《Renascida das Cinzas: Casada com o Inimigo do meu Ex》Capítulo 2

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Capítulo 2: O Escândalo em Vermelho

O som dos violinos preenchia o imenso salão dourado, mas para Alissa, toda aquela opulência parecia o cenário de um teatro de marionetes prestes a ruir. Ela segurava a taça de champanhe com dedos firmes, observando Lucas subir as escadas do palco principal com a arrogância típica dos Silva.

"Senhoras e senhores, por favor, um minuto da atenção de todos vocês nesta noite tão especial", a voz de Lucas ecoou pelos alto-falantes perfeitamente distribuídos, atraindo os olhares de toda a alta sociedade paulista.

Camila se posicionou na base do palco, exibindo um sorriso angelical que escondia a podridão de seu caráter, enquanto Helena Volkov acenava para os fotógrafos com a falsa elegância de uma matriarca dedicada.

"Hoje, não celebramos apenas os novos investimentos políticos do meu pai, mas também o futuro da mulher que escolhi para governar a minha vida", Lucas continuou, os olhos procurando Alissa no meio da multidão com uma encenação teatral de paixão.

Alissa permaneceu na sombra de uma coluna de mármore, os lábios carmesim curvados em uma linha fria, enquanto seus dedos digitavam o comando final em um celular modificado que ela havia escondido na bolsa.

"Quero chamar ao palco a minha noiva, a minha doce Alissa, para que todos vejam a futura primeira-dama deste estado", Lucas declarou ao microfone, estendendo a mão loira em uma expectativa confiante.

Os holofotes principais começaram a varrer o salão à procura do vestido branco de Alissa, mas em vez disso, encontraram a silhueta imponente vestida de vermelho-sangue, que nem sequer se moveu.

Antes que Lucas pudesse expressar qualquer confusão diante do público, o imenso telão de LED de alta definição atrás dele piscou violentamente, apagando o logotipo da campanha da família Silva.

Um chiado alto cortou a música de fundo, sendo substituído imediatamente por um áudio cristalino que fez o salão inteiro congelar em um silêncio sepulcral.

"Você tem certeza de que ela não vai desconfiar de nada no camarim, Camila?", a voz de Lucas ecoou pelos alto-falantes, sem qualquer filtro, revelando uma intimidade obscena.

"Aquela idiota acredita em qualquer coisa que eu digo, Lucas, ela realmente acha que eu sou a irmãzinha perfeita que torce pelo casamento de vocês", a voz de Camila respondeu na gravação, fazendo a jovem na base do palco perder toda a cor instantaneamente.

"Assim que o pai dela transferir os últimos quarenta por cento do fundo de reserva da mãe dela para a conta da Helena, nós mandamos a Alissa para um sanatório e assumimos tudo", o áudio de Lucas continuou, cada palavra caindo como uma bomba no meio dos investidores.

O salão de gala explodiu em um burburinho frenético, enquanto os fotógrafos, movidos pelo instinto do maior escândalo da década, começaram a disparar os flashes na direção do palco em um ritmo alucinante.

Lucas derrubou o microfone, o rosto transformando-se de um príncipe encantado em um homem desesperado que olhava para a equipe técnica nos bastidores. "Desliguem essa porcaria agora! Alguém tire esse áudio do ar!"

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Helena Volkov tentou subir os degraus do palco para conter o estrago, mas o telão piscou novamente, exibindo documentos confidenciais com o carimbo do Fundação Getulio Vargas, detalhando desvios bilionários de dinheiro da mãe de Alissa para contas nas Ilhas Caimã.

A máscara de elegância de Helena trincou por completo, os olhos esbugalhados de fúria psicopática enquanto ela avançava na direção dos repórteres que a cercavam com perguntas agressivas.

"Isso é uma farsa! Uma montagem criminosa inventada por aquela vagabunda para destruir o meu casamento e a reputação da minha família!", Helena gritou, partindo para cima de uma jornalista e revelando sua verdadeira natureza violenta diante das lentes.

Camila desabou no chão do mezanino, cobrindo o rosto com as mãos enquanto os convidados se afastavam dela como se ela carregasse uma doença contagiosa.

Alissa deu um gole lento em seu champanhe, saboreando o primeiro gosto do poder absoluto e da destruição cirúrgica que havia planejado para aquela noite.

Ela deixou a taça de cristal sobre a mesa e começou a caminhar calmamente em direção à saída de emergência, os saltos agulha batendo no ritmo da sinfonia do caos que ela mesma criara.

"Alissa! Pare agora mesmo!", a voz de Lucas gritou atrás dela, o noivo corria pelo tapete vermelho, ignorando os seguranças e os flashes que tentavam registrar sua ruína.

Ele conseguiu alcançá-la na saída do hotel, sob a tempestade implacável que começava a lavar as ruas de São Paulo com uma violência poética.

"Você enlouqueceu? Você destruiu a minha vida, a campanha do meu pai e o nome da sua própria família!", Lucas esbravejou, segurando o braço esquerdo de Alissa com uma força bruta que demonstrava sua total perda de controle.

Alissa olhou para a mão dele em seu braço com um desprezo tão profundo que Lucas hesitou por um milésimo de segundo.

"Solte o meu braço, Lucas, ou o que sobrou da sua dignidade vai rolar por essa escadaria junto com os seus dentes", ela disse, a voz saindo tão mansa e letal quanto a lâmina de uma guilhotina.

"Você não vai a lugar nenhum, nós vamos entrar lá e você vai dizer a todos que aquilo foi uma invasão de hackers!", ele ordenou, apertando os dedos com ainda mais desespero ao ver o carro esporte preto de Alissa se aproximar da calçada.

Alissa puxou o braço com um movimento seco e preciso, desencilhando-se do aperto dele antes de girar o próprio corpo com a velocidade de uma chicotada.

A mão direita de Alissa, firme e impiedosa, atingiu o rosto de Lucas em um tapa estalado que ecoou por cima do barulho do trovão, cortando o supercílio do ex-noivo e jogando-o no chão molhado.

"O seu tempo de mandar em mim acabou na lama da minha vida passada, Lucas", ela sussurrou, olhando para ele de cima enquanto o sangue começava a escorrer pelo rosto pálido do homem.

O motorista do carro esporte abriu a porta do veículo e Alissa entrou no banco de couro preto sem olhar para trás uma única vez, fechando a porta com um estrondo firme.

Na área VIP do hotel, o Governador Silva, pai de Lucas, observava a cena da sacada com o celular colado ao ouvido, os olhos fixos nas lanternas traseiras do carro de Alissa que se afastava.

"Eu não quero saber como vocês vão fazer isso", o Governador ordenou para o homem do outro lado da linha, a voz trêmula de puro ódio político.

"Contratem os homens da comunidade de Renato e apaguem essa garota antes que ela chegue ao centro da cidade, as nossas ações não podem amanhecer valendo nada."

O carro esporte rasgou a avenida alagada, os pneus cantando contra o asfalto enquanto Alissa limpava uma gota de chuva que havia caído em seu ombro, com os olhos azuis fixos no retrovisor, esperando pelo próximo movimento do tabuleiro.

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