《A Traição de Mil Dias: O Fim do Meu Casamento》Capítulo 5

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A expressão de Bruno ficou aterrorizante: "Quando Alice disse isso?"

"Sr. Bruno, o senhor ainda não viu? A Sra. Bruno publicou uma declaração nas redes sociais dizendo que finalizou o divórcio e que, a partir de agora, não temos mais relação alguma... e... ela anexou a certidão de divórcio."

Um estrondo.

Bruno sentiu como se algo tivesse explodido em seus ouvidos.

Ele abriu o celular imediatamente; a declaração de Alice estava no topo das buscas.

Aquele documento de divórcio era dolorosamente real. Ele deu um soco violento na mesa.

"É falso! Eu nunca assinei um acordo de divórcio, como ela conseguiria essa certidão?"

"É real. Temendo que o senhor não acreditasse, trouxe o acordo de divórcio assinado por você para sua conferência."

O advogado de Alice chegou de repente, e o clima congelou.

"Sr. Bruno, estou aqui em nome da Srta. Alice para notificá-lo formalmente: ela o processará pelo crime de agressão intencional."

Capítulo 9

Bruno pensou que tinha ouvido errado. Alice realmente o processou?

Como ela se atreveu?

Ela claramente o amava mais que tudo e não conseguia viver sem ele; como poderia fazer uma coisa dessas?

Ele franziu a testa bruscamente: "Ela ainda está brava comigo? Diga a ela que não é assim que se faz birra. Que ela volte imediatamente, e eu não vou me importar com isso."

O advogado, ao ouvir, deu um sorriso: "Sr. Bruno, parece que o senhor ainda não entendeu a situação: o contrato matrimonial entre o senhor e a Srta. Alice terminou."

"E, durante a vigência do casamento, tudo o que o senhor fez contra a Srta. Alice foi registrado por ela e entregue a mim para ser processado. Boa sorte."

Bruno viu a assinatura no acordo de divórcio e seu rosto ficou subitamente pálido.

De fato, era a letra dele.

Mas ele nunca tinha assinado algo assim.

Será que foi misturado a outros documentos para ele assinar, sem que ele percebesse durante todo o tempo?

O advogado o lembrou gentilmente: "Sr. Bruno, talvez deva perguntar à Clara se ela sabe algo sobre esse acordo de divórcio."

Bruno olhou atordoado para a silhueta do advogado se afastando, enquanto, em sua mente, surgiu a lembrança de uma vez em que Clara lhe implorou para comprar um carro para ela.

Na época, ela lhe deu muitos documentos para assinar, e ele, achando que eram relacionados à compra do veículo, assinou sem nem olhar.

Será que... foi naquele momento?

Clara foi audaciosa demais!

Bruno dirigiu para encontrar Clara, mas não a encontrou em lugar algum.

Achando que algo tinha acontecido com ela, correu para a casa de Clara e, sem querer, ouviu uma conversa entre os pais dela.

A mãe de Clara estava preocupada: "Será que há algum risco em enganar o Bruno desse jeito? E se ele descobrir?"

O pai de Clara a repreendeu por ser pessimista: "Você não viu como o Bruno ama a Clara desesperadamente? Mesmo que descubra, o que ele poderá fazer? Com a Clara lá, ela mesma nos protegerá. Além disso, fizemos isso para que ela pudesse se casar em uma família rica; não fizemos nada de errado."

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"Mas... essa estratégia de ajudar a Clara a falsificar que nós a vendemos para quitar dívidas funciona mesmo? O Bruno tem esposa, ele realmente estaria disposto a largar a própria mulher por causa da Clara?"

Bruno congelou instantaneamente.

O que eles estavam dizendo? Que aquela história de enviar a Clara para um homem velho para quitar dívidas era mentira?

O sangue subiu à cabeça; furioso, Bruno chutou a porta.

As pessoas lá dentro empalideceram no instante em que o viram.

"Sr. Bruno, como o senhor chegou aqui..." Antes que o pai de Clara terminasse, foi derrubado por um chute forte de Bruno.

Ele pisou na cabeça do homem e disse friamente: "É melhor você falar a verdade, caso contrário, hoje é o seu fim."

A mãe de Clara, aterrorizada, ajoelhou-se e implorou: "Sr. Bruno, como pode nos tratar assim? A Clara sabe que o senhor veio aqui?"

O pai de Clara ainda tentava negar: "Sr. Bruno, eu só estava falando besteira agora pouco, por favor, não leve a sério..."

A paciência de Bruno esgotou-se; ele esmagou o osso do pé do homem com um passo.

"Ah——"

O homem gritou de dor, rolando no chão como um cão morto.

A mãe de Clara se jogou no chão implorando por clemência, mas Bruno permaneceu indiferente e preparou-se para pisar no outro pé.

"Eu falo! Eu falo! Tenha piedade, Sr. Bruno!"

Bruno olhou para aquele casal no chão, sentindo um enjoo profundo.

"Na verdade... foi ideia da Clara! Eu estava cheio de dívidas, os credores apareceram, mas não tínhamos como pagar, então ela teve uma ideia."

"Ela disse que, se colaborássemos, ganharíamos imediatamente uma grande quantia para pagar as dívidas. Por isso encenamos aquela farsa de enviá-la para ser vendida, para que você pudesse interpretar o herói salvador da donzela..."

"Clara disse que você estava sempre indeciso entre ela e sua esposa, e que precisava te pressionar uma vez, para fazer você sentir pena e compaixão por ela, a ponto de nunca mais conseguir deixá-la."

Capítulo 10

Bruno sentiu um frio glacial no corpo.

Ele sempre achou que Clara era uma flor delicada e pura, inocente e bondosa, que sempre sofria nas mãos dos outros e que nunca quis machucar Alice.

Cada vez que estavam juntos, Clara parecia aterrorizada, com medo de que Alice soubesse.

Ele sentia-se culpado e queria tratá-la melhor; acreditava e concordava com tudo o que ela dizia.

Mas a realidade era o oposto do que ele pensava.

Afinal, quem era a verdadeira Clara?!

Até entrar no carro, as mãos de Bruno no volante não paravam de tremer.

Aquele homem que acusou Alice de suborná-lo para prejudicar Clara também agia sob ordens de Clara para incriminar Alice; tudo, do começo ao fim, foi uma encenação solitária dela.

Quando Alice foi trancada na gaiola de cães, aquele mastim tibetano era, na verdade, o menos agressivo, mas Clara o trocou secretamente por um extremamente perigoso.

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E aquela noite no bar, Clara disse ter recebido uma mensagem de Alice e foi assediada por marginais.

Mais tarde, ele ficou furioso porque Alice teria usado métodos tão vis contra Clara e, por isso, a puniu com água gelada...

No final, até aquela mensagem era falsa, forjada por Clara para incriminar Alice.

Ao pensar nisso, Bruno deu um soco no volante.

Ele lembrou-se daquela noite gélida, em que a abandonou nas montanhas. Com o vento e a chuva, ela caminhou descalça a noite inteira até chegar em casa, com os pés em carne viva.

O que ele tinha feito com Alice!

Um pânico avassalador tomou conta dele; Bruno sentiu seus olhos úmidos.

Ele e Alice eram apaixonados desde o ensino médio. Embora tenham ficado separados na faculdade, seus corações nunca vacilaram.

Ele não sabia quando exatamente tudo começou a mudar, mas, nas visitas dele, Alice sempre trazia a Clara, e as três acabaram se tornando grandes amigas.

Mas Bruno não imaginava que, em certa noite, desenvolveria sentimentos por Clara.

Ele fora visitar Alice, mas ela estava ocupada em uma atividade estudantil e pediu a Clara que fosse até lá se desculpar por ela.

Eles jantaram, Bruno estava deprimido, bebeu um pouco e a situação saiu do controle.

Acordou no quarto de hotel.

Clara disse calmamente: "Você estava bêbado ontem à noite. Vou fingir que nada aconteceu e não contarei à Alice."

Vendo-a fingir ser forte, Bruno cedeu.

A partir daquele dia, a relação deles mudou.

Quando Bruno começou seu negócio, Clara estava sempre lá, observando e incentivando, e, sem perceber, tornaram-se amantes.

Ao se casar com Alice, Bruno hesitou, não porque não a amasse, mas porque se sentia em dívida com Clara.

Clara o abraçava e dizia: "Não se preocupe, eu não ligo, contanto que você me ame."

Alice percebeu os sinais, mas não sabia quem era a outra mulher.

Bruno chegou a pensar em se divorciar, mas Clara o impediu, pedindo que ele implorasse perdão a Alice.

Em três anos de casamento, Bruno estava exausto. Não que não amasse Alice, mas a dedicação dela era excessiva, algo que ele não conseguia sustentar.

Todos diziam que o sucesso dele se devia à habilidade e virtude de Alice.

Essa semente cresceu em seu coração, criando um ressentimento contra a própria esposa.

Capítulo 11

O toque do celular quebrou o silêncio no carro.

Bruno atendeu e a voz cristalina de Clara soou: "Bruno, vi um apartamento perfeito para nós morarmos no futuro. Quer vir ver comigo?"

Ele apertou os dedos e riu friamente: "Você decide."

"Eu sabia que você é o melhor." Após uma pausa, ela perguntou sobre Alice.

"Bruno, você viu a declaração da Alice? Aquele certificado de divórcio... o que aconteceu? Por que foi tão de repente?"

"Você não sabe o que aconteceu com o certificado de divórcio?"

O silêncio do outro lado da linha tornou-se tenso: "Como eu saberia? Bruno, o que houve?"

Bruno não continuou; mandou que ela olhasse a casa e desligou.

Ao cair da noite, voltou para casa exausto.

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