localização atual: Novela Mágica Moderno A CEO Implacável: O Retorno Triunfal Capítulo 6

《A CEO Implacável: O Retorno Triunfal》Capítulo 6

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O palco finalmente ficou silencioso.

Hugo ergueu os olhos e fixou o olhar em Clara, que estava calmamente ali, com sentimentos complexos borbulhando em seu peito.

Porém, Clara não o olhou mais. Ela se voltou para as lentes da mídia e disse com um tom gentil, mas firme:

— A intenção da nossa seleção de talentos nunca mudou: o objetivo é encontrar profissionais verdadeiramente dedicados, competentes e dignos de investimento.

Ela percorreu a plateia com um olhar direto: — Valorizamos a capacidade profissional, mas, acima de tudo, valorizamos a integridade e os princípios éticos.

— Mesmo que alguém seja brilhante profissionalmente e tenha um currículo impecável, se tiver um caráter distorcido ou for um opressor, nunca atenderá aos nossos critérios de contratação.

— A competência define o limite superior de uma pessoa, mas o caráter define seu limite inferior. O cancelamento das qualificações de Sabrina Rossi hoje não é um ataque pessoal, mas a política de tolerância zero da nossa empresa contra a má conduta acadêmica e o abuso de poder.

Ela fez uma pausa, seu olhar baixou ligeiramente e varreu um canto da plateia.

Ali estavam os que, antes, seguiam Sabrina, chutando quem já estava caído e ridicularizando Clara publicamente.

— Embora vocês não tenham participado do plágio e das fraudes, espalharam boatos maliciosos sem distinguir o certo do errado. O ambiente de trabalho precisa de profissionais honestos e éticos, não daqueles que se aproveitam da situação para pisotear a dignidade alheia.

— Portanto, a decisão de cancelar suas qualificações de entrevista é totalmente correta, justa e razoável. Não houve qualquer injustiça ou perseguição.

— Minha resposta termina aqui.

Ela desviou o olhar e voltou-se para a mídia com postura serena:

— Mais alguma pergunta?

Capítulo 11

Todos os repórteres presentes trocaram olhares e, por fim, começaram a aplaudir.

De repente, um aplauso caloroso ecoou por todo o salão.

Os sons dos obturadores e as discussões sussurradas desapareceram, dando lugar a uma profunda admiração.

— Impressionante. Conseguir se consolidar como CEO de uma empresa unicórnio tão jovem; sua visão e perspectiva são incomparáveis.

— Sem arrogância, com base nos fatos, mantendo seus princípios e sendo justa. Não é à toa que ela foi a única chinesa a superar todas as barreiras na sede internacional e entrar na alta gestão.

— Outros estariam preocupados apenas com a capacidade técnica, mas ela prioriza o caráter. Realmente raro...

O olhar de Hugo pousou sobre Clara, com uma expressão inescrutável.

Após um breve silêncio, o moderador subiu ao palco para encerrar a conferência, e o evento, que atraiu tanta atenção, chegou a um fim bem-sucedido.

A multidão dispersou-se lentamente, e o salão barulhento tornou-se silencioso.

Sofia apressou-se a subir ao palco e segurou a mão de Clara, emocionada:

— Clara, parabéns! Você finalmente provou sua inocência! — Sofia estava com os olhos marejados. — Eu sabia que você conseguiria. Durante todos esses anos, você nunca esteve errada. Hoje, finalmente, os cegos enxergaram a verdade e a víbora da Sabrina colheu o que plantou! Hoje à noite é por minha conta; temos que celebrar com um banquete!

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Clara esboçou um sorriso suave e assentiu: — Está bem. Espere por mim um momento, vou ao banheiro.

Dito isso, ela ajeitou o casaco e saiu do salão em direção ao banheiro no final do corredor.

A luz fria refletia-se na bancada de mármore. Clara abriu a torneira e a água fresca deslizou por seus dedos, ajudando a acalmar as emoções do momento no palco.

No entanto, o leve sorriso em seus lábios revelava seu bom humor.

Ela finalmente conseguiu.

Fez com que todos ouvissem sua voz.

Quando ela ia enxugar as mãos, no segundo seguinte, uma sombra alta e esguia a envolveu.

Uma figura com um ar frio aproximou-se passo a passo. Antes que ela pudesse reagir, suas costas bateram contra a bancada fria.

Clara hesitou e, ao levantar o olhar e encontrar o rosto familiar à sua frente, o sorriso em seus lábios sumiu:

— Cachorro que não late não bloqueia o caminho, saia.

— Clara Souza.

O corpo alto de Hugo a encurralou em um espaço limitado, com seus braços estendidos sobre a bancada, bloqueando sua passagem.

Ele inclinou-se levemente, com olhos profundos presos na mulher à sua frente, carregados de uma complexidade sombria.

— Voltou ao país para assumir a filial, escondeu sua identidade para atrair todos para uma armadilha e depois convocou a coletiva de imprensa com alarde.

Sua voz era baixa e fria.

— Calculando cada passo, pressionando a cada milímetro... do início ao fim, tudo isso foi apenas para se vingar de tudo o que aconteceu no passado?

Era uma pergunta, mas soava como uma afirmação.

Capítulo 12

O pequeno banheiro era hermético e silencioso, e a temperatura do ar caiu subitamente ao ponto de congelamento.

Hugo a imobilizava de cima para baixo, seus olhos negros carregados de emoções turbulentas, uma melancolia profunda após ter sido logrado.

Clara, forçada a erguer a cabeça para encará-lo, soltou uma risada leve:

— E daí?

— O Sr. Hugo sempre esteve em um pedestal, então, naturalmente, nunca imaginou que eu, aquela que você pisou e lançou na lama anos atrás, pudesse um dia firmar os pés e exigir pessoalmente toda a justiça que me é devida.

O olhar de Hugo escureceu subitamente. Seus nós dos dedos, pressionados contra a bancada fria, apertaram-se levemente, ficando brancos.

— Clara, depois de tanto tempo, você realmente precisa levar as coisas a um ponto tão extremo?

— Eu sou extrema?

Clara pareceu ouvir a maior piada do mundo, e o último resquício de suavidade em seu olhar desapareceu por completo.

Ela levantou a mão e, com um movimento decidido, arregaçou a manga do seu terno.

Seu antebraço, claro e esguio, foi exposto à luz fria. Sobre a pele, estendia-se uma cicatriz superficial, mas particularmente visível; as linhas eram antigas, um ferimento de anos atrás, já marcado para sempre, impossível de apagar.

— Hugo, pergunte a si mesmo: o que você fez na época não foi extremo?

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— Você esqueceu esta cicatriz? — A ponta de seus dedos roçou suavemente a marca antiga, sua voz terrivelmente calma. — Foi deixada quando você dirigiu seu carro contra mim.

— E se você não tivesse me enviado para a cela de detenção...

Uma névoa fria cobriu o olhar de Clara.

— Como meu pai teria tido um ataque cardíaco fulminante por causa da raiva e ido parar na UTI? Como minha mãe teria sido forçada a carregar todo o peso da família, quebrado a perna e sofrido com sequelas para o resto da vida?

Um por um, cada acontecimento fora um desastre devastador que esmagou toda a sua juventude; uma dor que cortava até os ossos.

A hostilidade fria que envolvia Hugo paralisou, e um vislumbre de choque e pânico passou por seus olhos:

— Isso também aconteceu porque você dirigiu contra Sabrina primeiro.

— Eu dirigi contra ela?

Clara riu, cheia de sarcasmo.

— Hugo, você não é todo-poderoso? Como não conseguiu encontrar o monitoramento daquela época?

Ela encarou diretamente seus olhos.

— É porque você não é apenas tão desprezível quanto Sabrina, você é também obstinado e arrogante, acreditando sempre apenas no que você vê.

— Portanto, você não tem nenhuma qualificação para me questionar.

Hugo ficou estupefato.

Aqueles olhos eram exatamente os mesmos de cinco anos atrás.

A diferença era que, cinco anos antes, seus olhos continham lágrimas, quebrados, porém obstinados.

Agora, ela havia despojado a ingenuidade daquela época, tornando-se dura e afiada. Em vez disso, era como se ela tivesse jogado uma pedra em seu lago interior outrora calmo, levantando ondas sucessivas.

Era como uma garra afiada arranhando o fundo do seu coração; não era uma dor particularmente aguda, mas era algo que, de maneira alguma, ele conseguia ignorar.

Seu olhar caiu involuntariamente sobre o braço dela, sobre aquela cicatriz sinuosa.

Seu pomo de Adão moveu-se.

Ele subconscientemente estendeu a mão, querendo tocá-la, com a voz rouca: — Ainda dói...

Capítulo 13

Mas, antes que pudesse tocá-la, foi empurrado com força por Clara.

Hugo cambaleou para o lado e, quando se deu conta, Clara já havia saído apressadamente, sem lhe dirigir nem mais um olhar.

Ele permaneceu no lugar, onde parecia que o perfume de Clara ainda restava.

Embora ela tivesse usado um perfume imponente, ao cheirar atentamente, ainda era possível detectar, sob o aroma frio e elegante, um vestígio sutil e vibrante de flor de laranjeira.

Era exatamente o mesmo cheiro de quando ela estava na escola, com um simples rabo de cavalo e um uniforme impecável, sorrindo timidamente para ele.

O olhar de Hugo escureceu gradualmente.

Diante de seus olhos, a cena de cinco anos atrás parecia surgir.

Sabrina crescera com ele; sua natureza era frágil e sensível, sempre competindo por tudo.

Com o vestibular se aproximando, ela, que sempre era superada por Clara, sentia-se inconformada. Com os olhos vermelhos e a voz embargada, ela lhe dissera:

— Enquanto Clara tiver um desempenho estável, eu nunca conseguirei o primeiro lugar. Minha mãe certamente me baterá. Hugo, preciso que você me ajude...

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