localização atual: Novela Mágica 18+ Moderno Romance O Preço da Obsessão Capítulo 8

《O Preço da Obsessão》Capítulo 8

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Capítulo 8:

O carro de Dante serpenteava pelas ruas úmidas da periferia, mas a sensação de liberdade durou menos do que a promessa de uma noite sem pesadelos.

Eles estacionaram perto de um galpão abandonado que Dante usava como esconderijo, um local onde o cheiro de mofo e óleo queimado era a única garantia de que estavam longe da opulência dos Rosenburg.

"Você tem certeza de que quer fazer isso, Kass?" Dante perguntou, sua voz falhando levemente ao iluminar o ambiente com uma lanterna precária.

"Eu não tenho outra escolha, Dante; eles não vão me deixar em paz até que eu me torne algo que eles possam controlar," Kass respondeu, sentindo o peso do silêncio no local.

Antes que Dante pudesse responder, o som de vidro quebrando na entrada do galpão interrompeu qualquer tentativa de conversa.

Três figuras encapuzadas emergiram das sombras, armadas não apenas com barras de ferro, mas com a precisão de assassinos profissionais contratados a peso de ouro.

"Nós não viemos pelo lutador, viemos pelo informante que não sabe ficar de boca fechada," o líder dos agressores sibilou, avançando diretamente para Dante.

A luta foi rápida, violenta e desproporcional; Dante, pego de surpresa, foi lançado contra uma pilha de caixotes de madeira, caindo com um gemido abafado.

Kass tentou intervir, mas um dos agressores o atingiu com um golpe lateral, fazendo-o cambalear e perder momentaneamente a consciência do que acontecia ao seu redor.

No momento em que o agressor levantou o cano de metal para finalizar Dante, uma figura alta, vestindo um sobretudo escuro, surgiu das sombras como a própria encarnação da morte.

Elias von Rosenburg não parecia um CEO naquele instante; ele parecia uma fera solta em um território onde as regras de etiqueta já haviam sido esquecidas há muito tempo.

Com um único movimento, Elias desarmou o agressor, aplicando uma chave de braço tão precisa que o osso do homem estalou alto no silêncio do galpão.

"Ninguém toca no que eu considero meu, especialmente vermes como vocês," Elias rugiu, sua voz carregada de uma fúria primitiva que Kass nunca presenciara antes.

Ele destruiu os atacantes com uma brutalidade metódica, usando as mãos nuas com a mesma eficiência que usaria qualquer arma de fogo.

Kass, ainda zonzo e caído no chão, observava a cena em choque; a elegância gélida de Elias havia sido substituída por uma sede de sangue que era, ao mesmo tempo, repulsiva e hipnotizante.

O último agressor, sangrando intensamente e arrastando-se para a saída, lançou um olhar de desespero para Elias antes de soltar a informação que mudaria tudo.

"O Astor mandou... ele disse que o contrato expirou e que era para limpar a sujeira," o homem murmurou antes de perder o sentido.

Elias parou no meio do caminho, seu rosto banhado em um suor frio, enquanto as palavras citando o nome do seu próprio irmão reverberavam pelo ar como um trovão.

Ele caminhou até onde Kass estava caído, seus olhos perdendo a fúria e sendo substituídos por uma preocupação crua e desajeitada que ele não sabia como disfarçar.

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"Kass, você está me ouvindo?" Elias perguntou, sua voz agora um sussurro urgente enquanto ele se ajoelhava ao lado do lutador.

Kass tentou se levantar, mas a dor na costela era lancinante, forçando-o a cair novamente contra o peito de Elias.

"Por que você veio?" Kass perguntou, sentindo o perfume de cedro e a mistura do sangue dos agressores na roupa de Elias.

"Porque você é meu, e eu sou o único que tem o direito de decidir quando sua vida termina," Elias respondeu, embora o tremor em suas mãos revelasse uma verdade bem diferente.

Elias levantou Kass com uma facilidade surpreendente, carregando-o em seus braços como se o lutador fosse a coisa mais preciosa em todo o seu império.

Dante, ainda caído ao fundo, observava a cena com uma mistura de ódio e reconhecimento: ele sabia que havia perdido a batalha pela alma de Kass naquele momento.

"Nós vamos embora daqui, e você vai aceitar que o seu único lugar seguro é ao meu lado," Elias afirmou, caminhando em direção ao carro de luxo que esperava lá fora.

Kass encostou a cabeça no ombro de Elias, o choque da brutalidade que testemunhara ainda vibrando em seu sistema nervoso.

Ele sentiu uma estranha atração por aquela violência; Elias o protegera, não por amor, mas por uma obsessão que o tornava seu protetor mais perigoso.

Enquanto entravam no carro, Elias limpou um fio de sangue que escorria pelo rosto de Kass com um cuidado quase reverente.

"O meu irmão será tratado, mas por enquanto, você só precisa se preocupar em se recuperar," Elias disse, sua voz voltando a ser o comando que Kass tanto tentara ignorar.

O carro acelerou, deixando para trás o corpo de Dante e os agressores derrotados, mergulhando na escuridão da cidade que parecia mais um labirinto do que nunca.

Kass olhou para Elias, que mantinha o olhar focado na estrada, a mandíbula travada em uma tensão que ele não conseguia relaxar.

Pela primeira vez, a ideia de fugir parecia não apenas impossível, mas quase desnecessária, pois o homem ao seu lado era, ao mesmo tempo, seu agressor e seu escudo.

A lealdade de Elias, embora distorcida por uma possessividade doentia, era um porto seguro em meio ao caos que Astor havia semeado.

Eles chegaram à mansão sob o manto da madrugada, onde Beatriz aguardava na porta, seus olhos captando cada hematoma e cada gota de sangue na roupa de Elias.

"Prepare o quarto de hóspedes, e chame o médico particular imediatamente," Elias ordenou, sem sequer olhar para a governanta.

Beatriz assentiu, mas não antes de trocar um olhar rápido e significativo com Kass, um olhar que dizia que a aliança que acabara de ser forjada seria o início da ruína de ambos.

Elias carregou Kass até as escadas, subindo cada degrau como se estivesse transportando um tesouro que ele havia acabado de resgatar das profundezas do inferno.

Kass sentia a pulsação de Elias contra suas costas, uma batida forte e constante que, pela primeira vez, não parecia querer apenas dominá-lo, mas mantê-lo vivo.

Enquanto eram levados para o quarto, a sombra de Astor pairava no topo da escada, um sorriso de satisfação absoluta em seu rosto enquanto via o irmão carregar a própria ruína para dentro da mansão.

A emboscada falhara em seu propósito original, mas Astor sabia que, ao colocar Elias na posição de salvador, ele tinha selado o destino de Kass de uma maneira muito mais profunda.

Kass fechou os olhos, sentindo que, embora estivesse ferido, tinha acabado de encontrar o único aliado capaz de enfrentar o veneno de Astor — mesmo que esse aliado fosse o próprio veneno.

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