localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Chefe Que Eu Ensinei a Andar Capítulo 6

《O Chefe Que Eu Ensinei a Andar》Capítulo 6

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— No chão — Massimo ordenou.

Teresa se abaixou atrás da cadeira. Dario apagou a tela do telefone e puxou a arma do coldre.

Passos atravessaram o corredor. Vozes curtas, coordenadas, sem o pânico de seguranças surpreendidos.

— Quantas saídas? — Teresa perguntou.

— Uma útil — Massimo respondeu. — Estante. Terceiro livro da esquerda, prateleira do meio.

Dario abriu a porta lateral e espiou a biblioteca. Um disparo arrancou madeira do batente; ele recuou e respondeu duas vezes.

— Vão entrar pela varanda — disse.

Teresa correu agachada até a estante. Encontrou três lombadas iguais, puxou a primeira e ouviu Massimo xingar.

— Da esquerda, Teresa.

— Estou de costas!

Ela pressionou o livro correto. A estante girou, revelando uma porta estreita de aço. Dario empurrou a cadeira para dentro enquanto Teresa recolhia a pasta e a ampola lacrada.

— Venha — Massimo disse ao segurança.

Dario balançou a cabeça.

— Preciso tirar os homens do corredor.

— É uma ordem.

— Hoje não.

Ele fechou a estante pelo lado de fora. O aço selou Teresa e Massimo numa sala de três metros, iluminada por luz vermelha.

Um monitor mostrava o escritório. Dois homens mascarados invadiram pela biblioteca, reviraram gavetas e atiraram na fechadura principal.

Teresa levou a mão ao bolso.

— Sem sinal.

— Blindagem.

— A câmera grava?

— Circuito interno. Visualização apenas.

— Ótimo esconderijo para gente sem prova.

Massimo girou a cadeira perto da parede. Os joelhos tocaram os dela no espaço apertado.

— Há água para vinte e quatro horas.

— Eles sabem da sala?

— Domênico conhece a casa. Nunca contei o mecanismo.

No monitor, um invasor falou pelo rádio. Pouco depois, Domênico entrou no escritório sem máscara. O terno azul estava aberto, e o rosto perdera a polidez.

— Achem ele — disse. — Quero confirmação antes de falar com o conselho.

Um homem apontou para os arquivos espalhados.

— E a fisioterapeuta?

Domênico pegou uma fotografia clínica de Teresa.

— Viu os prontuários. Não pode sair daqui.

Massimo ficou imóvel. A luz vermelha cortava o rosto dele.

Teresa acionou o gravador do telefone.

— Sem sinal, ele grava localmente.

— A parede abafa o áudio.

Ela encostou o aparelho na junção da ventilação. A voz de Domênico chegou fraca, mas reconhecível.

— Repete — Teresa murmurou.

Como se ouvisse, Domênico aproximou-se da estante.

— Encontrem Massimo. Matem a mulher.

A gravação captou cada palavra.

Massimo fechou a mão sobre a de Teresa. Os dedos dele estavam frios.

— Ele colocou você nisso.

— Eu aceitei o contrato.

— Para pagar uma faculdade.

— E fiquei depois do envelope.

Os homens bateram nas paredes do escritório. Um deles puxou livros da estante.

Teresa verificou a sala. Havia banco, armário de emergência e uma pequena porta baixa atrás da cadeira.

— Isso leva aonde?

— Adega antiga. A passagem foi construída na época em que meu avô escondia bebida importada. Domênico não sabe.

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— Tem escada?

— Quarenta e dois degraus.

Teresa encarou a cadeira.

— Ela não passa.

— Eu sei.

— Então fazemos transferência para o chão, descemos sentado ou com apoio lateral. Leva tempo.

— Não temos.

No monitor, um homem bateu na estante. A imagem tremeu.

Teresa abriu o armário. Encontrou lanterna, corda curta e uma bengala dobrável. Amarrou a pasta ao corpo, passou a faixa de transferência na cintura de Massimo e destravou a porta baixa.

Um corredor de pedra descia na escuridão.

— Eu vou primeiro. Você usa meus ombros e o corrimão. Um degrau por vez.

— Se caio, levo você.

— Então não cai.

Massimo segurou o rosto dela com as duas mãos.

— Escuta. Se eles chegarem antes de passarmos, você corre.

Teresa afastou uma das mãos.

— Você ainda não entendeu meu trabalho.

— Seu trabalho acabou quando recusou o dinheiro.

— Melhor. Agora não pode me demitir.

Um impacto metálico atingiu a porta da sala. A fechadura vibrou.

Teresa posicionou a cadeira junto à passagem, travou as rodas e se agachou diante de Massimo.

— No três.

— Odeio sua contagem.

— Um. Dois. Três.

Ele passou um braço pelos ombros dela. Teresa suportou o peso, girou e o colocou no primeiro degrau.

Atrás deles, a estante começou a se mover.

Dentro da sala blindada, Teresa também encontrou um kit médico vencido. Substituiu a gaze, separou água e amarrou uma lanterna ao ombro. Massimo observava cada movimento no espaço vermelho.

— Fez isso antes? — perguntou.

— Evacuação de hospital durante incêndio. O paciente pesava mais e reclamava menos.

— Duvido da segunda parte.

O monitor mostrou Domênico abrindo a gaveta dos prontuários. Ele encontrou cópias falsas que Teresa deixara e rasgou as páginas, procurando fotos.

— Ele quer apagar as doses — ela disse.

— Quer apagar você.

Massimo pegou o telefone dela, ditou uma declaração com nomes, datas e acesso às empresas. O áudio seria enviado quando recuperasse sinal.

— Se eu não sair, entregue a Camila.

Teresa parou de ajustar a faixa.

— Vai sair.

— Preciso dizer.

— Então diz olhando para mim, sem falar como testamento.

Ele ergueu o rosto.

— Confio em você mais que em qualquer pessoa desta casa.

Teresa retomou o nó. Os dedos precisaram de duas tentativas.

— Bom. Confia na contagem.

O primeiro invasor descobriu o painel da sala. A broca atingiu aço. Teresa apagou a luz interna, abriu a passagem e ajudou Massimo a transferir-se enquanto faíscas caíam da fechadura.

O pânico da sala blindada trouxe outro risco: a respiração de Massimo acelerou até os dedos perderem força. Teresa reconheceu o início de uma crise autonômica, afrouxou a camisa e verificou pressão com o aparelho do kit.

— Olha para minha mão — disse. — Conta os dedos.

— Quatro.

— Tenho cinco.

— Um está escondido.

— Então continua olhando.

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Ela guiou a respiração até o pulso diminuir. Massimo segurou seu punho, usando o ritmo dela como referência.

No monitor, Domênico aproximava ferramentas da estante. Teresa calculou o tempo entre golpes e organizou a saída em etapas. Retirou a faixa, amarrou a cadeira à parede para bloquear a passagem e separou medicamentos úteis.

— Vai abandonar minha cadeira? — ele perguntou.

— Ela compra minutos.

— Custou mais que um carro.

— Reclama com o seguro.

Massimo observou a cadeira preta pela última vez. Aquela máquina o levara por três meses; agora seria obstáculo entre ele e homens armados.

— Abra — disse.

Teresa abriu a porta baixa. Antes de transferi-lo, colocou o telefone junto à ventilação e confirmou que a gravação continuava. A ordem de Domênico apareceu na tela como onda sonora.

Antes de abandonar a sala, Teresa escreveu com marcador na parede: "Passagem aberta — polícia". Se Dario entrasse, saberia a direção; se Domênico visse, perderia tempo decidindo se era armadilha.

Massimo retirou o relógio pesado e colocou no bolso dela.

— Atrasa o equilíbrio — disse.

— E vale quanto?

— Menos que você.

Teresa quase respondeu com uma piada, mas a broca atravessou a primeira camada de aço. Ela guardou o relógio, ajustou a faixa uma última vez e posicionou as mãos dele nos ombros.

— Sem heroísmo na escada.

— Você está me carregando durante invasão.

— Isto é protocolo improvisado.

O primeiro degrau recebeu o peso dos dois. Atrás, uma mão apareceu pela abertura da porta blindada.

Teresa colocou a ampola e o telefone dentro de um saco impermeável. Massimo questionou por que levava provas durante uma fuga.

— Se sairmos sem elas, Domênico chama isto de briga familiar.

— E se atrasarem você?

— Você atrasou mais discutindo cada exercício.

O impacto seguinte deformou a fechadura. Massimo segurou a faixa e aceitou a transferência sem mudar a contagem. Pela primeira vez, entregou todo o peso antes que Teresa precisasse pedir.

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