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《Meu Alfa, Meu Prisioneiro》Capítulo 10

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Capítulo 10:

As portas blindadas da sala de comando central da alcateia fecharam-se com um baque pesado, isolando o ambiente de toda a confusão e dos murmúrios que ainda ecoavam pelos corredores de pedra do palácio.

Dante caminhou a passos firmes até o painel holográfico central, onde os dados recém-extraídos dos terminais criptografados de Marcus começavam a projetar arquivos confidenciais de uma magnitude verdadeiramente aterrorizante.

Helena aproximou-se em completo silêncio, cruzando os braços com elegância polida enquanto analisava os documentos digitais que detalhavam transações financeiras internacionais, rotas de fuga e coordenadas geográficas sigilosas.

"Parece que o traidor Marcus não era apenas um ambicioso conselheiro local querendo roubar a coroa, mas sim um mero peão dentro de uma engrenagem global muito mais perigosa do que imaginávamos", constatou Helena com a voz fria e séria.

O Supremo Alfa tateou a própria mandíbula marcada por cicatrizes de batalha, com os olhos escarlates faiscando de pura indignação ao ler os relatórios de biotecnologia avançada projetados no ar.

"Esses registros detalhados provam a existência de uma organização criminosa internacional operando nas sombras, liderada por um cientista louco chamado Doutor Alistair", rosnou Dante, com os dentes trancados pela fúria.

"Eles estão caçando lobisomens de linhagens puras e raras por todo o continente para extrair nossos códigos genéticos e transformá-los em armas biológicas de destruição em massa", acrescentou ela, mantendo a postura firme e sem demonstrar qualquer tipo de medo.

O peso esmagador dessa descoberta colossal redimensionou instantaneamente o conflito, transformando uma simples disputa local de poder entre alcateias em uma guerra aberta pela própria sobrevivência da espécie.

Dante virou-se para encarar a mulher ao seu lado, sentindo uma onda avassaladora de respeito e admiração profunda substituir qualquer resquício da antiga arrogância que o cegara no passado.

"Pensar que quase perdi você para sempre por causa da minha soberba estúpida, quando o verdadeiro inimigo já tramava a nossa destruição nos bastidores", murmurou Dante com um profundo arrependimento ecoando em sua voz.

Helena virou o rosto para encará-lo diretamente, permitindo que a rigidez de suas feições abrisse espaço para um sorriso suave, genuíno e cúmplice direcionado exclusivamente a ele.

"O passado ficou definitivamente para trás, Dante, e agora nós temos uma guerra muito maior para lutar e vencer juntos", afirmou ela, estendendo a mão para tocar levemente o peito largo dele.

Não havia mais ressentimentos, mágoas antigas ou jogos de poder vazios entre eles, mas sim a união perfeita de duas almas poderosas prontas para enfrentar o inferno de mãos dadas.

Nesse exato e crítico instante, os monitores principais da sala de controle piscaram violentamente, interrompendo a atmosfera de trégua com um som estridente e contínuo de alerta vermelho.

A tela central escureceu por um segundo antes de exibir a imagem estática de um homem de jaleco impecável, óculos com armação dourada e um sorriso psicopata desenhado no rosto.

"Boa noite, soberanos da Sombra da Noite", cumprimentou o Doutor Alistair através da gravação em vídeo, com uma voz calculista, mansa e debochada que ecoou por todo o laboratório.

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"Vejo que eliminaram o patético e inútil do Marcus, mas infelizmente para vocês, o nosso projeto de supremacia genética global não depende de lacaios incompetentes", continuou o cientista louco sem pressa.

A projeção na tela mudou de ângulo abruptamente, revelando uma cela subterrânea fria e cinzenta onde Zoe, a fiel hacker e única amiga de Helena, aparecia amarrada a uma cadeira e desacordada.

"Se quiserem recuperar a amiguinha de vocês com a vida intacta, a rainha Helena terá que comparecer sozinha às coordenadas exatas enviadas no arquivo anexo", sibilou Alistair antes de cortar o sinal abruptamente.

O silêncio mortal que se abateu sobre a sala de comando foi pesado, rompido apenas pelo som da respiração furiosa e controlada de Dante ao ver a ameaça direta contra o círculo íntimo de sua companheira.

"Eu vou desmembrar esse cientista maldito célula por célula até não sobrarem nem as cinzas dele", rugiu o Supremo Alfa, desferindo um soco violento contra a mesa de metal maciço que estilhaçou a superfície.

Helena manteve a compostura fria e calculista, embora os seus olhos âmbar estivessem queimando com uma sede insaciável de sangue e justiça implacável.

"Ele cometeu o pior erro de sua vida ao ousar mexer com a minha equipe, e nós vamos dar a ele exatamente o fim que merece", declarou a rainha com um sorriso gélido e mortal.

Dante deu um passo decisivo à frente, parando bem diante dela e segurando delicadamente o seu queixo para obrigá-la a sustentar o seu olhar resoluto e inabalável.

"Desta vez lutaremos lado a lado até o fim, Helena, como verdadeiros parceiros e governantes soberanos de um império que ninguém jamais conseguirá derrubar", prometeu o Alfa com uma firmeza intransigível.

Dante abriu um pequeno estojo de veludo negro que guardava no bolso interno de sua jaqueta, revelando uma aliança de ouro macio cravada com pedras lunares brilhantes.

Com as mãos firmes e um olhar carregado de toda a devoção do mundo, ele pegou a mão esquerda de Helena e deslizou lentamente a pureza daquele anel de volta ao seu dedo anular, selando o compromisso eterno.

Dante ajustou a posição da aliança com extrema delicadeza, encarando profundamente as írbitas âmbar da mulher que era a dona absoluta de sua vida e de sua alma.

"Desta vez, ninguém nos vai separar."

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