《Ex-namorado desesperado: Nunca mais nos encontraremos》Capítulo 2

PUBLICIDADE

Suas costas estavam feridas e sangrando, mas ela não soltou um único gemido.

Ao ver Lucas, a Sra. Beatriz forçou um sorriso em seu rosto sombrio:

"Você chegou, Lucas."

Ele foi direto ao ponto: "Sra. Beatriz, como foi que minha mãe caiu da escada de repente?"

Pelas palavras da Sra. Beatriz, ele soube que, enquanto Dona Helena discutia o cancelamento do noivado com ela, Júlia trouxe Victor para casa abertamente.

Dona Helena, furiosa, esbofeteou Victor algumas vezes.

Os dois estavam parados justamente perto da escada.

Ninguém soube explicar exatamente o que houve, apenas viram Dona Helena cair acidentalmente pelos degraus, batendo a nuca em uma quina afiada, e desmaiar imediatamente.

Victor, com um ar assustado, permanecia na escada.

Vendo a expressão terrivelmente feia de Lucas, a Sra. Beatriz segurou sua mão e disse:

"Lucas, fique tranquilo, eu certamente darei uma explicação a vocês sobre isso!"

Júlia, porém, lançou-lhe um olhar cortante:

"Isso foi apenas um acidente, não tem nada a ver com Victor."

"Eu ordenarei que o hospital ofereça o melhor tratamento para a Sra. Helena."

Lucas não respondeu, soltou a mão da Sra. Beatriz e caminhou até Victor, perguntando palavra por palavra:

"Foi você quem empurrou?"

O rosto de Victor empalideceu instantaneamente, e ele olhou inocentemente para Júlia:

"Não fui eu... eu não fiz isso..."

Ela se levantou do chão rapidamente, colocando-se na frente de Lucas para amparar Victor, que estava instável, com o olhar firme:

"Eu disse que foi um acidente."

Lucas, no entanto, notou o canto dos lábios de Victor levemente curvado por trás das mechas de cabelo e o desafio imperceptível em seu olhar ao encará-lo.

Seu olhar tornou-se afiado e, antes que qualquer um pudesse reagir, ele levantou o punho e desferiu um soco violento em Victor!

"Ah!"

Victor gritou, tropeçando e caindo no chão. Seu braço exposto raspou na pele e ele cuspiu uma porção de sangue.

No momento em que Lucas se preparava para o segundo golpe, foi bloqueado por Júlia, que pegou um bastão.

Olhando para Victor, que desmaiara por ver sangue, ela encarou Lucas com o rosto fechado e tom gélido:

"Lucas, você enlouqueceu?!"

"Você não sabe que Victor não apenas tem sangue tipo O negativo, mas também distúrbio de coagulação? Se ele se ferir, corre risco de vida!"

Dito isso, ela torceu o pulso com força.

A força rotativa, inesperada, quebrou o braço de Lucas que segurava o bastão.

Sua mão direita caiu fracamente ao lado do corpo.

Júlia, sem se importar, ordenou apressadamente aos guarda-costas que pegassem Victor e deixou uma ameaça cruel.

"Se acontecer algo com Victor, eu nunca vou te perdoar!"

Dito isso, ela partiu sem olhar para trás.

A Sra. Beatriz, ainda tentando digerir o caos, viu as costas de Lucas prestes a sair.

Ela disse apressadamente: "Lucas, o casamento das duas famílias envolve muitas questões, e além disso, você gosta tanto de Júlia, cancelar o noivado..."

PUBLICIDADE

Antes que terminasse, Lucas a interrompeu.

"Sra. Beatriz, o cancelamento do noivado é inevitável."

Após sair da casa, Lucas correu sem parar para o hospital onde Dona Helena estava.

Mas, ao chegar lá, foi informado de que sua mãe havia sido levada novamente para a sala de cirurgia!

3

O motorista disse com um rosto preocupado:

"Jovem patrão, o pessoal da família Júlia é excessivo!"

"A patroa já estava inconsciente por perda de sangue, e eles insistiram em retirar sangue dela!"

Os olhos de Lucas ficaram vermelhos instantaneamente, e ele correu para a sala de cirurgia.

Victor só tinha um arranhão na pele!

Por que precisaria de transfusão?

Quando ele chegou, o médico estava prestes a empurrar a maca de Dona Helena para dentro.

"Parem!"

Ele bloqueou a maca e olhou para Júlia, com um tom nada amigável:

"Júlia, quem te deu permissão para tocar na minha mãe?!"

Ela falou com ele em um tom raramente gentil:

"O banco de sangue do hospital está em crise, apenas o tipo sanguíneo da Sra. Helena é compatível com o de Victor."

Lucas encarou o rosto incomumente dócil que ela mostrava para ele, e soltou uma risada de desprezo.

"Conversa fiada."

"Júlia, ouse tocar na minha mãe e eu destruirei este hospital da sua família!"

O rosto de Júlia escureceu imediatamente.

"Lucas, você deveria saber que este hospital pertence à família Júlia!"

"Peguem-no!"

Após sua ordem, vários seguranças o imobilizaram.

"Júlia!"

Lucas viu impotente Dona Helena, que já estava inconsciente, ser levada para a sala de cirurgia e ter quatro bolsas de plasma retiradas!

"Já organizei os melhores especialistas para consultar a Sra. Helena. De qualquer forma, ela é minha futura sogra, certamente receberá o melhor cuidado."

Ao ouvir isso, ele sentiu vontade de avançar e rasgar aquele rosto sem vergonha de Júlia.

Ele lutou desesperadamente, explodindo em força para se libertar dos seguranças e roubar as bolsas de sangue.

No segundo seguinte, porém, sentiu uma agulha ser cravada em seu pescoço.

Um líquido gelado espalhou-se por todo seu corpo através do sangue.

Ele perdeu as forças aos poucos, e sua consciência começou a desaparecer.

Finalmente, sem conseguir manter-se em pé, ele caiu no chão.

Nesse momento, Júlia deu dois passos à frente.

Tomou o sangue das mãos dele com cuidado, sem sequer olhar para Lucas, que caíra pesadamente, e disse com voz serena:

"Preparem imediatamente a transfusão para Victor."

A última memória de Lucas foi o vulto frio das costas dela.

Ele acordou em um quarto de hospital.

A enfermeira que veio trocar o soro não percebeu que ele havia despertado e continuou a fofocar com a colega.

"A Srta. Júlia realmente ama o Sr. Victor do fundo da alma! Com apenas um arranhão no braço, ela chamou os melhores dermatologistas do hospital para uma consulta."

"Nem me fale, sinto que tive azar. A ferida do Sr. Victor já estava cicatrizando dentro da sala de cirurgia, mas ele não deixou a gente contar para a Srta. Júlia e insistiu que o plasma fosse entregue!"

PUBLICIDADE

"Eu achei que ele fosse precisar, mas quem diria que ele furou as bolsas de sangue de propósito! O sangue espalhou pelo chão e eu limpei a noite toda!"

Depois que as enfermeiras saíram, Lucas abriu os olhos lentamente, tremendo de fúria, com as unhas cravadas nas palmas das mãos, deixando marcas profundas.

Ele retirou o acesso do soro e encontrou o quarto de Dona Helena.

Sua mãe estava com perda de sangue grave e, mesmo recebendo a melhor medicação, ainda não havia acordado.

Olhando para a fragilidade de sua mãe, os olhos de Lucas ficaram quentes. Ele organizou imediatamente a transferência dela para outro hospital.

Em seguida, pegou um bastão de beisebol e foi direto para o quarto VIP onde Victor estava.

Do lado de fora, quatro médicos vigiavam a situação, e dentro, dez enfermeiras estavam à disposição.

Era evidente o quanto Júlia se importava com Victor.

Mas, ao verem Lucas chegar com o bastão e uma expressão nada amigável, os profissionais de saúde não se atreveram a impedi-lo.

Victor estava deitado na cama, comendo frutas, muito satisfeito.

Ao ver Lucas aproximar-se agressivamente, suas pupilas encolheram e sua voz tremeu:

"Lucas, o que você quer fazer?!"

"Eu te aviso, se você ousar me tocar, Júlia nunca vai te perdoar!"

A resposta que ele recebeu foi o bastão de beisebol que Lucas desferiu sem hesitação.

"BUM!"

4

A pequena mesa de cabeceira da cama hospitalar despedaçou-se instantaneamente.

"Ah!"

Victor gritou, rolando para fora da cama em pânico, sujo de frutas.

No segundo seguinte, sua voz cessou bruscamente.

O bastão de beisebol na mão de Lucas estava apontado a dez centímetros de seu rosto.

"Victor, você acha que, por ter Júlia te protegendo, eu não tenho como te atingir?"

Dizendo isso, ele agarrou o queixo de Victor, forçando-o a levantar a cabeça.

"Não se esqueça, meu sobrenome é Lucas!"

"Não tenho objeções sobre você querer conquistar Júlia, nem tenho interesse em competir por lixo, mas você não deveria ter tocado na minha mãe!"

Ao terminar de falar, sua mão direita ergueu-se e desceu violentamente.

Um grande buraco foi aberto no meio do equipamento de milhões de dólares; fragmentos espalhados perfuraram a carne de Victor, fazendo-o soltar gritos de agonia.

Lucas curvou os lábios levemente e, segurando-o pelo pescoço, sussurrou em seu ouvido:

"Não era você quem desmaiava ao ver sangue? Não era você quem tinha distúrbio de coagulação?"

"Como é? Agora está tudo curado?"

Victor, estrangulado, não conseguia dizer uma única palavra.

Lucas soltou um bufo frio, soltou-o e destruiu o quarto inteiro.

O prejuízo com os equipamentos somava dezenas de milhões.

Victor, encolhido no canto, encarava-o com um olhar venenoso:

"Você está acabado! Júlia certamente se vingará por mim!"

Lucas, de repente, riu.

Ele segurou Victor pelos cabelos e, sem hesitação, cravou uma agulha em sua veia.

"Fazer minha mãe doar sangue para você? Que cara de pau a sua!"

Ele extraiu rapidamente um tubo de sangue e o derramou sem qualquer cuidado.

Não sabia quantos tubos havia extraído, mas Victor já estava com a visão escurecida e o rosto pálido.

Nesse momento, a porta do quarto foi aberta de um chute.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia