《Traição e Vingança: A Promessa Quebrada》Capítulo 8

Por um instante, todos os convidados prenderam a respiração.

A mão de Fernando ficou imóvel no ar.

Seus lábios tremeram.

— Lívia… o que… o que você está dizendo?

— Eu tenho te procurado todos esses dias… perdi o juízo… e você vem com isso? O que você quer dizer com isso?

Entreguei a ele as duas vias do acordo.

A assinatura dele estava ali, clara, inegável.

Fernando pareceu entender… e puxou o ar com força.

— Eu assinei isso sem saber… achei que você estava só brincando… por que levar isso tão a sério?

Soltei um sorriso amargo.

Por causa de Vanessa, ele me fez ser humilhada em público… e ainda permitiu que ela ferisse a pessoa mais importante da minha vida.

Desde aquele momento… ele já não era digno de ser meu marido.

— Eu pareço estar brincando?

— Fernando Duarte… não importa se você sabia ou não. Eu já decidi me divorciar. Isso não vai mudar.

Fernando tentou conter as emoções.

— Lívia, para com isso… por favor.

— Eu já decidi terminar com a Vanessa. Já chamei a polícia. Vou me vingar por você.

— Isso ainda não é suficiente?

Uma vida inteira foi tirada.

Como isso poderia ser suficiente?

Nesse momento, Vanessa perdeu o controle e avançou sobre mim:

— Lívia Andrade, sua desgraçada! Para de fingir esse divórcio ridículo!

— No fundo, você é a pessoa que mais depende do Fernando!

— Porque sem ele… você não é nada!

— Cala a boca!

Fernando a derrubou no chão com um tapa.

Ele se virou para mim, os olhos cheios de frustração.

— Você está me testando?

— Eu disse que não ia te enganar, então não ia!

— Não existe mais confiança entre nós?

Balancei a cabeça, sem hesitar.

— Não existe mais.

— Eu te dei três chances… e você quebrou a promessa.

— Três ou quatro pode parecer a mesma coisa…

— mas, no momento em que você atendeu o telefone da Vanessa e foi até o hospital… a confiança entre nós acabou de vez.

Fernando deu dois passos para trás.

Um traço de arrependimento passou pelos seus olhos.

Mas eu já não tinha mais paciência.

Pedi aos seguranças que expulsassem os dois do funeral.

No local… além de Gabriel, estavam também as crianças que cresceram sob os cuidados de Dona Celina.

Todas choravam.

— Mamãe Celina… a gente nunca vai esquecer da senhora…

Gabriel colocou a mão no meu ombro, firme.

— A partir de agora, o orfanato fica sob minha responsabilidade.

— Eu não vou deixar essas crianças ficarem sem lar.

— Esse também é o nosso lar.

Olhei para o retrato gentil de Dona Celina… e assenti.

Naquela mesma noite, Vanessa foi presa pela polícia.

Fernando ainda mandou alguém “cuidar bem” dela.

Em menos de uma semana… ela foi diagnosticada com transtornos mentais e transferida para um hospital psiquiátrico.

Quando soube disso, Fernando me ligou, em tom quase suplicante, dizendo que queria me ver.

Eu não atendi.

Desliguei.

Mas logo depois, uma notícia chocou o mundo dos negócios:

【Fernando Duarte, presidente do Grupo Duarte, sofre um grave acidente e fica tetraplégico】

O homem antes impecável, sempre no controle… agora estava preso a uma cama, incapaz de se mover, vivendo em constante melancolia.

Diziam que ele tentou tirar a própria vida várias vezes… mas sempre que olhava para a aliança no dedo, largava a faca, desesperado.

Três meses depois, o orfanato recebeu uma grande doação.

O nome do doador… Fernando Duarte.

Gabriel também destinou cinco por cento das ações da sua empresa para a reconstrução do orfanato.

Com esse dinheiro… cada vez mais crianças sem lar passaram a ser acolhidas.

Mais tarde, o hospital me ligou inúmeras vezes… pedindo que eu fosse visitar Fernando.

Recusei todas.

Assim como, naquele acidente… ele recusou todas as minhas ligações.

A diferença é que—

Eu não sou como ele.

Eu não volto atrás.

——————————

FIM

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