《Minha Neta Gritou Antes Que Meu Marido Recebesse A Injeção》Parte 6

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Depois das palavras de Sofia, Alexandre ficou sem reação.

Durante dias, todos acreditaram que Gabriel era o responsável.

As imagens.

O acesso ao depósito.

A entrada no hospital.

Tudo parecia apontar para ele.

Mas agora uma menina de 11 anos estava dizendo algo diferente.

E Alexandre conhecia a própria filha.

Sofia nunca falava sem ter certeza.

Naquela mesma noite, o delegado Rafael Moura reuniu a equipe de investigação no Hospital São Gabriel Paulista.

A situação tinha mudado completamente.

Eles precisavam descobrir quem estava realmente por trás de tudo.

O primeiro passo foi analisar novamente os registros dos telefones envolvidos.

O celular antigo de Ricardo ainda guardava informações que não tinham sido recuperadas.

Durante horas, os técnicos trabalharam para restaurar arquivos apagados.

Até que uma nova sequência de mensagens apareceu.

O nome que surgiu na tela fez todos ficarem atentos.

Sérgio Almeida Vidal.

O homem que aparecia em todos os documentos da auditoria.

O homem que Ricardo estava investigando.

Rafael começou a ler os registros.

E quanto mais avançava, mais grave ficava a situação.

Sérgio havia trocado mensagens com funcionários do Hospital São Gabriel Paulista durante semanas.

Não era apenas uma conversa.

Eram instruções.

Pedidos.

Pressões.

Ele tinha acesso a pessoas dentro do hospital.

Alexandre observava tudo em silêncio.

"Então ele estava preparando isso há muito tempo."

Disse ele.

O delegado confirmou.

"Sim. Ricardo não foi atacado por acaso. Alguém planejou cada detalhe."

A equipe encontrou mensagens enviadas para Bianca.

Sérgio sabia exatamente como manipular a enfermeira.

Ele conhecia os medos dela.

Conhecia seus erros do passado.

E usou isso contra ela.

Em uma das mensagens, ele escreveu:

"Faça apenas o que eu mandar. Se não fizer, todos saberão o que você tentou esconder."

Alexandre sentiu indignação.

"Ele ameaçou uma funcionária para usar como proteção."

Rafael continuou analisando.

Mas então apareceu algo ainda mais surpreendente.

Sérgio também tinha conversas com Valéria.

Durante meses, ele pressionou a própria irmã.

Ele sabia que ela tentaria proteger a família.

Sabia que ela teria medo de perder tudo.

Valéria não era a mente por trás do plano.

Ela era uma pessoa presa pela manipulação do irmão.

Mas a maior surpresa veio depois.

O nome de Gabriel também apareceu.

Alexandre ficou tenso.

"Meu irmão também?"

O delegado abriu as mensagens.

Mas dessa vez a situação era diferente.

Sérgio não estava dando ordens para Gabriel.

Ele estava tentando provocar uma reação.

Enviava informações falsas.

Criava conflitos entre os irmãos.

Ele queria que Gabriel parecesse culpado.

"Ele usou todos ao redor de Ricardo."

Disse Rafael.

"Cada pessoa tinha uma função."

Alexandre olhou para a tela.

Bianca era a pessoa que poderia aplicar a medicação.

Valéria era a pessoa que poderia ser usada como ligação dentro da família.

Gabriel era a pessoa perfeita para carregar a culpa.

E enquanto todos olhavam para os próprios problemas, Sérgio agia escondido.

Dra. Helena chegou à sala de investigação.

Ela ouviu a explicação.

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Então perguntou:

"Qual era o objetivo dele?"

O delegado abriu um documento encontrado nos arquivos de Ricardo.

"Ele não queria apenas machucar Ricardo."

Todos ficaram atentos.

Rafael continuou:

"Ele queria que Ricardo parecesse incapaz de administrar a empresa."

Alexandre entendeu imediatamente.

O plano era muito maior.

Se Ricardo permanecesse sedado ou apresentasse problemas psicológicos depois do incidente, poderiam declarar que ele não tinha mais condições de comandar o Grupo Montenegro Saúde.

Então outra pessoa assumiria o controle.

As contas.

Os contratos.

As decisões financeiras.

Tudo.

"E quem assumiria?"

Perguntou Alexandre.

O delegado ficou alguns segundos em silêncio.

Depois respondeu:

"Uma autorização temporária já estava sendo preparada."

Alexandre sentiu o coração acelerar.

"Preparada por quem?"

A equipe encontrou um arquivo escondido no computador de Sérgio.

Era um documento jurídico.

Um pedido de transferência temporária de poder dentro do Grupo Montenegro Saúde.

O documento dizia que Ricardo, devido ao seu estado de saúde, deveria afastar-se da administração.

E o controle passaria para uma pessoa indicada.

Alexandre começou a ler.

Depois parou.

O nome estava oculto.

Mas havia uma assinatura no final.

Ricardo Vasconcelos Montenegro.

Sofia, que estava no hospital com o avô, foi chamada para a sala.

Ela viu o documento na mesa.

"Esse é o papel que ele queria esconder?"

Perguntou.

Alexandre não respondeu.

Ele estava tentando entender.

Se Ricardo nunca assinou aquilo, como aquela assinatura estava ali?

O delegado chamou um especialista em documentos.

Durante a análise, todos ficaram esperando.

Depois de alguns minutos, o perito levantou os olhos.

"Essa assinatura não pertence a Ricardo Vasconcelos Montenegro."

O silêncio tomou conta da sala.

Alexandre respirou fundo.

"Tem certeza?"

O especialista confirmou.

"Tenho. Existem diferenças claras na pressão da escrita, nos movimentos e no traçado."

Dra. Helena olhou para todos.

"Então alguém falsificou a assinatura dele."

Rafael assentiu.

"Exatamente."

Sofia olhou para o documento.

Pela primeira vez, ela percebeu que o perigo era ainda maior do que imaginava.

Não era apenas uma injeção.

Não era apenas um ataque.

Era uma tentativa de roubar tudo que seu avô construiu durante uma vida inteira.

Alexandre pegou o celular e ligou para Valéria.

Ela atendeu depois de alguns segundos.

"Alexandre?"

A voz dela parecia preocupada.

Ele respirou fundo.

"Valéria, precisamos conversar."

"Sobre o quê?"

Ele olhou para o documento falso sobre a mesa.

"Sobre um contrato que alguém preparou usando o nome do meu pai."

Do outro lado da linha, houve silêncio.

Um silêncio longo demais.

Alexandre percebeu.

Ela sabia de alguma coisa.

Antes que pudesse perguntar, Rafael recebeu uma nova informação da equipe.

Ele desligou o telefone e ficou sério.

"Encontramos quem enviou o primeiro acesso falso ao sistema do hospital."

Todos olharam para ele.

O delegado segurou o relatório.

"O pedido veio de dentro da própria família Montenegro."

Alexandre ficou imóvel.

Porque naquele momento ficou claro:

Sérgio não estava apenas usando pessoas.

Alguém da família havia aberto a porta para ele.

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