《Engano Fatal: Os Segredos dos Bilionários》Capítulo 7

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Ela tinha certeza de que Arthur não abandonaria seu pai, ela tinha certeza de que ele voltaria para o seu lado.

Mas esqueceu que o destino é irônico.

O que deve ser perdido não pode ser segurado, não importa o quanto ela se esforce.

Com uma expressão obsessiva, ela agarrou o pijama de Arthur e inalou profundamente, antes de fechar os olhos satisfeita.

“Arthur, preparei uma grande surpresa para você desta vez; você ficará muito feliz quando vir.”

Mas no segundo seguinte, um toque abrupto de telefone interrompeu seu devaneio.

Ao ver o nome da assistente no visor.

Ela deu um sorriso triunfante, pensando que a eficiência dela era notável.

Porém, assim que a assistente falou, ela foi atirada ao inferno.

“Diretora Lin, o pai do Sr. Arthur... faleceu.”

Beatriz sentou-se bruscamente, seus dedos cravados no celular ficando arroxeados, sua voz cheia de descrença.

“Como é possível? Eu claramente enviei alguém...”

Ela cerrou os dentes com força, seus olhos emanando uma fúria avassaladora.

“Vá investigar agora, qual idiota fez isso?!”

O outro lado ficou em silêncio por um longo tempo, até que a assistente suspirou com hesitação.

“Foi a senhora. Diretora Lin, as gravações mostram que foi a senhora quem expulsou pessoalmente o velho Sr. Ho do quarto do hospital.”

Capítulo 13

Thump—

Beatriz parecia ter sido esvaziada de sua alma, caindo desamparadamente no chão.

Como assim?! Como pôde ter sido ela mesma?

A cena daquele dia, levando aquela pessoa ao hospital, passou pela sua mente.

Seu peito apertou-se subitamente; um remorso avassalador tomou conta de todo o seu corpo, estrangulando-a como trepadeiras.

Não era como se ela não soubesse.

Arthur odiava profundamente a mãe e já havia cortado relações com ela.

O pai era o único parente que ele tinha no mundo.

Antigamente, ela o ameaçava usando o pai.

A segurança que ela sentia, mesmo quando ele pedia o divórcio, vinha toda do fato de ter o pai dele em suas mãos.

Ela pensava que, enquanto o pai dele estivesse sob seu controle, mesmo que ele a odiasse ou culpasse, ele acabaria obedientemente ao seu lado.

Mas agora, foi ela quem causou diretamente a morte do pai dele.

Se Arthur soubesse disso, o quanto ele a odiaria...

Seu coração parecia ter sido arrancado por alguém, sangrando de dor.

Ela se levantou com esforço, fechou os olhos, sua voz rouca e dilacerante.

“Encontrem-no, não importa onde Arthur esteja, tragam-no de volta inteiro!”

“Mesmo que tenham que amarrá-lo, tragam-no de volta!”

Ao ouvir isso, a assistente do outro lado da linha respondeu prontamente.

“Sim, patroa.”

A assistente fez uma pausa, sua voz com um toque de hesitação.

“Além disso, Diretora Lin, acabei de ver a ex-esposa daquela pessoa.”

Ao ouvir o nome dele, Beatriz franziu a testa imperceptivelmente, impaciente.

“Por que mencionar ele? Só me importo com Arthur —”

A assistente olhou para a silhueta não muito distante e balançou a cabeça.

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“A situação é muito complexa para explicar por telefone, a senhora... deveria vir ver pessoalmente.”

Embora confusa, Beatriz obedeceu.

Ao chegar ao hospital.

Seguindo a direção apontada pela assistente, ela viu uma mulher, a quem só restava a parte superior do corpo, ajoelhada na beira da estrada pedindo esmolas.

Mesmo com sua mente profunda, Beatriz não pôde evitar ficar atônita ao ver aquela cena.

Não era como se ela nunca tivesse visto a ex-esposa daquela pessoa.

Não era alguém extremamente calculista, mas certamente não deveria ter chegado a tal ponto de miséria.

A mulher que pedia esmolas claramente a viu também; sua expressão mudou e, de cabeça baixa, ela se apressou a partir com suas muletas.

“Pare!”

Beatriz caminhou rapidamente para detê-la, seu tom era de incredulidade.

“Você não tinha levado todos os bens e fugido para o exterior com o segurança, como —”

A mulher parou seus passos, sua voz carregada de um ódio profundo e inconformismo.

“Foi aquele desgraçado que disse isso a vocês?”

Beatriz franziu a testa.

“O que significa? Não foi você quem traiu e forçou aquela pessoa a sair de casa sem nada?”

“Claro que não!”

O corpo mutilado da mulher tremia levemente de raiva, seus olhos emanando um frio que fazia gelar a espinha.

“Tudo o que tenho hoje é culpa daquele desgraçado!”

“Quando peguei ele na cama com outra mulher, ele não apenas não se arrependeu e se aliou àquela amante para roubar todo o patrimônio, me transformando nesse ser humano que não é nem pessoa nem fantasma, como agora ainda tem a cara de pau de dizer que fui eu quem traiu!”

O coração de Beatriz estremeceu violentamente; seus lábios tremiam, incapazes de pronunciar uma única palavra.

A mulher não percebeu a palidez repentina em seu rosto e continuou falando.

“Aquele homem tem um coração de serpente; ouvi dizer que depois ele seduziu até a mãe de Arthur. Srta. Lin, a senhora deve ter cuidado.”

O silêncio era absoluto.

Beatriz ficou estupefata por um longo tempo, até que uma risada amarga e dilacerante escapou de sua garganta.

Era isso...

Que desespero, que falta de opções, tudo aquilo era mentira daquele desgraçado!

Uma raiva avassaladora encheu todo o seu peito, queimando seus olhos e deixando-a tonta.

Ela cerrou os punhos com força, respirou fundo para manter a sanidade à beira do colapso e chamou a assistente com frieza.

“Vamos para a casa dele agora.”

Dizendo isso, como se tivesse se lembrado de algo, um sorriso frio e enigmático cruzou seus lábios.

“Além disso, vá fazer mais uma coisa por mim.”

Capítulo 14

Tiago estava em casa assistindo televisão.

No momento em que viu Beatriz.

Ele quase saltou de onde estava, com um brilho de excitação nos olhos.

— Beatriz! Eu sabia que você não teria coragem de se separar de mim. Você pensou bem, não é?

Beatriz curvou os lábios.

— É, pensei bem.

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Um sorriso sarcástico surgiu no canto de sua boca, mas seus olhos estavam gelados, sem um pingo de calor.

— Da última vez eu te deixei irritado, então desta vez trouxe um presente especial para você.

Ao ouvir isso, Tiago ficou imediatamente radiante, abraçando-a com entusiasmo.

— Por que tanta gentileza...

Beatriz o empurrou para longe discretamente e mencionou como se não quisesse nada.

— Arthur se divorciou de mim, então o cargo de genro da família Lin está vago.

— Sério?!

Os olhos de Tiago brilharam instantaneamente, cheios de astúcia.

— Beatriz, não se preocupe, vou me divorciar daquela velha maldita imediatamente, e assim poderemos ficar juntos legitimamente!

— Pode ser.

Beatriz o empurrou, entrou diretamente e se recostou no sofá, balançando sua taça de vinho calmamente.

— No entanto, você está com minha sogra há alguns anos. Você não tem nenhum sentimento por ela? Vai simplesmente descartá-la assim?

Tiago apressou-se a explicar, esquecendo até mesmo a fachada de pessoa pura e desapegada que costumava manter.

— Não! Eu não amo aquela velha maldita!

— Se ela não tivesse me forçado, eu nunca teria me casado com ela. Você não tem ideia, sinto nojo só de olhar para ela. Toda vez que ela me toca, preciso tomar mais de dez banhos.

O movimento de Beatriz com a taça parou, uma sombra passou rapidamente por seus olhos.

— É mesmo?

— Com certeza, Beatriz!

Tiago não percebeu o significado profundo de suas palavras e tentou se defender apressadamente.

— Do início ao fim, a única que amei foi você. Não se esqueça, aquelas três crianças são todas do seu sangue.

— Bem dito!

Beatriz riu incontrolavelmente.

Ela o empurrou friamente, seu olhar direcionando-se significativamente para fora da porta.

— Sogra, a senhora... ouviu tudo claramente?

No momento em que ela terminou de falar, toda a cor sumiu do rosto de Tiago. Seu corpo tremia incontrolavelmente, e ele gaguejou por um longo tempo antes de conseguir soltar algumas palavras.

— Beatriz, você... o que você quer dizer com isso?

Mas, antes que ele terminasse, um rugido abafado de fúria absoluta ecoou lá fora.

— Seu verme!

A mãe de Huo, com o rosto vermelho de raiva, entrou correndo e desferiu um tapa forte no rosto de Tiago!

— Eu fui tão boa para você! Tudo bem você me desprezar, mas você se meteu com minha nora e me colocou esses chifres enormes!

Tiago caiu no chão com o impacto, metade de seu rosto inchado e irreconhecível.

Ele estava apavorado, seu corpo tremendo sem parar.

— Querida, me deixe explicar, não é assim, eu não —

— Cuspo em você!

A mãe de Huo, com a expressão sombria, chutou-o e cuspiu nele com desprezo.

— Vagabundo nato! E ainda tem a cara de pau de dizer que fui eu quem te forçou. Por que você não conta para os outros como você se despiu e subiu na cama para me seduzir na época!

— Vou bater até você morrer, seu sem-vergonha!

Dito isso, ela agarrou o cabelo de Tiago e começou a espancá-lo com socos e chutes.

Tiago gritava sem parar e logo estava cheio de hematomas.

Ele não sabia de onde tirou forças, mas conseguiu se soltar do controle da mãe de Huo e se jogou nos braços de Beatriz, implorando.

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