《Além do Tempo: O Amor que Nunca Terminou》Capítulo 6

PUBLICIDADE

O homem ficou nervoso ao ver as lágrimas dela e entregou o aparelho sem dizer nada.

Lívia discou o número de Pedro, rezando para ouvir a voz dele.

Mas o que ouviu foi apenas o aviso de que o número não podia ser contatado.

O aviso sonoro do aeroporto anunciou: “Passageiros do voo Airbus A15, por favor, preparem seus pertences e dirijam-se ao portão 9 com seus cartões de embarque.”

Ao ouvir o anúncio de que o voo partiria em breve, Lívia jogou o cartão de embarque no chão sem hesitar.

Ela virou-se e correu para fora do aeroporto, parando um táxi.

“Motorista, eu vou…” as palavras de Lívia ficaram entaladas na garganta.

O motorista virou-se: “Senhorita, para onde você vai?”

Lívia ficou paralisada, sentindo um desamparo absoluto.

É verdade. Onde ela encontraria Pedro?

“Senhorita, para onde você vai afinal? Não me faça perder tempo.” O motorista estava ficando impaciente.

Lívia permaneceu em silêncio por um longo tempo, até que ouviu o som de uma ambulância ao longe.

“Ti-tão, ti-tão—”

Ao ouvir a sirene, o coração de Lívia disparou: “Motorista, o que aconteceu ali na frente?”

“Ali? Acabou de acontecer um acidente de carro com explosão. O dono do Maybach morreu no local.”

Ao ouvir a palavra “Maybach”, o coração de Lívia se contraiu violentamente.

Não, não pode ser. Não é só Pedro que dirige um Maybach naquela cidade. Não pode ser ele.

Ela negava repetidamente, mas seu coração entrava em pânico, fora de controle.

“Motorista… por favor, me leve até o local do acidente.” A voz de Lívia tremia incontrolavelmente ao dizer isso.

O motorista a observou com estranheza: “Tem certeza, senhorita? A cena de um acidente é muito sangrenta.”

Lívia assentiu com firmeza, sem responder.

O motorista não disse mais nada e arrancou com o carro.

A dez metros do local, o motorista parou: “Senhorita, não consigo passar daqui. Você terá que seguir a pé.”

Lívia, com o rosto pálido, pagou a corrida e desceu.

À frente, ela viu uma multidão aglomerada. O barulho das vozes impedia que ela entendesse qualquer coisa.

Apesar da curta distância, cada passo parecia pesar toneladas.

Quando conseguiu se espremer entre a multidão, ela viu peças de carro espalhadas por todo o lado. O carro que causou o acidente estava distorcido, e do Maybach, restavam apenas destroços carbonizados.

“A identidade da vítima foi confirmada?” perguntou um policial veterano.

“Na carteira, só encontramos uma foto rasgada ao meio. A parte do homem foi queimada, só dá para ver a mulher.”

O policial mais jovem entregou o saco com a foto ao veterano.

Lívia estava ao lado deles. No momento em que viu a foto, seu mundo inteiro pareceu apertar o botão de pausa.

Aquela era a foto dela com Pedro no dia da formatura!

Seu coração virou de cabeça para baixo naquele instante, atingido por uma tempestade violenta que estilhaçou tudo o que ela era.

PUBLICIDADE

Lívia segurou a mão do policial, com os olhos vermelhos e as emoções fora de controle.

Ela abriu a boca, mas não conseguiu emitir um único som.

Essa sensação mergulhou Lívia em um desespero ainda mais profundo. Ela apenas apontou para a foto e depois para si mesma.

O policial veterano franziu a testa, olhou para a foto e depois para Lívia: “Você está dizendo que é a pessoa na foto?”

Lívia assentiu rapidamente, com os olhos marejados.

Após a confirmação dos policiais, Lívia foi levada à delegacia para prestar depoimento.

Como não conseguia falar, ela escreveu uma frase no papel.

“Por favor, ele ainda não foi encontrado?”

Ao entregar o papel ao policial, ele suspirou com expressão grave.

“Senhorita, não há nenhuma possibilidade de sobrevivência para o Sr. Pedro. Só podemos fazer o possível para encontrar seus restos mortais.”

Capítulo 12: Afasia

A cor sumiu por completo do rosto de Lívia, suas pupilas se dilataram e todo o seu corpo começou a tremer.

Sem nenhuma possibilidade de sobrevivência.

Essas palavras soaram como um trovão ensurdecedor, forçando-a a cobrir os ouvidos.

Um gosto amargo e metálico subiu por sua garganta. A consciência de Lívia vacilou e ela desabou pesadamente no chão.

Quando Lívia recuperou a consciência, já estava deitada em um quarto de hospital.

O quarto vazio emanava uma frieza cortante.

No momento em que ela se esforçou para se levantar, a porta foi subitamente aberta por Fernanda.

Por um instante, o brilho voltou aos olhos opacos de Lívia.

Ela tentou abrir a boca para perguntar sobre Pedro, mas, por mais que se esforçasse, não conseguia emitir um único som.

No final, Lívia só pôde fitar Fernanda com um olhar fixo.

Ao ver a expectativa nos olhos de Lívia, Fernanda, pela primeira vez, não soube como responder.

Ela não sabia como revelar a verdade cruel de forma tão crua.

“Coma alguma coisa primeiro, Livi. O médico disse que isso é uma afasia temporária e que você vai melhorar”, disse Fernanda, tentando parecer casual enquanto servia uma tigela de canja e se aproximava da cama.

Lívia balançou a cabeça. Quanto mais Fernanda evitava a pergunta, mais o coração de Lívia entrava em pânico.

Fernanda suspirou, impotente, com as sobrancelhas franzidas: “Livi… não pergunte mais nada.”

Observando o olhar esquivo de Fernanda, Lívia já tinha adivinhado a maior parte da verdade.

Ainda assim, não desistindo, ela segurou a mão de Fernanda com força, os olhos brilhando com lágrimas.

Por fim, Fernanda cedeu. Após vários suspiros profundos, ela finalmente falou: “A polícia já encontrou o corpo do Pedro…”

Dito isso, Fernanda abaixou a cabeça, incapaz de encarar Lívia.

Lívia paralisou. A dor parecia ter rasgado seu coração vivo, fazendo lágrimas escorrerem sem parar.

Ela desejava liberar todo o sofrimento que sentia, mas, agora, nem mesmo um choro conseguia escapar de sua garganta. Só lhe restava bater desesperadamente no próprio peito com as mãos.

PUBLICIDADE

Somente assim ela sentia que a dor poderia diminuir.

Para Lívia, um mundo sem Pedro era um mundo sem vida.

Yangcheng, para ela, já era uma cidade morta.

À noite.

Deitada na cama do hospital, Lívia passava o tempo todo online, procurando notícias sobre Pedro.

Ela esperava, esperava que ele aparecesse para desmentir tudo, que ele próprio dissesse que estava vivo.

Mas, no fim, tudo o que Lívia obteve foi a notícia do funeral de Pedro.

Cemitério de Chengnan.

Vestida de preto, Lívia permanecia silenciosa em um canto pouco visível.

Ela esperava. Esperava a partida da mãe de Pedro e de seu grupo.

Lívia observava a mãe de Pedro chorar alto diante da lápide, com uma demonstração de emoção excessiva.

“Meu filho… Pedro, como você pôde ser tão cruel a ponto de deixar sua mãe e partir?”

Lívia continuou onde estava, fixando o olhar na mulher.

O estranho era que, apesar de a mãe de Pedro chorar mais alto que qualquer um, Lívia não viu uma única lágrima em seu rosto.

A mulher permanecia elegante e luxuosa, com sua maquiagem intacta.

Dez minutos depois, amparada por Sofia, a mãe de Pedro levantou-se. As duas saíram do cemitério de braços dados, seguidas por uma multidão de guarda-costas.

Só quando teve certeza de que não havia ninguém por perto, Lívia aproximou-se da lápide.

Ao fitar o sorriso imponente de Pedro na foto, ela sentiu os olhos arderem novamente.

Como foi cruel… usou cada tática para forçá-la a ceder, derrubou suas defesas passo a passo, apenas para deixá-la sozinha neste mundo ao final.

Dizem que, quando dois amantes se separam, aquele que fica é sempre quem sofre a solidão mais profunda.

Lívia tornou-se essa pessoa.

Ela permaneceu ali, diante da lápide, com as lágrimas encharcando seu rosto sem cessar.

Só quando o céu começou a chover é que Lívia se afastou lentamente. Cada passo parecia carregar o peso de mil quilos.

Lívia não voltou ao hospital; foi para casa.

Ao abrir a porta, viu as luzes da sala acesas e sua mãe curvada, limpando os móveis.

Vendo a figura ocupada da mãe, Lívia aproximou-se e abraçou-a suavemente.

A mãe parou, surpreendida, mas relaxou ao ver que era a filha: “Uma moça grande como você, por que está agindo como se fosse criança de novo?”

Lívia fungou, balançando a cabeça com os olhos vermelhos.

Aquela noite parecia-se com a noite da separação, há sete anos, quando ela chorava nos braços da mãe.

A única diferença é que, naquela época, tratava-se de um término; desta vez, era a separação definitiva entre a vida e a morte.

Capítulo 13: A chegada tardia

A morte de Pedro causou um alvoroço em Yangcheng.

As pessoas especulavam sobre o futuro do Grupo Pedro após perder seu único herdeiro.

Diferente das especulações externas, a reunião de acionistas da empresa era um caos.

“Agora que o Pedro morreu, você quer chutar a escada? Nem pense nisso!”

Um diretor jogou o contrato de transferência de ações no chão, olhando ferozmente para a mãe de Pedro.

Ela sorriu, imperturbável: “A harmonia é que traz lucro. Por que se esforçar tanto?”

Ao dizer isso, ela pausou propositalmente, percorrendo os outros diretores com o olhar, antes de exibir um sorriso radiante.

“Além disso, não estou forçando ninguém a vender ações. Todos sabem que as ações do Grupo Pedro despencaram. O Grupo Shi está disposto a comprar por um preço alto agora, não seria isso uma boa notícia?”

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia