《Rendida ao Alfa: O Retorno do Fantasma》Capítulo 9

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Capítulo 9

O encontro ocorreu em um armazém abandonado na zona portuária de Santos, um local que Seraphina escolheu por ser um ponto cego nos radares de qualquer clã.

Elara chegou sozinha, movendo-se entre as sombras com uma precisão que faria qualquer segurança profissional parecer um amador.

Seraphina a esperava perto de uma mesa de metal coberta por mapas digitais e dispositivos de hackeamento de última geração.

"Você demorou, Elara, eu estava começando a achar que o seu novo papel de esposa troféu tinha amolecido seus reflexos," Seraphina disse, mantendo os olhos focados nos terminais.

Elara retirou a máscara de indiferença, revelando o olhar frio do Ghost enquanto se aproximava da mesa.

"Rodrigo está distraído com o filho, o que me deu a brecha perfeita para sair sem ser seguida," Elara respondeu, sua voz carregada de uma urgência calculada.

Seraphina deslizou um tablet em direção a Elara, exibindo uma série de transações bancárias criptografadas que moviam bilhões de dólares por paraísos fiscais.

"Aqui está o núcleo da operação," Seraphina apontou para os dados, "todo o fluxo de caixa ilegal do clã Souza passa por esses servidores na Suíça."

Elara analisou as informações rapidamente, reconhecendo os protocolos de segurança que ela mesma ajudara a reforçar anos atrás.

"Eles mudaram a encriptação, mas a estrutura lógica ainda é a mesma," Elara observou, seus dedos voando sobre o teclado virtual com uma agilidade sobrenatural.

"Podemos derrubar o império deles em menos de uma hora se dispararmos este código de contágio nos servidores centrais," Seraphina sugeriu com um brilho de antecipação nos olhos.

Elara hesitou apenas por um microssegundo, pensando no impacto que aquilo teria não apenas nos negócios, mas na própria vida de Rodrigo.

"Não se esqueça do porquê estamos aqui, Elara," Seraphina lembrou, captando a hesitação na postura da amiga.

"Eles tentaram matar o meu filho, e isso é um erro que nenhum império consegue pagar," Elara declarou, sua voz endurecendo com uma convicção gélida.

Seraphina assentiu, satisfeita, e conectou um dispositivo externo que começava a extrair todos os documentos letais escondidos nas profundezas do sistema Souza.

"Estes arquivos não provam apenas a lavagem de dinheiro, eles contêm provas de assassinatos sob encomenda e tráfico de influência política," Seraphina explicou enquanto as barras de progresso avançavam.

"Com isso nas mãos da Interpol, não haverá mansão ou exército privado que possa salvar o clã Souza da prisão perpétua," Elara disse, um sorriso sombrio surgindo em seu rosto.

Seraphina pegou um pendrive de metal reforçado onde a cópia final dos arquivos foi gravada com segurança total.

"O que você pretende fazer quando Rodrigo descobrir que fomos nós que expusemos tudo?" Seraphina perguntou, observando Elara com curiosidade.

"Rodrigo terá que escolher entre o clã que o traiu ou a mulher que está lutando para salvar o que sobrou de sua integridade," Elara respondeu.

Seraphina guardou o dispositivo em um compartimento oculto de sua jaqueta, pronta para iniciar a fase final do plano.

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"Temos o controle absoluto agora, a partir deste momento, o império Souza está debaixo das nossas botas," Seraphina declarou com uma confiança radiante.

Elara olhou para o terminal, vendo o sistema dos Souza começar a falhar enquanto os dados eram extraídos em tempo real.

"A vingança é um prato que se serve com acesso total aos dados inimigos," Elara comentou, sentindo uma satisfação profunda ao ver o império desmoronar.

"Você vai voltar para a mansão como se nada tivesse acontecido?" Seraphina perguntou enquanto desligavam os equipamentos.

"Eu preciso manter a ilusão de que estou do lado dele até que o golpe final seja desferido pelas autoridades," Elara explicou, ajustando o coldre em seu ombro.

Seraphina entregou a Elara um pequeno comunicador discreto, garantindo que elas pudessem manter contato constante durante a fase de crise.

"Mantenha-se nas sombras, Ghost, e não se deixe envolver pela empatia que você acha que sente pelo Rodrigo," Seraphina alertou antes de se virar para sair.

Elara assentiu em silêncio, sabendo que aquele era um aviso que ela precisava levar a sério se quisesse sobreviver.

Elas selaram o acordo com um aperto de mão firme, um pacto de sangue e tecnologia que mudaria a história do submundo brasileiro.

Ao sair do armazém, o vento frio da noite batia no rosto de Elara, trazendo a clareza de que não havia mais volta.

A vingança não era apenas um desejo; era agora um processo irreversível que ela e Seraphina estavam liderando.

Rodrigo estaria prestes a descobrir que, ao tentar aprisionar o Ghost, ele apenas garantira sua própria destruição final.

Ela pegou o celular, verificando a hora e garantindo que estaria de volta à mansão antes que alguém desse por sua falta.

Seus movimentos eram rápidos, precisos e, acima de tudo, determinados pela necessidade de justiça para Leo.

Enquanto dirigia pela estrada deserta em direção à mansão, Elara planejava cada detalhe da transição de poder que ela estava provocando.

Ela não apenas derrubaria os negócios; ela assumiria o controle das peças restantes para garantir que seu filho nunca mais fosse ameaçado.

O império Souza, antes um monstro intocável, agora era uma estrutura frágil que ela podia despedaçar com um simples clique.

A lealdade de Seraphina era o único porto seguro que ela tinha naquele jogo perigoso de espionagem e traição.

"Prepare-se, Rodrigo," ela sussurrou para o nada, com os olhos fixos na estrada, "a sua queda será a minha redenção."

Ela sabia que a mansão seria o próximo palco de uma tempestade que ninguém seria capaz de conter quando a verdade viesse à tona.

Cada luz de poste que ela ultrapassava parecia um marcador de contagem regressiva para a ruína do clã Souza.

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