Capítulo 9:
O teto abobadado do grande salão do trono da Alcateia Sombra da Noite ecoava o som de passos pesados e risadas de triunfo.
O Elder Marcus, vestindo mantos cerimoniais pomposos, caminhava em direção ao trono de obsidiana com um sorriso ganancioso nos lábios enrugados.
"O Supremo Alfa está morto ou fraco demais para retornar, e agora este império finalmente pertence aos verdadeiros líderes!", proclamou Marcus para os traidores.
Os guerreiros rebeldes que o acompanhavam comemoravam a suposta queda de Dante, acreditando que o poder absoluto agora estava em suas mãos.
No entanto, o General Vitor, líder da guarda leal que fora algemado ao lado do estrado, mantinha o queixo erguido com um desdém mortal.
"Você não passa de um verme traidor, Marcus, e o Alfa vai voltar para arrancar a sua cabeça antes que o sol se ponha", rosnou Vitor com firmeza.
Marcus deu uma gargalhada sádica e aproximou-se do general, erguendo a mão para desferir-lhe um golpe corretivo pela ousadia.
"O seu querido tirano nunca mais vai pôr os pés aqui, General, e você será o primeiro a jurar obediência à minha nova coroa", sibilou Marcus.
Antes que a mão do traidor pudesse atingir o rosto de Vitor, um estrondo ensurdecedor fez toda a estrutura de pedra do palácio tremer violentamente.
As maciças portas duplas de ferro e ouro do grande salão explodiram em milhares de estilhaços brilhantes que voaram por todo o recinto.
Uma lufada de vento gélido e mortal invadiu o ambiente, trazendo consigo um cheiro inconfundível de poder absoluto, sangue e terra molhada.
Todos os presentes viraram os rostos assustados na direção da entrada, paralisados pelo choque daquela invasão repentina e esmagadora.
Lá no umbral, banhados pela luz da lua que cortava a poeira, emergiram duas silhuetas imponentes que irradiavam uma aura aterrorizante.
Dante Vance caminhava com passos firmes, exibindo cicatrizes recentes, mas com os olhos escarlates faiscando de uma fúria pura e indomável.
Ao lado dele, caminhando com a elegância soberana de uma verdadeira imperatriz, estava Helena, vestida em seda escura e com o olhar gélido.
O peso combinado dos feromônios alfa e da energia ancestral da lua despencou sobre o salão como uma bigorna de chumbo inegociável.
"Como... como vocês conseguiram escapar?", gaguejou Marcus, sentindo as pernas tremerem violentamente diante daquela visão dos mortos que retornavam.
Nenhum dos rebeldes conseguiu pronunciar uma única palavra de resistência, pois a pressão invisível esmagava o ar de seus pulmões.
O General Vitor abriu um sorriso largo de triunfo e alívio ao ver o seu verdadeiro líder de volta ao comando do império.
"O Supremo Alfa e a Rainha retornaram para reclamar o que é por direito!", berrou Vitor, quebrando as algemas com um puxão bruto de pura força.
Dante olhou para o traidor no estrado com um desdém gélido, permitindo que Helena desse o passo seguinte daquela execução implacável.
Helena ergueu a magnífica权杖 (bastão) de prata pura e cristal lunar, fazendo-a brilhar com uma intensidade ofuscante que cegava os traidores.
"Você cometeu o erro fatal de trair a sua própria raça, Marcus, e agora o seu julgamento chegou ao fim", declarou Helena com voz cortante.
Marcus tentou recuar em direção ao trono, mas o peso da dominação conjunta dos dois o jogou violentamente de joelhos no chão de pedra.
Ao redor de todo o salão, centenas de guerreiros rebeldes e conspiradores caíram de joelhos, incapazes de sustentar o próprio peso diante da realeza.
"Por favor... tenham piedade de mim, eu fiz isso apenas pelo bem da alcateia!", implorou o velho traidor, cuspindo sangue de terror.
Dante cruzou os braços sobre o peito largo, mantendo o olhar fixo no homem que tentara destruir o seu santuário durante sua ausência.
"A única piedade que você vai receber é a morte rápida que a minha companheira decidir para o seu fim", rosnou Dante com a voz gutural.
Marcus soltou uma risada histérica e estrangulada, tossindo sangue enquanto encarava os novos soberanos com um brilho de loucura nos olhos.
"Vocês acham que me derrotar resolve alguma coisa? O meu acordo com a corporação de biotecnologia já está selado", gargalhou o traidor moribundo.
"Existe um projeto global muito maior tramitando nas sombras, e eles não vão parar até exterminar todos os sangue-puros deste continente", berrou Marcus.
Helena não demonstrou o menor sinal de abalo diante da revelação do inimigo, mantendo a expressão fria e intocável como uma verdadeira estátua de gelo.
"Guarde as suas mentiras e os seus segredos para o inferno, Marcus, porque o seu tempo neste mundo acabou", sentenciou Helena com desdém supremo.
Ela ergueu a arma simbólica e, com um movimento preciso e impiedoso, desferiu um golpe seco contra o chão de laje polida.
O som estridente da prata batendo contra a rocha ecoou como um trovão final, selando o destino de todos os conspiradores presentes.
"Eu declaro formalmente encerrada esta rebelião e condeno todos os traidores à pena máxima", ordenou Helena com uma voz glacial que silenciou o palácio.
O General Vitor e a guarda leal avançaram imediatamente para prender os rebeldes caídos, enquanto o corpo de Marcus desabava sem vida.
Dante olhou para Helena com um orgulho avassalador brilhando em seus olhos escarlates, reconhecendo nela a rainha perfeita para o seu trono.
Os dois soberanos uniram as mãos diante de todo o exército em sinal de aliança eterna, inaugurando uma nova era de poder absoluto.