localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 9: Não é um Cachorro de Rua, é um Cão de Polícia

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 9: Não é um Cachorro de Rua, é um Cão de Polícia

Ao ouvir, Letícia não pôde evitar de franzir a testa. "Então, poderiam me levar para dar uma olhada? Fiquem tranquilos, não vão me guiar de graça. Tenho ração, lata e sachê aqui."

'

Combinado.

' O rajado deu uma "patinha" em Letícia.

O rajado, com a cauda erguida, caminhou à frente. Letícia e os outros gatinhos seguiram atrás. Virando a esquina, chegaram ao Parque Leste próximo.

O Parque Leste era cercado por montanhas e um lago, sempre tinha gente.

Embora pessoas bondosas tivessem estabelecido pontos de alimentação ali, considerando que alguns não gostavam dos animais de rua, esses pontos ficavam em lugares mais afastados.

Letícia seguiu o rajado por um bom tempo, finalmente chegando ao ponto.

Antes mesmo de se aproximar, viu um Pastor Alemão comendo a ração deixada. Sentindo a presença humana, o cachorro levantou-se, alerta, e começou a latir ferozmente para Letícia, mostrando os dentes.

'

Não se aproxime, sou super bravo.

'

Se não fosse por ouvir o pensamento do Pastor, talvez ela realmente se assustasse com a fúria dos latidos.

O rajado que guiava, no entanto, ficou assustado com o Pastor. Assumiu uma postura de ataque, seu pelo arrepiou-se instantaneamente, e não parava de rosnar como aviso.

Vendo que os dois lados estavam prestes a brigar, Letícia rapidamente se interpôs. "Não briguem! Por favor, não briguem!"

"Não sou má. Sou veterinária daqui perto. Ouvi dizer que você está machucado, vim para te ajudar." Letícia tentou acalmar o Pastor Alemão.

Vendo o pelo liso e bem cuidado, ele não parecia um cachorro de rua, e sim um cachorro de estimação perdido.

O Pastor Alemão tinha as orelhas em pé, as patas dianteiras firmes no chão. Seu olhar para Letícia claramente não havia relaxado a vigilância.

Vendo que o Pastor não continuou em posição de ataque, Letícia tentou se aproximar. "Vejo que sua pata traseira está machucada. Posso dar uma olhada?"

"Sua lesão não deve ter muito tempo. Se tratada logo, sua pata pode voltar ao normal. Se esperar mais alguns dias, nem eu posso garantir se você vai ficar manco."

Letícia parou a uma distância relativamente segura para um cachorro.

O gato rajado ficou bem atrás de Letícia, em postura de guarda.

'

Irmã, esse cachorro burro é super bravo. Tome cuidado.

'

"Obrigada pelo aviso, vou tomar cuidado." Letícia sorriu e acariciou o rajado.

Au au!

'

Não acredito em humanos.

'

Um cachorro de estimação que foi machucado por humanos ter desconfiança era compreensível.

"Você pode não acreditar em outros humanos, mas pode acreditar em mim. Eu nunca te machucaria. Se eu tentar, você pode me morder a qualquer momento."

"Mas se sua pata não for tratada logo, pode realmente estragar." Letícia não estava tentando assustar o Pastor de propósito.

Pelo estado da pata, ele já devia estar assim há pelo menos quatro ou cinco dias.

O Pastor Alemão olhou de um lado para o outro, claramente pensando. Vendo que...

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"Se você não responder, vou considerar que concordou." Como o Pastor não respondia, Letícia foi se aproximando lentamente.

Ao sentir o cheiro agradável de Letícia, o Pastor não foi mais tão agressivo como antes, relaxando um pouco.

Vendo que o Pastor não atacou, Letícia começou a examinar a pata traseira.

Havia um ferimento visível, mas já fazia tempo. Sangue e pelo haviam grudado e secado. Como o tempo estava ficando quente, se não tratasse bem, poderia infeccionar. Quanto aos ossos, só daria para ver de volta à clínica, com raio-X.

"Seu ferimento está um pouco sério. Você precisa vir comigo para fazer um raio-X. Agora não tenho remédios aqui, não posso tratar." Letícia tirou o casaco e embrulhou o Pastor.

Vendo que o cachorro não reagiu, Letícia o pegou no colo e começou a voltar.

Os gatos que a guiaram seguiram logo atrás.

Fábio, vendo Letícia voltar, foi rapidamente abrir a porta. "Patroa, de onde você resgatou esse cachorro de rua agora?"

A clínica dar prejuízo não era sem motivo.

A patroa sempre trazia gatos e cachorros de rua para tratar.

"Do Parque Leste. Vou levar esse Pastor para fazer um raio-X. Pode dar um pouco de ração e lata para os gatinhos de rua lá fora."

Dito isso, Letícia levou o Pastor para o andar de cima. O cachorrinho, que antes estava desconfiado, em algum momento relaxou a vigilância. Suas patinhas se agarravam a Letícia, e durante o exame, Letícia ficou com ele o tempo todo.

Os resultados do exame sairiam só daqui a pouco. Para facilitar o tratamento, Letícia primeiro raspou o pelo da pata do Pastor. "Querido, como você se perdeu?"

Letícia pegou a máquina de tosa com destreza e começou a trabalhar na pata do Pastor.

'

O papai encontrou perigo durante uma missão, mandou o Au Au fugir.

'

Letícia continuou perguntando: "E o seu papai? E como você se machucou na pata?"

'

O papai disse que ia ficar lá, mandou o Au Au ir embora. Mas quando o Au Au foi, aqueles homens maus viram. Eles vieram atrás do Au Au com barras de ferro, e tinham cachorros grandes como o Au Au. O Au Au foi cercado sem querer.

'

'

A pata do Au Au também foi atingida com a barra de ferro. Depois, eles soltaram os cachorros grandes para morder o Au Au. O Au Au fugiu quando eles não estavam olhando.

'

'

Depois de fugir, o Au Au não conseguiu achar o caminho de casa. Ficou vagando dois dias, aí chegou naquele jardimzinho, e encontrou a irmã.

'

Quanto mais Letícia ouvia os pensamentos do Pastor, mais estranho parecia. Aquele Pastor não parecia um cachorro de estimação comum.

"Então onde é sua casa? Posso te levar de volta." Letícia, depois de terminar de tosar a pata traseira, como recompensa, abriu uma lata para o Pastor e colocou em um pote.

Au au!

'

Onde tem o emblema da polícia. Pode prender os homens maus. O Au Au ajudou o papai a prender muitos.

'

O Pastor não pôde evitar de estufar o peito, seus olhos transbordando orgulho.

Será que era um cachorro perdido do canil da polícia?

A expressão de Letícia ficou séria.

"Depois de tratar seu ferimento, vou te levar para a delegacia primeiro, para eles te ajudarem a achar seu papai." Letícia acariciou a cabeça peluda do Pastor.

Duas horas depois, os resultados do Pastor saíram. Letícia colocou as imagens no negatoscópio.

"Que sorte. Foi só a perna quebrada por uma barra de ferro, não é fratura exposta."

"Vou colocar o osso no lugar primeiro, e logo te levo para achar seu papai." Letícia acariciou a cabeça do Pastor.

'

Obrigado, irmã.

' O Pastor, arrastando a pata machucada, levantou-se da mesa e se atirou no colo de Letícia, se esfregando.

Letícia levantou-se e levou o Pastor para a sala de cirurgia.

Com a ajuda de Ana e Fábio, a cirurgia para corrigir a pata do Pastor levou apenas uma hora. Quando o Pastor saiu da sala, a pata estava engessada.

Letícia usou anestesia local no Pastor, então o cachorro estava acordado.

O céu estava escurecendo. Letícia deu um analgésico para o Pastor, chamou um táxi especial para animais e foi para a delegacia mais próxima.

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