《Rendida ao Alfa: O Retorno do Fantasma》Capítulo 11

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Capítulo 11

O som de explosões começou a rasgar a calmaria da noite, vindo de todas as direções da propriedade como um trovão sincronizado.

As torres de segurança da mansão Souza, pilares da proteção que Rodrigo construíra com tanto rigor, desabaram sob o fogo cerrado de mísseis portáteis.

O chão tremeu violentamente, derrubando cristais e quadros das paredes enquanto o teto do salão principal começava a ceder sob o impacto.

"Fique atrás de mim!" Rodrigo gritou, avançando em direção a Elara com uma urgência que ele nunca demonstrara antes.

Ele não esperou por uma resposta, envolvendo o corpo dela com seus braços largos e derrubando-a atrás de uma coluna de sustentação reforçada.

Segundos depois, o local onde ela estava parada foi atingido por estilhaços de granada que transformaram o ambiente em uma chuva de fogo e poeira.

"Você ficou louco, por que se arriscou tanto?" Elara perguntou, sua voz abafada pelo barulho ensurdecedor da destruição ao redor deles.

Rodrigo cobriu a cabeça dela com o próprio corpo, protegendo-a das lascas de vidro que voavam como projéteis letais por todo o salão.

"Eu prefiro morrer mil vezes a deixar que qualquer um desses cães toque um fio de cabelo seu," ele respondeu, com os olhos fixos na entrada principal.

O fogo começava a consumir as cortinas de veludo, espalhando chamas alaranjadas que lambiam as paredes de mármore com uma fome voraz.

"Eles estão infiltrados, Rodrigo, o perímetro de segurança foi totalmente comprometido!" Elara gritou, sacando sua arma enquanto mantinha o foco no campo de batalha.

Rodrigo soltou um rosnado baixo, a fúria em seu olhar crescendo à medida que ele via seus homens serem neutralizados por mercenários desconhecidos.

"Eles querem o que resta do meu império, mas não terão você nem o Leo," ele declarou, disparando contra uma sombra que se movia nas escadas.

"Não podemos ficar aqui, a estrutura vai colapsar em poucos minutos," ela insistiu, tentando se desvencilhar para buscar uma saída mais segura.

Rodrigo a segurou com mais firmeza, garantindo que ela permanecesse abrigada enquanto ele avaliava as rotas de fuga pelo corredor lateral.

"Se nos movermos agora, seremos alvos fáceis para os atiradores que estão no topo das colinas," ele explicou, seu tom de voz assumindo a calma de um general.

O calor tornava-se sufocante, e o cheiro de pólvora e madeira queimada preenchia os pulmões, dificultando até a respiração mais simples.

"Então vamos criar a nossa própria rota," Elara respondeu, pegando uma das granadas que Rodrigo mantinha em seu cinto tático.

Ela a atirou com precisão cirúrgica na direção da parede de serviço que levava aos túneis subterrâneos, abrindo uma passagem através dos escombros.

"Aquele é o nosso caminho," ela apontou, mantendo a arma em punho enquanto disparava contra mais um invasor que tentava se aproximar.

Rodrigo levantou-se junto com ela, usando seu corpo como um escudo humano enquanto eles corriam através da fumaça espessa que tomava conta do salão.

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Um disparo passou raspando o ombro de Rodrigo, fazendo-o vacilar, mas ele não parou e continuou protegendo Elara a cada passo do caminho.

"Você foi atingido!" Elara exclamou, sentindo o sangue dele começar a manchar a camisa branca que ele vestia por baixo do terno.

"Isso é apenas um arranhão, concentre-se em chegar à saída," ele respondeu, sua voz firme apesar da dor evidente em sua expressão.

Eles alcançaram a abertura que Elara criara e, em um movimento coordenado, entraram na escuridão dos túneis de serviço.

Atrás deles, o salão principal cedeu completamente, desabando em um amontoado de destroços que soterrou o que um dia fora o centro de seu império.

O fogo continuava a consumir o que sobrava da estrutura superior, iluminando a noite com uma luz sinistra e destruidora.

Dentro da penumbra dos túneis, o silêncio era um alívio temporário, mesmo com o som distante dos invasores vasculhando as ruínas acima.

Rodrigo encostou-se na parede fria, sua respiração pesada enquanto ele tentava estancar o sangramento em seu ombro com a mão enluvada.

"Nós sobrevivemos à primeira onda, mas eles não vão desistir até garantirem que não há nada vivo aqui dentro," ele murmurou, olhando para a abertura dos túneis.

Elara ajoelhou-se ao lado dele, rasgando um pedaço do vestido para improvisar um torniquete que pudesse conter o fluxo de sangue.

"Por que você fez isso, Rodrigo?" ela perguntou, seus olhos buscando uma resposta que ela temia encontrar no fundo da alma dele.

"Você ainda pergunta, mesmo depois de tudo o que aconteceu?" ele retrucou, com um sorriso fraco que parecia estranhamente tranquilo naquele momento.

"Nós éramos inimigos até poucas horas atrás," ela lembrou, enquanto apertava o nó do torniquete com toda a força que possuía.

"Eu posso ter sido um monstro, Elara, mas eu nunca fui um covarde quando se tratava de proteger o que era meu," ele confessou.

Elara sentiu uma pontada de emoção, um sentimento que ela lutara para enterrar, subindo como uma maré inevitável.

"Você não deveria ter se colocado entre a bala e eu," ela disse, sua voz quase um suspiro que ecoou pelas paredes úmidas do túnel.

"Eu deveria ter feito isso desde o primeiro dia, talvez assim não teríamos perdido tanto tempo com essa guerra inútil," ele respondeu.

Eles ficaram ali, rodeados pelo caos, dois sobreviventes unidos pelo fogo e por um passado que tentaram esquecer em vão.

A guerra estava aberta, o império Souza caía em ruínas, mas, naquele instante, o mundo exterior não parecia importar.

Elara olhou para ele, vendo o homem que tentara destruir, e percebendo que ele estava disposto a morrer por ela.

"Nós vamos sair daqui, Rodrigo, eu não vou deixar você morrer por minha causa," ela jurou, pegando a arma dele que caíra no chão.

Rodrigo assentiu, a confiança brilhando em seu olhar, mesmo enquanto as chamas acima de suas cabeças continuavam a devorar o legado dos Souza.

A união deles não era mais uma estratégia, era a única forma de garantir a sobrevivência em um mundo que queria eliminá-los.

Cada sombra que passava pela entrada do túnel era uma ameaça, mas agora eles tinham o Ghost e o Alfa lutando lado a lado.

A mansão, o símbolo de poder que os mantivera presos, agora era apenas um monumento ao que eles foram, não ao que eles seriam.

"Prepare-se, eles estão vindo," Rodrigo avisou, levantando-se com dificuldade e empunhando sua arma com a mão boa.

Elara ficou ao lado dele, pronta para enfrentar qualquer exército que ousasse desafiá-los naquele cenário de morte e destruição.

A guerra era real, o medo era palpável, mas, pela primeira vez, Elara sentia que tinha encontrado um aliado tão letal quanto ela mesma.

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