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《Meu Alfa, Meu Prisioneiro》Capítulo 7

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Capítulo 7:

O som da porta de ferro da varanda estilhaçou-se em milhares de pedaços quando Kael e Lucas finalmente conseguiram arrebentá-la com um golpe conjunto.

A visão que se deparou diante deles era de cortar o coração e congelar o sangue nas veias, com o Supremo Alfa estendido em uma poça de sangue escarlate.

"Meu senhor!", berrou Kael em desespero total, ajoelhando-se instantaneamente ao lado do corpo desacordado de Dante para verificar seus batimentos cardíacos.

Lucas recuou um passo, com os olhos arregalados de choque ao perceber que o homem que ele vira como rival acabara de arriscar a própria vida por Helena.

Helena levantou-se lentamente do chão, ignorando o sangue que manchava o seu vestido prateado, com uma aura aterrorizante irradiando de todo o seu corpo.

"Fiquem longe dele e protejam este perímetro, porque agora a caçada mudou de lado", ordenou Helena com uma voz gélida e revestida por um eco sobrenatural.

Os olhos âmbar dela faiscavam com uma fúria cega, enquanto a energia dourada de sua linhagem ancestral irrompia descontroladamente em direção à galeria superior.

Na torre oposta, o atirador de elite inimigo tentava recarregar o rifle às pressas, sentindo o terror absoluto paralisar seus dedos calejados.

"Droga, como ele sobreviveu àquele tiro?", praguejou o assassino, correndo para a janela na tentativa desesperada de escapar pela escuridão da noite.

Antes que ele pudesse dar mais um único passo rumo à fuga, uma rajada de energia dourada atravessou a distância e estilhaçou a vidraça em mil pedaços.

O mercenário foi erguido do chão por uma força invisível, sufocado e lançado violentamente contra a parede de concreto do corredor externo.

"Quem mandou você aqui?", perguntou Helena, materializando-se diante dele como um espectro de vingança com as mãos brilhando em chamas douradas.

O atirador tossiu sangue, olhando para os olhos mortais daquela mulher com o pavor de quem encarava a própria morte inevitável.

"Foi... foi o selo... o selo do conselho interno...", balbuciou o assassino antes de desfalecer, deixando cair de seu bolso uma insígnia de prata pura.

Helena estendeu a mão e apanhou o pequeno objeto metálico que trazia cravado o brasão inconfundível do Elder Marcus, o traidor da alcateia.

Ela esmagou a insígnia com os dedos, sentindo o ódio ferver em suas veias ao descobrir que a traição vinha de dentro do próprio império de Dante.

"Marcus vai pagar caro por ter mexido com o que é meu", murmurou Helena, antes de retornar em um piscar de olhos para o local onde Dante sangrava.

"Kael, ajude-me a colocá-lo no meu jato particular imediatamente, pois nós vamos para o meu refúgio secreto", ordenou ela com autoridade inegável.

Kael assentiu sem hesitar, erguendo o corpo pesado do Supremo Alfa com a ajuda de seus guerreiros mais confiáveis sob o olhar tenso de Lucas.

"Você vai levá-lo assim?", perguntou Lucas com cautela, percebendo que a mulher que ele amava pertencia a um mundo muito mais perigoso do que imaginava.

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"Sim, Lucas, os negócios aqui encerram por hoje", respondeu Helena secamente, subindo a bordo da aeronave que já acionava as turbinas.

Horas mais tarde, na segurança absoluta e isolada de sua base secreta nas montanhas, Helena transformou o laboratório em uma sala de cirurgia improvisada.

Dante continuava deitado na maca de metal, pálido, inconsciente e com a respiração tão fraca que parecia prestes a parar a qualquer momento.

Mesmo em meio à inconsciência profunda e à febre alta, a mão forte de Dante procurava tatear o ar até encontrar e apertar rigidamente os dedos de Helena.

Ele segurava a mão dela com uma força obsessiva, como se temesse que ela desaparecesse novamente caso ele abrisse os olhos por um segundo sequer.

Helena respirou fundo, pegou o bisturi cirúrgico esterilizado e começou o delicado processo de extração da bala alojada perto da coluna do Alfa.

Cada segundo exigia precisão absoluta, pois um único deslize poderia custar a vida do homem que agora escolhera morrer para protegê-la.

As lágrimas que ela tanto segurara começaram a rolar livremente por suas bochechas, pingando diretamente sobre o peito nu e ensanguentado de Dante.

"Por que você tinha que ser tão teimoso, Dante?", sussurrou ela, com a voz embargada e dolorosamente frágil enquanto costurava a ferida aberta.

Helena finalizou o último ponto da sutura com as mãos firmes, limpou o suor da testa e inclinou-se sobre o rosto do homem ferido.

Ela encostou a testa na dele, sentindo o calor febril da pele do Alfa misturar-se ao seu próprio pranto silencioso na penumbra do laboratório.

"Eu não permito que você morra agora, Dante Vance", murmurou Helena, com o olhar âmbar brilhando com uma intensidade feroz e possessiva.

"Acorde logo para encarar a minha fúria, porque o inferno que eu preparei para te torturar está apenas começando", concluiu ela com um sorriso trêmulo.

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