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《Traição Entre Três》Capítulo 3

Toc, toc, toc…

Lucas abriu a porta, ainda sonolento.

Ao ver a maquiadora, olhou a hora.

“Eu… também preciso me maquiar?”

“Claro que sim! Hoje você tem que ser o mais bonito de todos!”

A maquiadora entrou empurrando-o, carregando uma enorme maleta, já apressada em montar o espaço.

O fotógrafo que acompanhava a equipe também começou a ajustar os equipamentos.

Lucas ainda parecia meio confuso.

Quase perguntou:

o mais bonito não deveria ser o noivo?

Mas um sentimento escondido de posse surgiu em seu peito.

Ele abaixou os olhos, forçou um leve sorriso…

e não disse nada.

Seguiu as instruções da equipe e foi ao banheiro trocar de roupa.

Mas, ao ver o terno…

franziu a testa.

“Essa roupa… não está errada?”

Não parecia um traje de padrinho.

Era exatamente igual ao terno de noivo que ele havia experimentado no dia anterior para Mateus.

A funcionária da loja de noivas ajustava sua gravata enquanto respondia rapidamente:

“Não está errado. Foi o próprio noivo que escolheu esse modelo ontem.”

Tudo parecia cada vez mais estranho.

Antes que Lucas pudesse perguntar mais alguma coisa, a funcionária já havia saído carregando várias sacolas.

“Desculpa, ainda tenho que entregar um terno para outro noivo, estou com pressa!”

A porta se fechou.

Lucas foi levado pela maquiadora até o espelho.

“Fecha os olhos. Quando abrir, vai estar lindo.”

Ele ficou olhando para o próprio reflexo por um bom tempo.

Sentia que algo estava errado…

mas, no fim, não perguntou mais nada.

Se estava errado…

então que estivesse.

Do outro lado, Helena também estava ocupada com os preparativos.

As madrinhas organizavam tudo, preparando brincadeiras para o momento em que o noivo chegasse, animadas com a ideia de arrancar envelopes de dinheiro.

“Helena, quantos padrinhos tem?”

Uma das madrinhas perguntou, recém-chegada.

Alguém respondeu:

“Claro que só um! O Mateus só tem o Lucas como melhor amigo, então só ele mesmo.”

“Ahh, entendi.”

As madrinhas conferiam o cronograma impresso da cerimônia, dividindo tarefas, ocupadas e animadas.

Mas, ao ouvir aquela frase…

Helena ficou em silêncio por um longo tempo.

Só ele… como melhor amigo…

Ela virou lentamente o rosto…

e olhou para si mesma no espelho.

Não era mais a mesma garota de antes.

Os traços estavam mais maduros, mais bonitos.

Era para ser um dia feliz…

mas havia uma sombra leve em seus olhos.

“Helena, o que você tá fazendo? Vai se trocar logo! Daqui a pouco o noivo chega!”

“O Mateus te amou por dez anos… hoje é o dia mais importante de vocês. Não pode dar nada errado!”

As madrinhas a apressavam.

O quarto estava cheio de alegria.

Mas Helena sabia…

talvez a pessoa menos feliz naquela cerimônia fosse justamente o noivo.

O perdão fácil de Mateus…

a deixava culpada.

E também… inexplicavelmente irritada.

Como ele podia agir como se nada tivesse acontecido?

Mas ao lembrar da expectativa dele no dia anterior…

seu coração amoleceu.

Ela pegou o celular e enviou uma mensagem:

【Daqui a meia hora vou estar pronta. Você pode vir um pouco mais cedo… tá feliz?】

A mensagem foi enviada.

Sem resposta.

Helena deslizou o dedo pela tela várias vezes…

mas, no fim, apenas deixou o celular de lado.

Talvez ele estivesse ocupado se preparando.

Ela tentou se convencer disso.

Então vestiu o vestido de noiva.

Tudo estava pronto.

Helena sentou-se na cama decorada para o casamento…

esperando a chegada do noivo.

Mas o tempo passou.

Muito tempo.

O horário auspicioso estava quase passando…

quando finalmente ouviram batidas na porta.

As madrinhas suspiraram aliviadas.

“Meu Deus, achei que tinha dado algum problema!”

“Demorou tanto… depois a gente tem que dificultar a entrada dele!”

Rindo, abriram a porta.

Mas, ao ver quem estava do lado de fora…

ficaram congeladas.

Lucas estava ali.

Vestido com um terno de noivo impecável.

Parado, imóvel.

“Ué… cadê o noivo? Ele entrou no quarto errado?”

“Por que o Lucas não tá com o Mateus?”

Confusas, as madrinhas olharam ao redor.

Não havia mais ninguém.

Quando uma delas foi bater na porta ao lado, o fotógrafo apareceu e as chamou:

“Onde vocês vão? O noivo não está aqui?”

Todos viraram a cabeça, chocados.

Naquele momento, Helena também estava prestes a perguntar o que estava acontecendo…

quando Lucas levantou lentamente a cabeça.

Seus olhos estavam vazios.

Sua voz… quase inaudível.

“Mateus… foi embora…”

Foi embora?

Helena ficou parada, sem conseguir acreditar.

Hoje não era o dia mais esperado por Mateus?

Como ele poderia simplesmente ir embora?

Mas Lucas, com o olhar vazio, repetiu com a voz rouca:

“Mateus… foi embora… ele realmente foi embora…”

Helena sentiu algo apertar dentro do peito.

“Pra onde ele foi? Num dia como esse… pra onde ele iria?”

“Temos que encontrar ele! Ainda tem casamento pra acontecer!”

As madrinhas estavam desesperadas.

Mas Helena e Lucas… ficaram em silêncio.

Eles finalmente entenderam.

O perdão de Mateus…

nunca foi real.

Ele nunca teve a intenção de continuar com aquele casamento.

“Então… quer dizer que ele não é o noivo? Não pode ser… a maquiagem está errada? A gente não recebe sem pagamento!”

A maquiadora, aflita, pegou o celular e abriu o grupo da organização do casamento.

Quem estava confirmando tudo era mesmo Mateus.

Mas o nome do noivo… era Lucas.

“Confirmamos várias vezes. Quem precisava se arrumar era ele — Lucas.”

Ao ouvir isso, Helena rapidamente pegou o celular.

Havia várias mensagens não lidas no grupo.

Ela nem tinha aberto antes.

Achava que tudo já estava definido…

e, no fundo…

ela nunca se importou de verdade.

Ou melhor…

não estava com o coração ali.

“Foi… enquanto ele estava me ajudando a provar o vestido… que ele mudou tudo?”

Os olhos de Lucas estavam vermelhos, assustadores.

Helena sentiu uma pontada no peito…

mas assentiu, sincera.

Nesse momento, um entregador entrou com dois pacotes.

“Quem aqui é Helena Duarte e Lucas Andrade? Tem encomendas do Mateus Valença.”

As madrinhas responderam imediatamente:

“Aqui! São eles!”

O entregador colocou os pacotes nas mãos dos dois.

As madrinhas insistiram:

“Abre logo!”

Dentro… havia caixas vermelhas, elegantes.

Na tampa, em caligrafia fluida:

“Felicidades pelo casamento.”

Lucas abriu a sua, com as mãos tremendo.

Dentro… estava o documento de propriedade de um carro.

Era o dote que Helena havia trazido.

Já na caixa de Helena…

havia um acordo de divórcio.

Encerrando unilateralmente aquele casamento breve.

No fundo da caixa…

havia também uma carta.

O silêncio tomou conta do quarto.

As madrinhas trocaram olhares, inquietas…

mas ninguém teve coragem de falar.

Afinal…

Mateus e Lucas eram tão próximos.

Como aquilo podia ter acontecido?

Lucas, com os olhos baixos, estendeu a mão.

“Me dá a carta…”

“Lucas—”

“Me dá a carta!”

Pela primeira vez, ele falou alto daquele jeito em público.

Seu rosto parecia prestes a se despedaçar.

Helena mordeu os lábios…

e entregou.

Antes que ele abrisse, pediu para todos saírem.

“Desculpa… o casamento de hoje está cancelado. Podem ir direto para o banquete mais tarde.”

A maquiadora saiu aliviada.

As madrinhas hesitaram, trocaram olhares…

mas, no fim, apenas apertaram a mão de Helena e saíram uma a uma.

Lucas virou o corpo, limpou o rosto rapidamente…

e tentou abrir a carta várias vezes até conseguir.

A letra, delicada e firme, dizia:

【Quando vocês estiverem lendo esta carta, a equipe do casamento já deve ter chegado.

Mesmo que eu já não esteja ao lado de vocês… ainda quero dizer: feliz casamento.

Talvez essa seja a última vez que teremos qualquer ligação.

Na verdade… eu nunca culpei vocês de verdade.

Somos humanos… não dá pra garantir que sentimentos nunca mudem.

Mas vocês eram as pessoas que eu mais amava… e eu não consigo aceitar.

Porque eu nunca imaginei…

que o Mateus, que cresceu sob a proteção de vocês,

seria destruído justamente por vocês.

Mas isso também me fez entender…

que eu preciso crescer.

Aquele Mateus ingênuo e feliz… só pode existir no passado.

Não no futuro.

Então eu decidi… ir embora para sempre.

O carro e o acordo de divórcio são meu presente de casamento para vocês.

E também… o ponto final dos dez anos que vivemos.

Agora, eu sou livre.

Não me procurem.

Não se lembrem de mim.

Que no mundo de vocês… nunca mais exista Mateus Valença.】

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