

Antes que ele pudesse se mexer, Letícia o segurou com força. "Querido, sei que está ansioso, mas se acalme. Sua pata esquerda está machucada, coloquei o osso no lugar e engessei. Se participar agora e o gesso quebrar, piorando a lesão, vai ser difícil de tratar."

"Se sua pata não sarar, talvez você não possa mais fazer missões com seu papai, nem prender bandidos."

"Querido, acredite neles. Eles vão prender esses bandidos."

Letícia acariciou a cabeça de Neve, analisando os prós e contras para que ele entendesse a gravidade.

Neve, que estava agitado, gradualmente se acalmou com as palavras de Letícia.

Chilreio!

'

Aqueles dois cachorros malditos são detestáveis! Ao menor barulho, não param de latir. Não deixam os passarinhos dormir!

'

Letícia olhou na direção do som. Dois pardais estavam empoleirados em uma árvore.

A audição dos animais é mais sensível que a dos humanos.

Os cachorros mencionados pelos pardais provavelmente eram os mesmos que cercaram Neve, criados pelos criminosos para vigiar estranhos.

Cachorros são muito mais intuitivos que outros animais, especialmente os treinados.

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Se ouvissem ou sentissem o cheiro da polícia, com certeza latiriam, alertando os criminosos. A polícia seria descoberta, tornando o resgate e a captura mais difíceis.

"Neve, fique quieto no carro. A irmã vai dar uma olhada em algo." Letícia deu um último carinho na cabecinha de Neve e desceu do carro.

Tatiane, que estava verificando o mapa de satélite da vila, ao ver Letícia descer sem permissão, assustou-se, largou o notebook e saiu atrás. "Senhorita Letícia, aqui é perigoso! Se precisar de algo, fale comigo."

"Oficial Tatiane, só vim pegar um ar. Pode continuar trabalhando." Sem informações concretas, Letícia não podia revelar muito.

Vendo que Letícia não se afastou, Tatiane trouxe o notebook para fora e continuou trabalhando.

De quebra, ficaria de olho em Letícia.

Na escuridão densa, Letícia acenou para os dois pardais na árvore.

Os dois pardais se entreolharam e, curiosos, voaram para perto de Letícia.

'

Uau, humana, você cheira muito bem!

'

Desde que se vinculou ao Sisteminha, sua afinidade com animais aumentou, fazendo com que os bichinhos baixassem a guarda.

Por ter saído com Neve, Letícia levou alguns petiscos.

Ela abriu uma lata de comida para pets e colocou na frente dos pardais.

Pardais são onívoros, comem de tudo quando com fome.

"Posso perguntar uma coisa?"

Um dos pardais, mais ousado, ignorou a comida e voou direto para a palma da mão de Letícia.

Ficou pulando em sua mão.

'

Humana, você consegue entender os passarinhos?

'

O outro pássaro, não querendo ficar para trás, também pulou para a mão de Letícia, disputando espaço.

'

Humana, pergunte! O que o passarinho souber, conta.

'

"O que são esses cachorros 'detestáveis' que vocês mencionaram?" Ela levantou a mão, alinhando-a com os olhos dos pardais.

Só de mencionar os cachorros, os dois pardais começaram a reclamar sem parar, como verdadeiros fofoqueiros.

"Aqueles dois cachorros malditos são dos homens maus daquela montanha. São como eles, não só bravos, como burros. Não importa se é dia ou noite, ao menor barulho, não param de latir. Não descansam, atrapalham o sono dos passarinhos!"

Enquanto falava, o pardal com uma mancha branca na cabeça apontou na direção da base da montanha.

'

Irmã, aqueles humanos maus também pegaram muitos, muitos humanos com deficiência. Todo dia fazem esses humanos trabalharem. Se não obedecem, batem neles, não dão comida. Se tentam fugir, soltam aqueles cachorros burros para morder.

'

'

Uma vez, vimos os dois cachorros burros perseguindo um humano machucado. Os homens maus foram atrás, arrastaram o humano de volta para a mina. Depois, nunca mais vimos aquele humano.

'

'

Aqueles cachorros burros não só atacam humanos, como também os passarinhos! Outra vez, o passarinho foi comer um pouco da comida deles, os malditos quase perseguiram o passarinho por um quilômetro!

'

"Irmã, aqueles humanos e aqueles cachorros burros são muito maus! Dominam esta vila. Irmã, corre! Se te descobrirem, vai ser perigoso!"

Era raro encontrar uma humana com cheiro tão bom, não podiam deixá-la em perigo.

Letícia acariciou a cabeça redonda e fofa dos pardais. "Fiquem tranquilos, a irmã não vai se machucar. Vocês veem aqueles tios de boné ali? Eles vieram prender os homens maus e os cachorros maus."

'

Que bom!

'

Os dois pardais deram um salto e pousaram no ombro de Letícia.

"Oficial Tatiane, acabei de ouvir dois pardais dizerem que aqueles homens criam dois cães ferozes. Esses cães latem ao ver estranhos ou se os trabalhadores do pátio tentam fugir, alertando os criminosos."

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Atualizações constantes~ 

Fiquem ligados para os próximos capítulos emocionantes!

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