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《Prazeres Perigosos》Capítulo 6

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Capítulo 6: Perseguição na Garagem Subterrânea

O eco dos saltos de Valentina contra o piso de cerâmica da sede em São Paulo soava solitário e pesado. Desde aquela madrugada devastadora na suíte de Copacabana, a distância entre ela e Lorenzo havia se transformado em um abismo de silêncio corporativo.

Ela caminhava apressada em direção ao terceiro subsolo da garagem para buscar seu carro, sentindo o peso das revelações ainda queimando em sua mente. O ar abafado do estacionamento subterrâneo estava estranhamente rarefeito, cortado apenas pelo zumbido distante das lâmpadas fluorescentes.

Um chiado abafado ecoou pelas caixas de som de emergência, seguido pelo som metálico de portas automáticas travando ao longe. Valentina parou abruptamente ao lado de sua pilastra cinza, sentindo um arrepio gélido percorrer a sua espinha.

"Procurando por alguém, sobrinha?", uma voz distorcida por interferência eletrônica soou nos alto-falantes do estacionamento.

Antes que ela pudesse raciocinar, o feixe de faróis altos cegou sua visão, cortando a penumbra da garagem em alta velocidade. Um sedã preto blindado avançou diretamente contra ela, com o motor rugindo em um estrépito ensurdecedor.

Valentina lançou-se para o lado por pura instabilidade de sobrevivência, rolando pelo concreto áspero enquanto o veículo raspava a lataria contra a pilastra. O impacto estilhaçou o retrovisor do carro dela e espalhou estilhaços de vidro por todo o piso.

"Droga", praguejou ela, tateando o chão à procura de sua bolsa enquanto o sedã fazia uma curva fechada para dar a volta.

Dois homens encapuzados saltaram do veículo em movimento, empunhando armas de fogo com silenciadores acoplados. O som abafado de um disparo estilhaçou o concreto a poucos centímetros da bota de Valentina.

Ela levantou-se cambaleante, disparando em disparada entre a fileira interminável de carros estacionados. O som dos passos pesados dos assassinos ecoava de perto, perseguindo-a pelas sombras do subsolo.

"Vocês não vão sair daqui com vida", gritou um dos capangas, disparando mais uma rajada que atingiu a porta de um SUV prateado.

Valentina sentiu o vento da bala passar raspando pelo seu braço esquerdo, rasgando o tecido da camisa social. Ela virou uma esquina entre os pilares, encontrando-se em um beco sem saída bloqueado por grades de metal trancadas.

"Acabou para você, gracinha", rosnou o segundo assassino, aproximando-se com a arma apontada diretamente para o peito dela.

Fechando os olhos por uma fração de segundo, Valentina preparou-se para o pior golpe do destino. Mas o som ensurdecedor de pneus cantando contra o asfalto cortou o ar de maneira brutal.

Um bólido esportivo prateado irrompeu na penumbra da garagem a mais de cento e vinte quilômetros por hora. O carro de luxo derrapou espetacularmente, colidindo a lateral contra o primeiro capanga e arremessando-o contra a parede de concreto.

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A porta do motorista abriu-se com violência antes mesmo do veículo parar totalmente. Lorenzo saltou de dentro do carro com os olhos âmbar faiscando pura fúria assassina e uma pistola semiautomática firmemente empunhada.

"Abaixe-se, Valentina!", berrou o CEO, descarregando uma sequência precisa de disparos contra o segundo atirador.

O capanga caiu no chão com um gemido abafado, desarmado e imobilizado pelo tiro certeiro na perna. Lorenzo correu em direção a Valentina, agarrando-a pela cintura com uma força desesperada.

"Você está ferida?", perguntou ele, vasculhando cada centímetro do corpo dela com o olhar em pânico.

"Apenas um arranhão", respondeu ela, ofegante, com o coração batendo na garganta. "Mas... como você sabia que eu estava aqui?"

"Eu nunca deixei de monitorar cada passo seu, sua تو洛伦佐", rosnou ele, puxando-a para o banco do carona do esportivo estilhaçado.

O motor do carro rugiu novamente enquanto Lorenzo engatava a marcha à ré para escapar do subsolo. Do alto das escadas de emergência, passos pesados ecoavam, indicando que havia mais reforços a caminho.

"Eles não vieram apenas para me assustar", gritou Valentina por cima do barulho do motor. "Alguém orquestrou isso de dentro da diretoria."

"Eu sei exatamente quem foi", devolveu Lorenzo com a mandíbula travada em um ódio mortal.

Enquanto o carro acelerava em direção à rampa de saída, o rádio comunicador abandonado pelos assassinos no chão começou a chiar. Uma risada familiar e sutilmente sádica ecoou pelo alto-falante empoeirado do veículo.

"Parabéns pelo reflexo, sobrinho", a voz do Tio Victor soou distorcida, mas perfeitamente clara. "Mas este é apenas o começo do fim. Você é o próximo da lista."

A transmissão cortou-se com um chiado estridente, deixando um silêncio pesado na cabine do carro. Lorenzo apertou o volante com tanta força que os nós dos seus dedos ficaram completamente brancos.

"Victor maldito", murmurou o CEO entre os dentes, manobrando o veículo para fora da zona de perigo.

O interior enfumaçado do veículo cheirava a borracha queimada, pólvora e adrenalina pura. O para-brisa estava trincado pelo impacto, e a lataria exibia marcas profundas da emboscada.

Lorenzo parou o carro em uma via secundária deserta, longe dos olhos curiosos da metrópole. Ele virou-se abruptamente para o banco do carona, com o rosto sujo de fuligem e sangue respingado na testa.

Com mãos trêmulas que desmentiam sua fachada de homem de ferro, ele segurou o rosto de Valentina com firmeza. Os olhos dele examinavam a pele dela como se quisesse ter certeza absoluta de que ela ainda respirava.

"Se sobrevivermos a isso", sibilou Lorenzo, colando os lábios nos dela com uma urgência voraz e desesperada, "você nunca mais vai escapar de mim."

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