《O Ex Errou Feio: Minha Nova Chance de Felicidade》Capítulo 11

Não respondi à mensagem.

Depois de conversar com Lucas… converti todos aqueles presentes em dinheiro… e transferi tudo de volta para Ricardo.

Não demorou muito… ele transferiu de volta

999.999

.

E, em seguida, bloqueou a possibilidade de receber transferências de desconhecidos.

O número dele… também deixou de existir.

Assim… nós dois finalmente devolvemos um ao outro ao mar de pessoas do mundo.

E desaparecemos… da vida um do outro.

Os dias passaram.

Minha turma chegou novamente ao período do vestibular.

Dessa vez… eu e Lucas fomos juntos ao templo no primeiro dia do ano, para acender o primeiro incenso.

Chegamos cedo.

O templo ainda estava vazio.

Olhei para ele e perguntei:

— “Você lembra como eu era… na primeira vez que me viu?”

Lucas me observou… pensando com seriedade.

— “Seu cabelo era mais longo…”

— “você era mais magra…”

— “ajoelhada ali… parecia uma deusa diante do altar.”

Ele sorriu levemente:

— “Na hora, eu pensei… isso é destino.”

Revirei os olhos:

— “Então quer dizer que agora eu tô mais gorda e menos bonita?”

Ele se apressou:

— “Não, não foi isso que eu quis dizer!”

— “Naquela época… você devia estar infeliz.”

— “Fiquei com pena de você…”

— “Pensei que, se pudesse te conhecer…”

— “ia fazer você ganhar uns cinco quilos… saudável e feliz.”

Ri, apertando o rosto dele:

— “Olha você, falando bonito pra disfarçar que se interessou pela aparência!”

— “E ainda fala isso na frente do templo!”

Ele protestou baixinho… completamente diferente daquele homem frio da primeira impressão.

Eu não consegui segurar o riso.

Antes… eu estava acostumada com Ricardo sendo gentil com todos…

menos comigo.

Agora… Lucas era gentil, divertido, bobo, maduro… tudo ao mesmo tempo — comigo.

E, com os outros… educado, mas distante.

Foi então que entendi… isso… era o amor.

Diante da pessoa amada… você pode ser completamente você mesmo.

Sem reservas.

Sem máscaras.

Nós dois nos ajoelhamos juntos no salão principal do templo.

Erguemos o incenso com respeito.

Dessa vez… além de pedir pelos meus alunos…

também fiz um pedido para mim e para Lucas:

— “Que nós dois possamos permanecer juntos por muito tempo…”

— “e sempre com sinceridade.”

Depois de voltarmos…

nossas famílias se encontraram.

Jantaram juntas.

Conversaram animadamente sobre a data, o local, os convidados.

O casamento foi marcado…

para três dias após o vestibular.

Eu praticamente não precisei fazer nada.

Lucas cuidou de tudo.

Eu só precisava aprovar.

Incluindo…

provar o vestido de noiva.

Ele disse que queria me dar o melhor, o mais bonito…

algo inesquecível.

Eu sabia…

ele só queria superar meu primeiro casamento.

Às vezes…

ele era infantil assim.

Sempre competindo, em silêncio, com meu ex-marido.

Mas, se ele não mencionasse…

eu já nem lembrava mais de Ricardo.

Aqueles seis anos…

já eram apenas poeira no passado.

Sem importância.

Percebi então…

que quem sempre foi boa…

fui eu.

Nunca foi Ricardo.

No dia do vestibular…

usei um qipao vermelho.

Para desejar sorte aos meus alunos.

Vi cada um deles entrar cheio de confiança…

e sair com segurança nos olhos.

Fiquei orgulhosa.

Três dias depois.

Hotel Mandarin Oriental.

Meu casamento aconteceu como planejado.

Não foi em uma igreja…

mas Lucas fez questão de trazer um padre idoso.

Diante de todos…

o padre nos olhou e perguntou:

— “Senhor Lucas, você promete amar esta mulher…”

— “na riqueza e na pobreza…”

— “na saúde e na doença…”

— “na alegria e na tristeza…”

— “respeitá-la, protegê-la…”

— “e ser fiel a ela por toda a vida?”

Lucas me olhou…

com firmeza.

— “Eu prometo.”

O padre então se virou para mim:

— “Senhora Camila, você promete amar este homem…”

— “em todas as circunstâncias…”

— “respeitá-lo, cuidar dele…”

— “e ser fiel a ele por toda a vida?”

Sem hesitar, respondi:

— “Eu prometo.”

Pétalas começaram a cair do alto.

Em meio às bênçãos de todos…

Lucas levantou meu véu.

E, com cuidado… me beijou.

Naquele instante… a felicidade que eu sempre esperei…

finalmente repousou nas minhas mãos.

 

 

Final – Ponto de Vista de Ricardo

No dia em que Camila e Lucas se casaram… eu estava lá.

Usei um nome falso… e deixei um presente de

100 mil

.

Talvez fosse apenas uma forma ridícula de me enganar.

Mas eu tinha prometido a ela… que não apareceria mais.

Que não atrapalharia a vida dela.

Sendo honesto… o casamento de Camila e Lucas foi muito mais grandioso…

do que o nosso, cinco anos atrás.

As flores.

O banquete.

A cerimônia.

Cada detalhe… mostrava o quanto ele — e a família dele — valorizavam Camila.

E, inevitavelmente… eu me lembrei do nosso casamento.

Um desastre.

A organização caótica… as flores sendo levadas pelo vento do mar… os rostos impacientes da minha família…

Só muito depois eu percebi…

que, desde o primeiro dia, Camila já estava suportando tudo.

Suportando o momento errado, o lugar errado…

minha frieza… as críticas dos meus pais.

Sim… nem meus próprios pais aceitavam ela no começo.

Eles sempre acharam… que eu deveria me casar com alguém “do mesmo nível”.

Alguém com status, conhecimento, futuro brilhante.

Helena, na época… não era suficiente.

E Camila… mesmo vindo de uma boa família…

aos olhos deles, era “apenas” uma professora.

Não estava à minha altura.

Mas, naquela época…

eu não pensava em nada disso.

Para mim… já que não era Helena…

tanto fazia com quem eu me casasse.

Desde que fosse “adequado”.

E Camila… me amava.

Mais do que qualquer pessoa que já disse me amar.

Era óbvio demais.

Tão óbvio… que eu, arrogante como era, comecei a testar.

Qual era o limite dela?

Um ser humano… pode amar outro por tanto tempo… mesmo sem receber nada em troca?

Mesmo sendo ignorado…

ferido…

deixado de lado?

Eu admito.

Sou uma pessoa cheia de falhas.

Só que… no mundo utilitário em que vivemos…

minha aparência, meu talento, minha carreira…

me escondiam muito bem.

Eu achava… que aquele casamento duraria no máximo três meses.

Mas Camila…

fez durar cinco anos.

Se eu tivesse entendido meus sentimentos antes…

se tivesse parado de testar o limite dela…

talvez…

hoje ainda estivéssemos juntos.

Talvez… até felizes.

Ela estava certa.

Homens… têm obsessão pelo primeiro amor.

E também… essa ideia de “salvar” alguém.

Quando descobri que Helena…

que tinha me abandonado e ido embora… não estava bem no exterior…

eu senti… satisfação.

Pensei, com desprezo:

“Ela merece.”

Como se fosse um castigo por ter me deixado.

Então… fui até lá.

Para “ajudá-la”.

Para provar… que ela tinha feito a escolha errada.

Eu achava… que Camila continuaria como antes.

Que suportaria tudo.

Que eu poderia esconder tudo… até o momento em que eu decidisse encerrar aquilo.

Mas eu não esperava… que ela aparecesse.

Justamente no nosso aniversário de cinco anos.

Debaixo daquela chuva… quando a vi… eu senti dor.

Mas não sabia… que ela tinha aprendido espanhol por minha causa.

Aquilo… foi o golpe final.

Na verdade… no coração dela… sempre existiu um sistema de pontos.

Eu chegava em casa na hora certa — mais um ponto.

Ignorava o cuidado dela — menos um ponto.

Cinco anos de soma e subtração…

e, no fim… eu entreguei um zero absoluto.

Depois do divórcio…

eu sofri.

Só então percebi… que ela estava em todos os cantos da minha vida.

Os presentes que eu nunca comprei… as pequenas coisas que ela deixava pela casa…

tudo…

me fazia sentir arrependimento.

Mas já era tarde.

Camila… é uma mulher decidida.

Quando ela diz que acabou…

acabou para sempre.

Eu comecei a piorar.

Insônia.

Alucinações.

Falta de apetite.

E, naquele dia… quando vi ela e Lucas juntos…

minha última defesa desmoronou.

Eu entendi… que nunca mais poderia recuperá-la.

Então… eu tentei morrer.

Mas falhei.

Fui salvo.

Minha mãe chorou…

disse que, nos últimos cinco anos, Camila tinha cuidado deles por mim…

e que, se eu morresse… seria como destruir meus próprios pais.

Eu não disse nada.

Muito tempo depois… apenas falei:

— “Vamos embora.”

— “Vamos sair dessa cidade… cheia dela.”

Os anos passaram.

Eu vivi sozinho.

Mas… ainda sonhava com ela.

Com aquela Camila… que me amava com tudo que tinha.

Dez anos depois do nosso fim… eu morri.

Câncer.

Sem cura.

No meu funeral… minha alma parecia observar tudo.

Meu corpo sendo cremado… meus pais chorando…

E então…

eu a vi.

Camila.

Ela caminhou até meu túmulo… e colocou uma única flor branca.

Eu ouvi…

claramente…

ela dizer:

— “Ricardo… descanse em paz.”

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