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《O Preço da Obsessão》Capítulo 13

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Capítulo 13:

As cinzas do império Rosenburg ainda estavam quentes quando Kass, Beatriz e Dante se reuniram no sótão da mansão, um espaço que servia como o único refúgio seguro longe dos olhos de Astor.

Beatriz, com as mãos tremendo, entregou um dispositivo de armazenamento digital para Dante, cujos olhos brilhavam com uma mistura de medo e adrenalina.

"Eu estive guardando esses registros há anos, esperando o dia em que o senhor Elias precisasse deles para se proteger," ela explicou, sua voz baixa e urgente.

Dante conectou o dispositivo ao seu laptop, os dedos dançando sobre o teclado enquanto o código de acesso do cofre digital de Astor começava a ser invadido por um script complexo.

"Ele é meticuloso, mas todos deixam rastros digitais quando acreditam ser intocáveis," Dante comentou, o reflexo azul da tela iluminando seu rosto concentrado.

Kass vigiava a porta do sótão, sentindo o peso de cada batida do seu coração enquanto a possibilidade de finalmente destruir Astor tornava-se real.

"Precisamos que isso chegue à imprensa antes do amanhecer," Kass insistiu, sua mão repousando sobre a arma que ele carregava no cós da calça.

De repente, a porta do sótão foi aberta com um rangido, e Helena apareceu, o rosto pálido e a expressão de quem não tinha mais nada a perder.

"Eu sabia que vocês estariam aqui," ela disse, observando o trio com uma seriedade que impedia qualquer movimento defensivo por parte de Kass.

Helena caminhou até a mesa de Dante e colocou uma pasta física sobre o laptop, o papel exalando o cheiro inconfundível de arquivos antigos e oficiais.

"Astor tornou-se um risco sistêmico, e a minha lealdade é para com a estrutura do império, não para com um psicopata que brinca de ser rei," ela explicou friamente.

"Aqui estão os recibos de propina e as transferências para empresas fantasmas que ele usou para manipular o conselho," Helena acrescentou, cruzando os braços.

Kass olhou para os papéis, sentindo uma satisfação visceral ao ver a letra inconfundível de Astor assinando o fim de sua própria liberdade.

"Por que agora, Helena?" Kass perguntou, desconfiado da mudança súbita de alinhamento da advogada.

"Porque Elias era o mestre da discrição, enquanto Astor é apenas uma criança mimada que não sabe esconder o sangue nas mãos," ela respondeu, dando as costas.

Com as provas em mãos, Kass sabia que o golpe final exigia uma execução perfeita, e a coragem de Beatriz e Dante era o motor que o impulsionava.

"Vamos terminar isso de uma vez por todas," Kass determinou, sentindo que a justiça, embora atrasada, estava finalmente ao seu alcance.

Eles desceram as escadas com a discrição de sombras, mas o destino tinha seus próprios planos para impedir que o segredo fosse revelado tão facilmente.

Ao chegarem ao saguão principal, Kass foi subitamente cercado por seis seguranças particulares, homens que Astor contratara para garantir que ninguém saísse da mansão com informações.

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"Onde pensam que vão com esses documentos?" o chefe dos seguranças perguntou, sua voz ecoando pelo hall de entrada enquanto ele bloqueava a saída.

Kass colocou Beatriz e Dante atrás de si, seu corpo assumindo a postura de um lutador que não recuaria nem diante da morte.

"Saiam da frente, a menos que queiram ser incluídos nas provas que vamos entregar às autoridades," Kass avisou, sua voz firme e cheia de autoridade.

Os seguranças não recuaram, avançando em uníssono, a brutalidade estampada em seus rostos profissionais e frios.

"Vocês têm ordens para me derrubar, mas não têm a menor ideia do que eu sou capaz para proteger o que é meu," Kass rugiu, partindo para o confronto.

O primeiro soco foi preciso, desferido com a força de meses de ódio contido contra aqueles que serviam ao homem que quase destruíra Elias.

Beatriz aproveitou a distração da luta para abrir a porta dos fundos, empurrando Dante para a escuridão da noite lá fora.

"Corra e leve isso para a emissora!" ela gritou, e Dante não hesitou, desaparecendo na vegetação ao redor da mansão.

Kass continuava a trocar golpes, sentindo cada impacto em seu próprio corpo como um lembrete do preço que estavam pagando por aquela vingança.

Ele foi empurrado contra a parede de mármore, sentindo a dor latejar em suas costelas, mas seu foco permanecia inabalável, como o de um animal acuado.

"Vocês não vão ganhar," um dos seguranças murmurou, sacando um cassetete e preparando-se para o golpe final contra Kass.

Naquele momento, as luzes do saguão foram cortadas, mergulhando o local em uma escuridão total que apenas Kass sabia navegar com destreza.

Ele se moveu como um fantasma, usando o treinamento de anos para desarmar um por um, ouvindo o som de corpos colidindo contra o mármore.

Quando as luzes finalmente piscaram e retornaram, os seguranças estavam todos no chão, e Kass, ferido e ofegante, permanecia de pé como o único vencedor.

Ele não esperou por aplausos, apenas limpou o sangue do canto da boca e correu para fora da mansão, seguindo os rastros que Dante deixara na grama.

Lá fora, a noite estava fresca e o ar parecia mais limpo do que nunca, a promessa da justiça pesando mais do que o cansaço em seus ossos.

Astor, dentro de seu quarto, ainda não sabia que o mundo estava prestes a descobrir a verdade sobre suas operações criminosas.

Kass encontrou Dante no carro, o motor ligado e a expectativa de um futuro transformado brilhando no olhar do amigo.

"Conseguiu?" Kass perguntou, sentindo cada centímetro de sua pele protestar contra o movimento.

Dante sorriu, um gesto tenso, mas vitorioso, ao confirmar que as provas já estavam sendo transmitidas ao vivo pela rede de notícias.

Enquanto o carro se afastava, Kass olhou para a mansão, o símbolo da decadência Rosenburg, e soube que a queda de Astor estava apenas começando.

O golpe final no sistema não tinha sido apenas uma questão de dados, mas uma batalha de vontade onde o amor de Kass por Elias servira como o escudo mais resistente.

Eles tinham entregue os recibos de propina e a corrupção ao tribunal da opinião pública, e não havia advogado no mundo que pudesse salvar o nome de Astor da desgraça.

Kass encostou a cabeça no banco, fechando os olhos enquanto sentia a adrenalina baixar e a certeza da vitória começar a se enraizar.

A mansão Rosenburg estava atrás deles, mas a liberdade pela qual haviam lutado estava, pela primeira vez, ao alcance de suas mãos.

"Nós fizemos o que precisava ser feito," Kass sussurrou para si mesmo, sentindo que a paz, mesmo que momentânea, era o prêmio mais valioso que ele já conquistara.

A noite não tinha fim, mas o amanhecer traria o colapso definitivo de um rei caído que tentara governar pelo medo e pela mentira.

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