《Sua Cópia Perfeita (Mas Eu Não Sou Ela)》Capítulo 11

Ricardo parecia ter enlouquecido.

Enquanto mantinha Lívia presa…

também começou a esmagar completamente a família Monteiro.

A situação financeira da família dela já era instável há muito tempo.

A cadeia de capital estava à beira do colapso.

Da última vez, conseguiram sobreviver apenas porque, através de Lívia, se apoiaram no Grupo Vasconcelos.

E os demais concorrentes, por respeito ao nome de Ricardo, haviam recuado.

Mas agora—

o próprio Ricardo retirou o investimento.

E, ao perceberem a mudança de cenário…

todos os outros voltaram a atacar.

Em pouco tempo—

a família Monteiro entrou em colapso.

O pai de Lívia ligava sem parar.

Mas nunca obtinha resposta.

Tomado pela raiva, arremessou o celular contra a parede.

Lívia acordou com dores pelo corpo inteiro.

Olhou ao redor, assustada—

e só relaxou quando percebeu que Ricardo não estava ali.

Ele a mantinha presa.

Obrigava-a, todos os dias, a pedir desculpas a Aurora.

Obrigava-a a “pagar” pelo bebê que havia morrido.

Se demonstrasse qualquer resistência—

era espancada.

Lívia olhou para uma foto de Aurora que havia sido deixada ali.

Seus olhos se encheram de ódio.

— Aurora… tudo isso é culpa sua!

— Tudo o que estou sofrendo… é por sua causa!

Na foto, Aurora sorria, radiante.

Lívia pegou uma pedra ao lado—

e riscou violentamente o rosto dela.

— Aurora… eu vou te matar!

— Ricardo… Aurora… vocês dois merecem morrer!!!

O barulho chamou a atenção do segurança.

— Fique quieta!

Diante do bastão elétrico na mão dele—

Lívia fingiu se submeter.

Mas, depois que Ricardo saiu novamente—

ela olhou para a chave que havia conseguido pegar.

E sorriu.

— Aurora… eu não vou deixar isso assim.

Na calada da noite—

aproveitando um momento de descuido—

ela conseguiu fugir.

Assim que conseguiu um celular—

recebeu uma ligação do pai.

— O que aconteceu entre você e o Ricardo?!

— Ele está destruindo a nossa empresa! Já estamos à beira da falência, e mesmo assim ele não para!

Ao ouvir o vento forte do outro lado da linha—

um pressentimento ruim tomou conta dela.

— Pai… não faça nada impulsivo… eu vou falar com o Ricardo…

Mas— do outro lado— a voz veio pesada.

— O papai te decepcionou…

E então— o telefone caiu.

O som do vento cessou.

E o silêncio tomou conta.

— Pai?!

Lívia gritou, desesperada.

Mas não houve resposta.

Logo depois— a notícia apareceu:

#Presidente da família Monteiro se joga de prédio#

Lívia segurava uma faca.

E a cravou repetidamente nas fotos de Ricardo e Aurora.

— Ricardo… Aurora… vocês vão pagar por isso!!!

— Eu vou fazer vocês irem junto com o meu pai!!!

Desde o último incidente— Gabriel não se afastava mais de Aurora.

— Gabriel… você não precisa ficar tão tenso assim.

Aurora tentou tranquilizá-lo enquanto jantavam fora.

— O Ricardo já não aparece há dias.

— E a comida daqui é ótima… experimenta.

Mas Gabriel não conseguia relaxar.

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Havia uma sensação estranha em seu peito.

Como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.

— Senhor… seus pratos.

A garçonete colocou a comida na mesa.

Gabriel franziu a testa.

— Esse prato não é nosso… você se enganou.

Mas a mulher não respondeu.

Seu olhar se fixou diretamente em Aurora.

E então— debaixo da bandeja— ela puxou uma faca.

— Auro, cuidado!

No mesmo instante— a porta do restaurante foi aberta com força.

Ricardo entrou— e viu aquela cena.

O brilho frio da lâmina refletiu nos olhos assustados de Aurora.

— Aurora Nogueira, morre!

Lívia avançou com a faca.

No mesmo instante— Gabriel e Ricardo correram ao mesmo tempo.

Gabriel puxou Aurora para os braços.

E Ricardo— se colocou na frente dela.

A lâmina atravessou seu corpo.

Aurora ficou paralisada.

Mesmo protegida nos braços de Gabriel, ainda não conseguia reagir.

O restaurante inteiro entrou em pânico.

Lívia tentou puxar a faca para atacar novamente— mas foi derrubada por um segurança que acabara de chegar.

— Chamem uma ambulância!

— Tem alguém ferido!

O caos tomou conta do lugar.

— Auro… você está bem?

Gabriel a segurava com força, a voz cheia de preocupação.

Só então Aurora voltou a si.

Ela imediatamente começou a verificar se ele estava machucado.

— Eu estou bem… — Gabriel a abraçou com cuidado, tentando acalmá-la.

Ao ver que Aurora estava ilesa— e Ricardo ferido— Lívia enlouqueceu.

Tentou arrancar a faca do corpo dele para atacar novamente— mas Gabriel percebeu.

E a jogou no chão, imobilizando-a.

Mesmo assim— Lívia começou a rir.

Um riso distorcido.

— Foi tudo por culpa de vocês!

— Foi por causa de vocês que eu cheguei a isso!

Quando Ricardo voltou a si— já estava no hospital.

Ele tentou se levantar imediatamente.

O olhar procurava desesperadamente—

Aurora.

Mas não havia ninguém.

Apenas vazio.

Uma enfermeira entrou ao ouvir o movimento.

— Por favor, não se mexa. Os pontos podem abrir.

Ricardo a interrompeu, ansioso:

— Uma mulher veio me ver?

A enfermeira pensou por um momento.

— Sim… veio.

O coração dele relaxou na mesma hora.

Então ela veio… Aurora veio.

Ele fechou os olhos por um instante.

Talvez… ela estivesse começando a perdoá-lo.

Talvez aquele golpe… não tivesse sido em vão.

Mas— nos dois dias seguintes— Aurora nunca mais apareceu.

Apenas o pai dela mandava alguém levar suplementos.

Na terceira vez— Ricardo não aguentou mais.

— Onde está a Aurora?

A pessoa apenas respondeu, indiferente:

— Desculpe, só vim entregar isso. Não conheço ninguém com esse nome.

Ricardo perdeu o controle.

Varreu tudo da mesa para o chão.

— Façam ela vir me ver!

O homem se assustou.

Murmurou algo como “maluco” e saiu apressado.

À tarde— a porta do quarto se abriu.

Ricardo levantou a cabeça rapidamente.

Mas, ao ver quem era—

seu rosto esfriou.

— Por que você…? Cadê a Auro?

Gabriel sentou-se calmamente ao lado da cama.

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— Você salvou a Aurora.

— O professor Carlos disse que ela não quer te ver.

— Então eu vim no lugar dela.

Ricardo o encarou, frio:

— Foi você quem não deixou ela vir?

Gabriel respondeu com tranquilidade:

— Eu não sou você.

— Eu não forço a Aurora a fazer nada que ela não queira.

Ricardo soltou uma risada fria.

— Eu salvei a Auro.

— E a Lívia nunca mais vai aparecer.

— Eu vivi anos com ela… tivemos um filho…

— Com o que você pode competir comigo?

Gabriel olhou para ele.

Como se estivesse olhando para alguém digno de pena.

— Você ainda tem coragem de falar desse filho?

Ele já sabia de tudo.

Aurora havia contado.

— Se você não tivesse voltado a se envolver com a Lívia…

— se não tivesse machucado a Aurora tantas vezes por causa dela…

— você acha que ela teria abortado um bebê de cinco meses?

— Você diz que a ama…

— então como conseguiu assinar o divórcio sem nem perceber?

Ricardo ficou agitado:

— Foi culpa da Lívia! Foi por causa dela que tudo isso aconteceu!

Gabriel balançou a cabeça.

— Não.

— Tudo isso é culpa sua.

— A Lívia foi só uma desculpa.

— Ela não te obrigou a ficar com ela.

— Não te obrigou a sentir saudade dela enquanto era casado.

— E também não te obrigou a assinar aquele divórcio.

Ele olhou diretamente nos olhos de Ricardo.

Como se estivesse dando o veredito final.

— Ricardo Vasconcelos…

— foi você quem destruiu a própria felicidade.

Ricardo ficou em silêncio.

A dor no rosto dele era evidente.

Mas Gabriel ainda acrescentou:

— E, sinceramente… eu deveria te agradecer.

Ele fez uma pausa.

— Se não fosse você… eu nunca teria a chance de ficar ao lado da Aurora.

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