《Além do Tempo: O Amor que Nunca Terminou》Capítulo 14

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De volta à Mansão Shi.

Sofia estava fazendo as malas às pressas.

Shi Qing entrou e franziu a testa ao ver as roupas espalhadas: “Para onde vai?”

“O mais longe possível de Yangcheng.”

Shi Qing empurrou a mala para baixo: “O casamento com os Bai é depois de amanhã. Quer destruir a família Shi?”

Sofia empurrou Shi Qing: “E daí? Agora eu vivo para mim.”

“Viver para si mesma?” Shi Qing riu friamente.

Sofia sentiu o olhar gelado do irmão: “Sem mim na família, você seria o herdeiro legítimo, não seria bom?”

“Você sabe o que acontece se não se casar?” Shi Qing disse, contendo a fúria.

Sofia, desdenhosa: “Não pode ser nada demais.”

“Você acertou em um ponto: a família Shi está falindo. Se você não se casar com os Bai, eles não investirão em nós.”

As palavras de Shi Qing foram como uma bomba, deixando Sofia paralisada.

“Fique em casa. Assim que se casar, direi a nossos pais para não te restringirem mais.”

Ele saiu e trancou a porta. Sofia, ouvindo o barulho, teve o coração congelado e cravou as unhas na palma da mão até sangrar.

Após cuidar de Lívia, Pedro voltou à empresa, sombrio, e encontrou Xu Chen.

“Descobriu?”

“Encontrei vídeos de vigilância, mas isso pode envolver a família Shi.” Xu Chen mostrou o vídeo no computador.

Ao ver um Bentley rosa aparecer na tela, o rosto de Pedro ficou gélido.

“Consegue identificar quem é?”

Xu Chen deu zoom. O rosto de Sofia apareceu na tela.

“Pedro… o que fazemos?”

“Mesmo que tenha que revirar a família Shi de cabeça para baixo, encontre-a!”

Capítulo 30: Desespero

Duas da manhã, Aeroporto de Yangcheng.

Sofia, vestindo um sobretudo preto, máscara e boné, caminhava em direção à área de inspeção de segurança. No momento em que tirou a máscara, foi imediatamente imobilizada por pessoas atrás dela.

O homem atrás dela falou no microfone: “Notifiquem o Sr. Pedro, a pessoa foi capturada.”

A notícia da prisão de Sofia chegou aos ouvidos de Pedro instantaneamente.

“Certo, entendi. Mantenham-na sob custódia, estou indo para aí agora.” Após dizer isso em voz baixa, Pedro levantou-se para sair.

Mas o leve ruído despertou Lívia, que tinha um sono leve.

“O que houve?” Lívia ergueu a cabeça com os olhos avermelhados.

Ultimamente, ela estava em colapso; mesmo tomando remédios para dormir, seu sono era muito superficial.

Pedro suavizou a voz: “Xu Chen disse que capturaram o motorista responsável pelo acidente, é a Sofia. Estou indo lá verificar.”

Lívia despertou completamente e lutou para se levantar: “Eu também vou.”

Pedro, sabendo que não a venceria, pegou um casaco, vestiu-o em Lívia e saiu com ela.

Em um armazém abandonado nos arredores da cidade.

Quando Lívia e Pedro chegaram, Sofia estava trancada em uma sala escura.

Ao abrir a porta, ouviram-se xingamentos vindos de dentro.

“Vocês todos deveriam morrer! Quem ficar no meu caminho deve morrer!”

Lívia entrou e viu Sofia sentada em um canto com o cabelo desgrenhado. Ao lembrar da morte de sua mãe, sentiu um desejo incontrolável de esfaqueá-la.

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“Sofia, como você pôde fazer algo tão desumano?”

Ao ouvir a voz, Sofia levantou a cabeça e riu friamente: “Como? Quer se vingar de mim?”

Lívia reprimiu a tempestade que rugia dentro de si, com as mãos cerradas e o corpo tremendo de raiva.

“Você não tem medo do castigo divino? Pessoas como você deveriam ir para o inferno!” Lívia rugiu com a voz rouca.

“Ir para o inferno, e daí? A propósito, tenho que te contar: o acidente de carro do Pedro também foi obra minha.”

Sofia riu de maneira sinistra, com o olhar fixo em Lívia como o de uma serpente venenosa. Ela observava a agonia de Lívia e gargalhava, como uma louca.

“Lívia, você também sente dor no coração? Quando vocês destruíram minhas esperanças, vocês sabiam o quanto eu estava desesperada?”

“Vocês não entendem nada. Agora, vou deixar você sentir o gosto do desespero.” Sofia, com os cabelos despenteados, parecia um demônio.

Pedro aproximou-se e abraçou Lívia: “Lívia, não há nada para falar com esse tipo de pessoa, não fique brava.”

Lívia, no entanto, acalmou-se de repente.

“Entregue-a à polícia, que a lei decida.” Lívia não quis mais olhar para Sofia e virou as costas.

Meio mês depois.

No julgamento em tribunal.

“Proferimos agora a sentença em primeira instância: considerando que Sofia fugiu após o acidente, causando a morte da vítima, e que seu comportamento constitui o crime de acidente de trânsito com agravantes, é condenada à prisão perpétua.”

Com a batida do martelo do juiz, o julgamento de Sofia chegou ao fim.

“Haha, hehehahahaha.” Sofia começou a rir alto.

As pessoas presentes franziram a testa, sem entender o que ela faria.

“Eu não fiz nada de errado, por que eu estaria errada? Foram vocês que me forçaram, vocês é que deveriam estar na prisão!” Sofia gritava, lutando e agindo com extrema agitação emocional.

Lívia, sentada no lugar da acusação, mantinha uma calma que nunca demonstrara antes. Ela apenas observava Sofia gritando como uma louca, tendo perdido toda a sua elegância habitual.

Após o fim do julgamento, Lívia saiu do tribunal. No momento em que atravessou a porta, a neve começou a cair sobre seus ombros.

Com os olhos marejados, ela deu um sorriso amargo: “Mãe, foi você quem voltou para me ver?”

A neve tornou-se mais intensa, cobrindo toda a superfície de Yangcheng e escondendo o final de todas as histórias.

Capítulo 31: Papai Noel

Dizem nos livros que, se você sussurrar o nome da pessoa amada três vezes antes de dormir, ela sentirá o mesmo amor.

Por isso, desde o início do namoro até a separação, Lívia sussurrava o nome de Pedro três vezes todas as noites. Ela queria que ele soubesse que, não importava quando ou onde, ela estaria sempre pensando nele, mesmo que não fossem mais um casal.

Véspera de Natal, 19 horas.

Lívia recebeu um telefonema de Pedro, cuja voz soava animada.

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“Saia.”

“Por quê? Estão três graus negativos lá fora, eu não vou sair!” Lívia enrolou-se no xale, recusando de imediato.

“Apenas abra a porta e saia um pouco, sério, Lívia.” Pedro suavizou o tom.

Lívia, ao ouvir aquele tom suave, sentiu sua defesa desmoronar e rendeu-se: “Está bem, está bem, espere um pouco, já estou saindo.”

Ela se preparava para sair, quando Pedro falou novamente ao telefone:

“Lembre-se de colocar um casaco.”

“Já sei, vou colocar.” Lívia pegou um suéter longo de lã branca no guarda-roupa, vestiu-o rapidamente e correu para a porta.

Ao abrir a porta, ficou chocada com a cena.

Em meio à neve branca, havia uma árvore de Natal gigantesca, cada camada iluminada por pequenas luzes, e a árvore estava cercada de presentes. Ao lado dela, Pedro estava vestido de Papai Noel.

Lívia caminhou pela neve até Pedro. Ao ver a ponta do nariz dele congelada de frio, sentiu um aperto no peito: “Você é um idiota? Nem sabe entrar quando está frio?”

“Eu vim cumprir uma promessa.” Os olhos de Pedro brilhavam de forma incrivelmente bela.

“Promessa?” Lívia estava confusa.

Pedro amarrou o cachecol vermelho que usava em Lívia e respondeu enquanto o ajeitava: “A promessa do seu aniversário de vinte anos, sua boba.”

Ao ouvir sobre o aniversário de vinte anos, Lívia lembrou-se do “compromisso”. Foi quando ela completou vinte anos e escreveu um desejo num bilhete, colocando-o numa garrafa e atirando-a no lago artificial da faculdade. Seu desejo era ver a neve com Pedro todos os anos, até que ficassem grisalhos.

“Você não foi pescar aquela garrafa no lago, foi?” Lívia arregalou os olhos, surpresa.

O lago artificial era enorme; buscar algo lá não era tarefa simples.

Pedro não respondeu, apenas manteve o olhar fixo em Lívia. Ele valorizava cada segundo em que podia olhá-la.

Ao ver que ele não negava, Lívia não soube o que dizer, sentindo apenas um calor imenso no coração. O rapaz que ela amava a amava cada vez mais em dobro.

Nesse momento, Pedro espirrou. Lívia, então, puxou-o apressada para dentro de casa para se aquecer.

Mas, na manhã seguinte, Pedro estava com uma gripe forte e febre alta, acabando por ser internado no hospital.

Após entregar a papelada, Lívia voltou ao quarto. Pedro já dormia. Para não acordá-lo, ela caminhou levemente e sentou-se na cadeira ao lado da cama.

Lívia observava silenciosamente seus olhos e seus lábios; cada parte de Pedro era algo que ela amava.

Após a febre baixar, Pedro acordou vagarosamente e percebeu, ao despertar, que sua mão estava sendo segurada firmemente por Lívia, que havia adormecido.

Ouvindo a respiração serena de Lívia, Pedro sentiu uma paz inexplicável.

Lá fora, o vento frio soprava, mas dentro do quarto, a temperatura era reconfortante.

Capítulo 32: À espera de quem não volta

Na vida, encontramos muitas pessoas diferentes, mas poucas permanecem ao nosso lado até o fim.

Cafeteria “Memória”.

Já era o início da primavera do segundo ano quando Lívia e Fernanda visitaram o lugar novamente. A dona da cafeteria já estava grávida.

“Faz tempo que não as vejo. Como estão?” a dona cumprimentou-as com sua habitual hospitalidade.

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