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《Meu Alfa, Meu Prisioneiro》Capítulo 5

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Capítulo 5:

O salão de baile da alta sociedade brilhava com lustres de cristal maciço e o som suave de uma valsa clássica preenchia o ambiente repleto de magnatas e figuras da elite global.

Neste cenário de luxo e ostentação, Helena desfilava com a elegância de uma verdadeira imperatriz, usando um vestido prateado que realçava cada curva de sua silhueta impecável.

Lucas mantinha-se firmemente ao seu lado, envolvendo a cintura dela com uma possessividade deliberada e desafiadora destinada a atrair todos os olhares de inveja e cobiça.

Poucos metros adiante, Dante observava a cena com os olhos inteiramente tingidos de vermelho, sentindo o veneno do ciúme e da fúria consumirem suas entranhas implacavelmente.

O Supremo Alfa não suportava ver outro homem tocando aquela que pertencia por direito de sangue e alma à sua alcateia e ao seu próprio destino.

A tensão no ar tornou-se palpável quando Lucas conduziu Helena para o centro do salão de baile, abrindo a pista com uma dança fluida e cheia de intimidade ostensiva.

Dante avançou a passos largos na direção do casal, com a mandíbula travada e os punhos cerrados a ponto de fazer os nós dos dedos estalarem de pura tensão.

Assim que se aproximou o suficiente, Dante exalou de forma violenta uma onda densa e sufocante de seu feromônio Alfa dominante, tentando subjugar todos os presentes.

O cheiro de pinho queimado e terra seca pesou no ar, fazendo com que vários convidados humanos e lobos menores recuassem imediatamente com falta de ar.

No entanto, para o completo pavor e choque de Dante, Helena sequer piscou diante daquela rajada de poder bruto que costumava paralisar qualquer oponente.

Ela manteve a postura ereta, sorrindo com um desdém gélido enquanto absorvia a pressão invisível como se não passasse de uma simples brisa de verão.

"Parece que o seu cheiro perdeu o efeito que tinha sobre mim, Supremo Alfa", murmurou Helena com uma doçura irônica, mantendo os olhos âmbar fixos nos dele.

"Como ousa me desafiar dessa maneira na frente de toda esta corja, Helena?", sibilou Dante entre os dentes, com a voz carregada de uma raiva desesperada.

Lucas entrou na frente da mulher com um sorriso provocador nos lábios, bloqueando o caminho do líder lobisomem com total falta de temor.

"Acho que a dama já deixou claro que a sua presença aqui não é bem-vinda, senhor Vance. Por que o senhor não se afasta antes que eu chame os seguranças?", desafiou Lucas.

Dante fuzilou o rival humano com um olhar mortal, mas antes que pudesse desferir um golpe físico, a música do salão mudou para uma valsa de pares trocados.

Aproveitando-se da confusão do momento, Helena deslizou graciosamente para os braços de Dante, forçando o ex-companheiro a conduzi-la nos passos exigidos pela coreografia.

"Você está enlouquecendo-me com esse joguinho estúpido, Helena", sussurrou Dante com a voz trêmula, girando-a com firmeza enquanto mantinha o rosto a centímetros do dela.

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"Eu apenas estou devolvendo cada gota da dor que você me fez engolir naquela Lua de Sangue, Dante", respondeu ela com uma calma aterrorizante.

Enquanto os dois rodopiavam pelo salão em uma dança carregada de eletricidade e hostilidade, Isabella observava tudo das sombras com uma expressão de ódio profundo.

A herdeira da alcateia, que sempre ambicionara o trono ao lado de Dante, apertava a taça de cristal com tanta força que o vidro ameaçava estilhaçar em sua mão.

"Aquela maldita humana usurpadora vai pagar caro por ter voltado para roubar o que é meu por direito", sibilou Isabella para si mesma, tramando sua vingança.

Naquele instante, um assassino contratado pela facção rival, posicionado estrategicamente na galeria superior, destravou a arma de longo alcance com mira a laser.

A luz vermelha da mira deslizou silenciosamente pelo teto do salão até repousar de forma ameaçadora diretamente sobre as costas do vestido prateado de Helena.

Nenhum dos dançantes percebeu o perigo mortal que se aproximava pelas sombras, absorvidos inteiramente pelo calor daquela discussão intensa e cheia de mágoas passadas.

"Você é minha Mate, Helena, e nenhum contrato humano vai mudar o que o destino cravou em nossas almas", insistiu Dante, apertando a mão dela com força excessiva.

"O seu destino perdeu a validade no dia em que você escolheu o seu orgulho em vez de mim", rebateu Helena, desvencilhando-se dos braços dele com um movimento fluido.

A música encerrou-se com um acorde longo, e Helena deu meia-volta para se afastar em direção à saída lateral que dava para os jardins e as varandas superiores.

Dante não pensou duas vezes antes de correr atrás dela, ignorando os chamados de Kael e os protestos furiosos de Lucas que tentava interceptá-lo.

A silhueta de Helena sumiu rapidamente por entre as cortinas pesadas de veludo que davam acesso à escuridão silenciosa da grande varanda de pedra da mansão.

Dante irrompeu na área externa logo em seguida, encontrando-a de costas para a balaustrada, olhando placidamente para as luzes distantes da cidade que brilhavam no horizonte.

O Alfa trancou a porta de correr com um puxão seco, isolando-os completamente do restante dos convidados e do barulho festivo que vinha do interior do salão.

Helena virou-se lentamente, mantendo a guarda alta e o olhar gélido, pronta para rebater qualquer nova tentativa de aproximação daquele homem teimoso.

Dante cruzou o espaço em segundos, acuando-a contra a parede de pedra fria com os braços postos de cada lado para impedir qualquer rota de fuga.

Ele estava ofegante, com os olhos escarlates marejados de uma dor profunda e o corpo inteiro tremendo de uma forma que ele jamais experimentara antes.

Dante olhou profundamente nos olhos âmbar dela e, com a voz completamente quebrada e desesperada, fez a pergunta que atormentava sua alma: "Você é realmente a minha Helena? Por que a minha fera interior está uivando e chorando por você o tempo todo, mesmo quando a minha mente tenta te odiar?"

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