《Ele Pensou Que Eu Nunca Iria Embora… Até Eu Escolher o Pai Dele》Parte 4

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Depois daquela conversa com Eduardo, algo dentro de Isabela começou a mudar.

Pela primeira vez, ela não acordava pensando em Gabriel.

Não imaginava o que ele estava fazendo.

Não tentava descobrir se ele sentia sua falta.

Ela começou a construir uma vida que não dependia da aprovação de ninguém.

Em Vila Mariana, Isabela voltou a cuidar dos próprios sonhos.

Ela reorganizou sua rotina, reencontrou antigos amigos e começou a lembrar da mulher que existia antes de se tornar apenas a namorada de Gabriel Montenegro.

Mas, enquanto ela aprendia a se encontrar novamente, Gabriel começava a perder o controle.

Ele estava acostumado com a ausência dela durar apenas algumas horas.

No máximo, alguns dias.

Mas agora já tinham passado semanas.

E Isabela continuava longe.

No escritório da Grupo Montenegro, Gabriel tentava se concentrar em uma reunião.

Mas nada funcionava.

Os números dos relatórios pareciam sem importância.

As vozes dos diretores pareciam distantes.

Tudo o que ele conseguia pensar era em uma pergunta:

Por que ela não voltou?

Felipe percebeu o comportamento estranho do amigo.

"Você está preocupado com ela?"

Gabriel desviou o olhar.

"Não."

Felipe sorriu.

"Então por que você olha o celular a cada cinco minutos?"

Gabriel ficou irritado.

"Ela só está tentando me punir."

Mas nem ele parecia acreditar completamente naquela frase.

Porque, pela primeira vez, havia uma possibilidade que ele nunca tinha considerado.

Isabela poderia realmente seguir em frente.

Enquanto isso, Valentina observava tudo.

Ela havia imaginado que, depois da separação, Gabriel finalmente estaria livre.

Livre para voltar para ela.

Livre para reconstruir a história que todos esperavam.

Mas havia algo errado.

Gabriel não estava feliz.

Ele não parecia um homem que recuperou sua liberdade.

Parecia um homem que perdeu algo importante.

Durante um jantar na Mansão Albuquerque, Valentina tentou entender.

"Você ainda pensa nela?"

Gabriel levantou os olhos.

"Em quem?"

Valentina segurou o copo de vinho.

"Na Isabela."

O silêncio dele foi a resposta.

E naquele momento, Valentina sentiu algo que nunca tinha sentido antes.

Medo.

Porque ela percebeu uma coisa cruel.

Gabriel não estava sofrendo porque perdeu uma namorada.

Ele estava sofrendo porque perdeu alguém que sempre esteve ao lado dele.

Alguns dias depois, Gabriel descobriu algo que mudou completamente sua visão.

Ele estava saindo da Torre Montenegro quando viu Isabela entrando em um restaurante próximo.

Mas ela não estava sozinha.

Eduardo estava com ela.

Gabriel parou imediatamente.

Seu coração acelerou.

Por alguns segundos, ele apenas observou.

Isabela sorria.

Um sorriso que ele não via há muito tempo.

Não era o sorriso de uma mulher tentando agradá-lo.

Era um sorriso verdadeiro.

E aquilo o incomodou profundamente.

Porque ele percebeu algo.

Ela nunca tinha sorrido daquele jeito ao lado dele.

Gabriel entrou no restaurante sem pensar.

"Isabela."

Ela virou.

A expressão dela mudou.

Não de medo.

De surpresa.

Eduardo também olhou para ele.

A tensão tomou conta do ambiente.

"Você está fazendo o quê aqui?"

Gabriel olhou para Eduardo.

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Depois para Isabela.

"Essa é a pergunta que eu deveria fazer."

Isabela ficou em silêncio.

Ela não queria uma discussão.

Principalmente ali.

Mas Gabriel não conseguia controlar a raiva.

"Então era isso?"

Eduardo franziu a testa.

"Do que você está falando?"

Gabriel riu sem humor.

"Você realmente acha que eu não entendi?"

Ele olhou para Isabela.

"Você fez isso para me atingir."

As palavras machucaram.

Mas dessa vez Isabela não abaixou a cabeça.

"Nem tudo gira em torno de você, Gabriel."

A resposta fez ele ficar parado.

Porque era exatamente o contrário do que ele esperava.

Durante anos, Isabela sempre explicava.

Sempre tentava acalmar.

Sempre pedia desculpas.

Agora ela apenas dizia a verdade.

Gabriel olhou para Eduardo.

"Você sabe quem ela é?"

Eduardo respondeu calmamente:

"Sei."

"Ela é minha namorada."

A frase saiu com dificuldade.

Eduardo permaneceu sério.

"Ela foi sua namorada."

Gabriel sentiu o golpe.

Porque Eduardo não falou como um homem tentando provocar.

Falou como alguém que aceitava uma realidade.

Mais tarde, Gabriel foi até a Mansão Montenegro.

Ele precisava de respostas.

Precisava entender por que Eduardo estava próximo de Isabela.

Ele encontrou o pai adotivo no escritório.

"O que está acontecendo?"

Eduardo continuou olhando alguns documentos.

"Sobre o que exatamente?"

Gabriel ficou irritado.

"Sobre Isabela."

Eduardo levantou os olhos.

"Ela não é um assunto para você controlar."

Gabriel ficou em silêncio.

Porque aquela frase era diferente de tudo que Eduardo já havia dito.

Ele sempre havia orientado Gabriel.

Sempre havia protegido.

Mas agora estava defendendo alguém.

"E você está defendendo ela?"

Eduardo respondeu:

"Estou defendendo uma pessoa que merece respeito."

Gabriel apertou os punhos.

"Ela está fazendo isso para me machucar."

Eduardo levantou.

Sua voz continuou calma, mas firme.

"Você ainda acredita que tudo que acontece com ela tem como objetivo atingir você."

Gabriel ficou sem resposta.

Eduardo se aproximou.

"Ela não é sua propriedade."

A frase caiu como uma sentença.

"Ela não pertence a você só porque um dia escolheu ficar ao seu lado."

Gabriel olhou para ele.

Pela primeira vez, viu algo que nunca tinha visto antes.

Eduardo estava protegendo uma mulher.

Não como um empresário.

Não como um líder.

Mas como alguém que realmente se importava.

Naquela noite, Gabriel saiu da sala completamente abalado.

Ele sempre acreditou que Eduardo era a pessoa mais racional que conhecia.

O homem que nunca deixava emoções interferirem nas decisões.

Mas agora havia uma mulher capaz de mudar isso.

E essa mulher era Isabela.

Valentina descobriu o encontro entre os três.

Ela foi até Gabriel.

"Você foi atrás dela?"

Gabriel não respondeu.

Valentina percebeu.

"Você ainda sente algo."

Ele ficou irritado.

"Não é isso."

"Então por que você parece destruído?"

Gabriel ficou em silêncio.

Valentina aproximou-se.

"Gabriel, você não está com raiva porque ela está com Eduardo."

Ela fez uma pausa.

"Você está com raiva porque ela conseguiu ir embora."

Aquelas palavras tocaram exatamente onde doía.

Porque era verdade.

Mais tarde, Gabriel encontrou Eduardo sozinho na biblioteca da mansão.

Ele entrou lentamente.

Pela primeira vez, não parecia um herdeiro arrogante.

Parecia apenas um homem confuso.

Ele olhou para o pai adotivo.

E perguntou:

"Você ama ela?"

Eduardo ficou completamente imóvel.

Durante alguns segundos, não respondeu.

Porque aquela pergunta era justamente aquela que ele tentava evitar desde a primeira noite.

O silêncio dele foi mais doloroso do que qualquer resposta.

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