《Minha Sogra Queria a Fortuna do Filho Morto, Mas a Neta Que Ela Tentou Matar Herdou Tudo》Capítulo 7

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Vicente foi o último a saber que Augusto Vasconcelos era seu pai.

Valéria confirmara a verdade a Leonardo meses antes, usando-a como ameaça. Se o caso viesse a público, ela contestaria todo o inventário e exporia décadas de fraude.

— Minha mãe morreu quando eu tinha sete anos — disse Vicente. — Sempre falou que meu pai era um homem casado que não queria me conhecer.

Leonardo segurou seu olhar.

— Ela mentiu numa coisa. Ele conhecia você. Pagou seus estudos através de uma fundação e fez minha mãe contratar você.

Beatriz mantivera perto o filho da rival para vigiá-lo.

Valentina sentiu a dimensão do ódio daquela mulher. Pessoas não eram família; eram peças mantidas perto ou apagadas conforme a utilidade.

Helena reuniu todos os documentos. Para prender Beatriz, Álvaro e Valéria, ainda precisavam ligar o desvio ao atentado contra Leonardo. Álvaro podia ser convencido a falar se acreditasse que Valéria o sacrificaria.

Valentina marcou um encontro com ele na capela do hospital.

— Sua irmã já entregou seu nome — mentiu.

Álvaro sorriu, mas o olho esquerdo tremeu.

— Valéria nunca faria isso.

— Ela transferiu vinte milhões para uma conta só dela e deixou as ordens da garagem assinadas por você.

— Eu não toquei no freio.

— Obrigada.

Ele percebeu tarde demais.

— Desliga esse gravador.

— Quem tocou?

— Você não entende. Beatriz mandou assustá-lo. Valéria mudou a ordem.

— E você obedeceu.

Álvaro passou as mãos pelo rosto.

— Eu alterei a central eletrônica para o carro perder potência. Valéria colocou um dispositivo que travou o freio. Quando soube, já era tarde.

— Minha sogra sabia?

— Beatriz sabia de tudo. Só não sabia que o carro pegaria fogo.

Helena entrou com dois policiais.

Álvaro fechou os olhos.

— Eu quero um acordo.

Com a confissão, a polícia prendeu Valéria. Beatriz recebeu prisão domiciliar enquanto aguardava nova perícia por causa da idade e do estado de saúde alegado.

Na primeira noite com tornozeleira, ela telefonou para Valentina.

— Você trouxe Leonardo de volta, entregou a empresa a estranhos e acha que salvou alguma coisa?

— Eu salvei minha filha de você.

— Ainda não.

A ligação terminou.

De madrugada, Valentina acordou com uma dor profunda. A bolsa rompeu antes que chegasse ao banheiro.

Leonardo ainda não podia andar, mas insistiu em acompanhar por videochamada enquanto Vicente a levava ao hospital. No caminho, um caminhão fechou o carro duas vezes.

— Estão tentando tirar a gente da pista — disse Vicente.

Valentina segurou o banco, respirando entre contrações.

— Não corre. Não dá a eles outro acidente.

Vicente desviou para uma rua movimentada e parou diante de uma base policial. O caminhão desapareceu.

Lívia nasceu às cinco e quarenta e dois da manhã, pequena, furiosa e saudável. Quando colocaram a menina sobre o peito de Valentina, ela abriu os olhos e soltou um choro forte.

— Você venceu — sussurrou a mãe.

Leonardo assistia pela tela, chorando sem vergonha.

Horas depois, uma enfermeira entrou para buscar a bebê para exames. Valentina reparou que o crachá estava virado.

— Qual é o nome da pediatra?

A mulher hesitou.

Valentina apertou o botão de emergência.

A falsa enfermeira largou o berço e correu. Vicente a alcançou no corredor. No bolso dela, a polícia encontrou uma seringa com sedativo e uma ordem impressa:

"Leve a criança para B.H.V."

Beatriz, mesmo presa em casa, ainda tentava roubar a neta.

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