localização atual: Novela Mágica Moderno Traição sob o Mesmo Teto Capítulo 4

《Traição sob o Mesmo Teto》Capítulo 4

PUBLICIDADE

Bianca abraçou a própria barriga e chorou de forma dilacerante, seus olhos injetados de sangue fixos em Elena, com uma voz cheia de ressentimento.

"Elena, por que fazer isso comigo?!"

"Até quando você entrou no meu quarto e roubou minhas joias, eu fingi que não vi e te deixei passar."

"Mas por que você... por que ainda não está satisfeita, a ponto de querer me fazer abortar para seduzir meu marido e subir na vida!"

"Elena!"

O homem a encarou com olhos vermelhos de ódio, um desejo assassino avassalador em seu olhar.

"Bianca te tratava como uma irmã, e é assim que você retribui?"

Elena moveu os lábios, tentando explicar.

Mas, ao ver a certeza nos olhos dele, um nó se formou em sua garganta, e ela só conseguiu dizer algumas palavras.

"E se eu dissesse que não fui eu?"

Ele soltou um sorriso frio, com um desdém e uma zombaria que não fazia esforço algum para esconder, dizendo palavra por palavra:

"Bianca é minha esposa, e você, senhorita, somos apenas estranhos que se viram algumas vezes. Por que eu acreditaria em você?"

O coração de Elena pareceu ser atingido por uma rocha gigante; um aperto terrível a sufocava, e até o ato de respirar doía.

Estranhos?

Dez anos de história, três filhos que ela carregou por ele, cinco vezes que ela se colocou na frente de uma faca, levando até hoje as cicatrizes nas costas.

Mas agora, essas feridas foram reduzidas à palavra "estranhos".

Elena sentiu-se subitamente exausta, sem força nem para se defender.

Ela respirou fundo, com a voz tão rouca que parecia ter sido lixada.

"Senhor, sinto muito. Eu estava errada."

Dito isso, ela fez uma reverência profunda a Bianca e se virou para sair.

O olhar dele vacilou por um segundo, mostrando surpresa, mas logo ele a segurou com força pelo braço, dizendo entre dentes:

"Fazer Bianca perder o bebê e querer ir embora com um pedido de desculpas relutante... acho que você está sendo simplista demais, senhorita."

Ao ouvir isso, Elena levantou aquele olhar morto, carregado de exaustão.

"O que você quer?"

Ele soltou um bufo frio, com um olhar de desprezo como se estivesse vendo um inseto, e uma voz tão gélida que parecia extraída do gelo.

"Já que você não mede esforços para subir na vida, eu naturalmente farei você pagar um preço equivalente."

Não demorou meia hora.

Elena recebeu uma ligação da clínica de repouso.

"É uma emergência! Elena, a saúde de sua mãe tinha melhorado um pouco... mas depois de ver as notícias na internet, ela desmaiou novamente e agora está na UTI!"

A mente de Elena ficou em branco, e ela se preparou para pegar o celular e pesquisar.

Mas, no segundo seguinte, uma notícia de primeira página de um paparazzi apareceu.

【Surpresa! Esposa da antiga e rica família Shen é flagrada como amante e jogada pelo marido traído no meio de uma gangue para uma noite depravada!】

PUBLICIDADE

Capítulo 7

Abaixo da manchete, havia fotos de alta definição e sem censura de sua mãe deitada sob vários homens diferentes.

A seção de comentários era um poço de sujeira e insultos.

"Essa amante é realmente desavergonhada. Tão velha e ainda não sossega, atira-se em qualquer homem, não escolhe nada!"

"Quanto custa a noite? O irmão aqui tem dinheiro, quero provar como é essa madame da elite."

Elena fixou o olhar naquelas palavras imundas, sentindo-se congelada, um frio que penetrava até seus ossos.

A única pessoa que poderia ter conseguido essas fotos era ele!

No terceiro ano do ensino médio, a família Shen faliu e o pai foi forçado a se atirar de um prédio.

A mãe foi humilhada e torturada pelos cobradores de dívidas que a pressionavam no chão. Justo quando aqueles animais estavam prestes a atacar a mãe dela, ele apareceu.

Ele a salvou sozinho, mesmo que o custo tenha sido romper os tendões das mãos e perder o vestibular, sem uma única palavra de queixa.

Depois, foi ele quem limpou todas as calúnias sobre ela, prometendo sob juramento:

"Elena, sua mãe é minha mãe. De hoje em diante, enquanto eu estiver aqui, ninguém vai machucar vocês!"

Mas agora, para satisfazer Bianca, ele rasgou deliberadamente as feridas dela e de sua mãe, distorcendo os fatos e rotulando a própria mãe dela como amante!

O sangue de Elena parecia ter congelado, até seus dentes tremiam.

Depois de muito tempo, ela emitiu um som quase inaudível.

"Já vi do que você é capaz."

Ela se apoiou na parede para ficar de pé, com olhos vazios e mortos.

"Nós, pessoas comuns... realmente não podemos te enfrentar."

Ao vê-la com aquela expressão vazia e distante, uma irritação inexplicável tomou conta dele.

Ele deu um passo, instintivamente querendo ir atrás dela.

Mas Bianca, atrás dele, agarrou sua manga, gritando de dor.

Após um longo silêncio, ele parou e acabou virando as costas.

Quando Elena chegou ao hospital de táxi, sua mãe já tinha saído da cirurgia.

"Sinto muito, senhorita, a situação de sua mãe já não era boa."

"O estímulo de hoje superou o limite do corpo dela. Pelo resto da vida, ela provavelmente... só poderá viver com a ajuda de aparelhos respiratórios."

Olhando para a mãe na UTI, cheia de tubos e máquinas.

A garganta de Elena foi estrangulada; ela não conseguia emitir som algum, e até respirar doía.

Ela chorou como uma criança indefesa, sozinha naquele corredor vazio.

Após finalizar a transferência, Elena se preparou para voltar ao apartamento e pegar suas malas.

Ao abrir a porta, percebeu que ele estava sentado no sofá.

Ela estava cansada, exausta demais até para questioná-lo.

Mas, antes que ela desse alguns passos, ele veio atrás e a abraçou pelas costas.

"Amor, o que aconteceu? Por que está com essa cara?"

Ele fez uma pausa, o tom de voz soando um pouco hesitante.

"Aconteceu... algo com a mãe?"

PUBLICIDADE

Elena ficou em silêncio por alguns segundos, percebendo que era ele ali, em carne e osso.

Uma náusea súbita a atingiu, e ela o empurrou com força.

"Estou cansada, vou dormir."

Mas ele não desistiu, segurando-a e suavizando a voz.

"Amor, você não sempre quis um casamento?"

"Já preparei tudo, está agendado para amanhã."

Ao ouvir a palavra "casamento", os olhos mortos de Elena finalmente vacilaram.

Algo que ela esperou por dez anos e nunca aconteceu.

Agora, pensando bem, ela viu que não passava de apenas mais uma coisa.

"Não precisa se dar ao trabalho."

De qualquer forma, ela iria embora depois de amanhã; essas formas não tinham mais utilidade.

Ele insistiu, segurando a mão dela com força, com lágrimas brilhando em seus olhos.

"Elena, devo-lhe muito ao longo desses anos. Agora só quero te compensar de verdade. Não me rejeite, pode ser?"

Capítulo 8

Sem lhe dar a chance de recusar, ele a arrastou diretamente para a loja de vestidos de noiva.

No momento em que a viu vestida de noiva.

A expressão de Bruno vacilou por um instante, seu pomo de adão se moveu, como se ele quisesse dizer algo.

Mas logo foi suprimido por outras emoções.

"Eu já disse, você com certeza será a noiva mais linda deste mundo."

Elena forçou um sorriso, querendo dizer algo.

"Bruno, nós..."

Mas antes que terminasse a frase, tudo escureceu e ela desmaiou.

Em meio ao torpor, ouviu vozes murmurando.

"Chefe, o senhor realmente quer que a Madame vá ao clube noturno para trocar pela Srta. Bianca? Aquele Sr. Wang é um pervertido conhecido, sabe-se lá quantas mulheres ele já matou nas mãos dele!"

O ar ficou em silêncio por alguns segundos antes da voz fria e dura de Bruno soar.

"Sim."

"Se não fosse pelo fato de Elena ter feito Bianca perder o bebê, Bianca não teria ficado bêbada e ofendido a família Wang."

"No fim das contas, foi ela quem causou o problema, não se pode culpar ninguém. Usá-la para trocar por Bianca é a coisa certa a se fazer. Não importa o resultado, ela terá que aguentar."

O assistente hesitou e acrescentou em voz baixa.

"Mas chefe, não é obrigatório enviar a Madame, eles disseram que se abrirmos mão daquele terreno a oeste da cidade, o assunto se encerra..."

"Impossível!"

Bruno exclamou, com a voz tão gélida que não continha um pingo de calor.

"Eu prometi a Bianca que usaria aquele terreno para construir o cemitério do bebê, ninguém pode tocar nele!"

"Além disso, o temperamento de Elena é muito forte, é bom que ela sofra um pouco, assim Bianca... não precisará mais viver com medo no futuro."

Em um instante.

Elena sentiu como se um balde de água fria tivesse sido despejado sobre sua cabeça, suas mãos cerradas perderam a força, e a última gota de calor em seu peito esfriou completamente.

Que casamento, não passava de uma farsa para enganá-la e trocar por Bianca.

Aos olhos dele, a vida dela não valia nem o cemitério do filho de Bianca...

Mas e o filho dela?

Eles nem tiveram uma lápide decente, foram jogados no lixo, sem deixar vestígios.

O desespero inundou seus pulmões pouco a pouco; Elena foi jogada no camarote como se fosse lixo.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia