Finalmente, Bruno subiu correndo até o último andar e chutou a porta com força.
Através da luz fraca, ao ver aquela silhueta vestida com um vestido branco.
A tensão em seu coração diminuiu instantaneamente, e ele soltou um longo suspiro.
A razão foi completamente submersa pela emoção; ele correu sem pensar duas vezes, abraçando-a, com a voz tremendo levemente.
"Amor, vim te salvar!"
Ao ouvir isso, a pessoa que estava com a cabeça coberta por um capuz começou a emitir sons abafados.
O coração de Bruno apertou, misturando dor e indignação.
Aquele canalha de Wang Shaocong ousou tratar Elena assim; no futuro, ele faria questão de cobrar tudo dele em dobro.
Ele não se importou com mais nada e puxou rapidamente o capuz da pessoa à sua frente.
"Elena, não tenha medo, eu..."
Mas, no segundo seguinte, ao encarar o rosto inesperado sob o capuz.
A voz de Bruno travou; ele sentiu como se tivesse sido atingido por um raio, e seu rosto estava estampado com pura descrença.
Capítulo 13
Depois de um longo tempo, ele conseguiu se recuperar do choque, com a voz carregada de uma secura indescritível.
"Como... como pode ser você? Onde está Elena?"
Wang Shaocong estava com o rosto inchado e marcado pelas pancadas, além de estar em um estado deplorável devido à falta prolongada de oxigênio.
Após ser finalmente salvo, ao ver que era Bruno quem estava à sua frente.
A raiva contida em seu peito subiu instantaneamente à cabeça, deixando-o vermelho de fúria.
"Bruno, que bom, eu mesmo estava planejando te procurar, e você teve a coragem de vir aqui se entregar para apanhar!"
Ele cuspiu no chão e levantou o punho para desferir um golpe contra Bruno.
Bruno franziu a testa e o derrubou com um chute.
Ele tentou manter a calma, mas não conseguia esconder o pânico em sua voz.
"O que diabos aconteceu aqui? Para onde a Elena foi?"
Wang Shaocong o encarava fixamente, explodindo em xingamentos.
"Por que você está se fingindo de bobo?! Você disse que aquela mulher de sobrenome Shen era apenas uma órfã e que eu podia me divertir à vontade. E o resultado?"
"Não bastasse eu ter apanhado do velho patriarca por sua causa, ainda virei motivo de piada em todo o círculo social! Essa conta, eu vou acertar com você!"
Ao captar certas palavras, Bruno sentiu-se como se estivesse pregado no chão; a pressão ao seu redor despencou.
Sua mandíbula ficou rígida, e a voz saiu baixa, como se fosse espremida entre os dentes.
"Quando foi que eu disse que você podia se divertir com ela?"
Wang Shaocong soltou uma risada fria, observou a expressão dele por um momento e respondeu com sarcasmo:
"Você não disse, mas sua esposa de sobrenome Jiang deixou isso bem claro, mandando eu me divertir o quanto quisesse, de preferência até a morte!"
"Não me diga que você não sabia de nada disso."
As pupilas de Bruno se contraíram, e ele rebateu quase instintivamente.
"Impossível..."
Mas, no meio da frase, ele pareceu se lembrar de algo, sua voz foi enfraquecendo e seu rosto se cobriu de incredulidade.
Wang Shaocong aproveitou a oportunidade para se soltar de sua pressão, levantou-se e limpou a poeira das roupas, soltando uma risada de deboche.
"Não acredita, é? Não esqueça que todos os camarotes aqui têm câmeras de segurança, é só ir conferir você mesmo."
"Além disso, fazemos parte do mesmo círculo, você não me conhece de hoje, não finja que não sabia de nada. Desde o momento em que você a trouxe para dentro, já deveria saber o que aconteceria."
Com um movimento rápido —
Os olhos escuros de Bruno se encheram de sangue, as veias na têmpora saltaram, e ele puxou Wang Shaocong pelo colarinho, pressionando-o contra a parede.
"Você a tocou?"
Sua voz seca estava quase rouca, e cada palavra foi gritada com toda a força de seu corpo.
"Responda!"
Ao ver que Bruno estava prestes a matá-lo, Wang Shaocong perdeu a vontade de provocá-lo e disse com desdém.
"Tocar?"
"Se eu tivesse ouvido aquela vadia de sobrenome Jiang hoje e realmente a tivesse tocado, provavelmente já estaria morto agora e não estaria aqui falando com você."
Ao ouvir isso, Bruno sentiu um alívio inicial, mas logo em seguida, um pânico ainda maior tomou conta dele.
"O que você quer dizer?"
"Exatamente o que eu disse: aquela Elena não é alguém de linhagem simples."
"Como isso é possível?!"
Bruno falou quase inconscientemente, seus dedos, que seguravam a quina da mesa, ficaram brancos.
"A família Shen faliu há muito tempo, ninguém além de mim pode ajudá-la."
Wang Shaocong, já irritado por ser interrogado, franziu a testa.
"Chega, ela já foi embora com alguém, não adianta nada continuar perguntando."
Levada embora?
O corpo de Bruno balançou violentamente, sentindo como se toda a sua energia tivesse sido drenada; sua voz estava carregada de um desespero histérico.
"Quem a levou embora? Para onde a levaram?"
"Sem comentários."
Capítulo 14
Bruno, contudo, não se deu por vencido. Como se estivesse enlouquecido, mobilizou todos os seus contatos para obter as imagens de todas as câmeras de segurança do camarote.
No entanto, as respostas que recebeu foram todas de que não poderia ser informado de nada, pois o trecho da gravação tinha sido deliberadamente apagado.
Parecia que a mulher tinha simplesmente desaparecido no ar.
O Jovem Wang lançou-lhe um olhar frio e, antes de partir, soltou uma frase carregada de significado.
"Bruno, não desperdice seu esforço. Não podemos enfrentar aquela pessoa. Mesmo que você descubra quem é, não terá como fazer nada, entende?"
Os cantos dos olhos de Bruno estavam vermelhos, e, pela primeira vez na vida, ele sentiu-se impotente.
Ele desabou no sofá, exausto, com uma dor lancinante no peito.
Não podia enfrentar?
Tendo estado com ela por tantos anos, por que ele nunca soube que havia alguém com tanto poder ao lado dela?
Ele não podia deixar de se perguntar qual seria a relação deles e por que aquela pessoa a ajudaria.
Com um som estridente —
Ao pensar nisso, seu peito pareceu ser apertado com força por algo, e ele se levantou tão rápido que o sofá atrás dele foi arrastado por alguns metros, emitindo um barulho agudo.
Como uma fera fora de controle, ele chutou e derrubou a mesa de bebidas!
Fragmentos de porcelana voaram por toda parte, cortando seu supercílio, e o sangue vermelho vivo escorreu por seu rosto, assustador e chocante.
Mas a dor não lhe trouxe de volta nem um pingo de razão.
Bruno pegou as chaves do carro e correu para o apartamento alugado.
O vento frio da noite soprava pela janela do carro, e sua mente confusa percebeu algo de repente.
Sim, ela ainda não sabia que o marido de Bianca era ele.
Bastaria ela saber que quem a mandou para o clube foi o marido de Bianca, e não ele, Bruno.
Então, tudo ainda teria chances de ser consertado.
Pensando nisso, o aperto em seu peito pareceu aliviar um pouco.
Ele voltou para o apartamento cheio de expectativa, esperando por ela como fazia todos os dias.
Enquanto esperava, foi ao supermercado, comprou muitos ingredientes e preparou uma mesa cheia de comida.
Ele dizia a si mesmo em seu coração:
Esta noite, contaria a ela que tinha conseguido um investimento e que, a partir de agora, não precisariam mais viver uma vida de dificuldades.
Ela ainda seria a Sra. Bruno, mimada e amada como sempre foi.
Eles ainda seriam como antes, sem barreiras, sem mentiras, pessoas que acompanhariam uma à outra até o fim da vida.
Ao pensar nisso, os cantos da boca de Bruno se curvaram inconscientemente, e uma sensação inexplicável de estabilidade e satisfação surgiu em seu coração.
Nesse exato momento, ouviu-se um bater de porta —
Ele ficou surpreso por um instante, e então uma alegria frenética inundou seu coração.
Devia ser ela que tinha voltado.
Mas, ao correr entusiasmado para abrir a porta, o que viu foi o rosto da vizinha.
Bruno congelou por um momento, prestes a falar.
Inesperadamente, a vizinha tirou de trás de si o robô que era exatamente igual a ele, com uma expressão embaraçada.
"Bruno, eu fui pesquisar e descobri que essa coisa é caríssima. Diga à ela que isso é precioso demais, eu não posso aceitar, é melhor você levar de volta".
Um estrondo ecoou em seus ouvidos, e algo pareceu explodir em silêncio.
Olhando para aquele robô simulado com inteligência artificial, a mente de Bruno ficou em branco, e sua garganta parecia estar obstruída.
Seus lábios tremeram, mas ele não conseguiu articular sequer uma palavra.
Não se sabe quanto tempo se passou até que ele ouvisse sua própria voz, quase rouca.
"Você acabou de dizer... quem te deu isso?"
A vizinha coçou a cabeça e disse de forma descontraída:
"Foi ela quem me deu, disse que era um robô de IA que você pesquisou.
Sabe, tem razão em ser caro, se você não olhar de perto, nem dá para notar que é um robô falso..."
Com um estrondo ensurdecedor —