《Engano Fatal: Os Segredos dos Bilionários》Capítulo 2

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Arthur sentiu o fôlego faltar e entendeu tudo em um instante.

Não era de se espantar que, nos últimos sete anos, Tiago tivesse trazido três crianças para a família.

Diziam que eram seus irmãos mais novos, adotados sob o nome dele apenas para garantir que a mãe de Arthur fosse cuidada na velhice.

Mas, na verdade, aquelas três crianças eram frutos da traição entre ele e Beatriz!

O peito de Arthur parecia estar sendo apertado por mãos invisíveis, sufocando-o.

— Transar com os outros também é pagar pelos meus pecados? Beatriz, você não tem nojo de si mesma?

Beatriz fechou a cara e estava prestes a avançar.

Nesse momento, uma enfermeira passava carregando um frasco grande com um líquido.

— Cuidado, todos! Isso aqui contém um ácido corrosivo, se encostar em alguém, pode ser fatal...

Mas antes que ela terminasse, Tiago de repente tropeçou e colidiu violentamente contra ela!

A enfermeira estremeceu, e o líquido do frasco voou diretamente em direção a ele!

— Tiago!

A expressão de Beatriz mudou drasticamente; por puro reflexo, ela puxou Arthur e o empurrou para a frente com força!

Arthur nem teve tempo de reagir antes que o líquido frio e corrosivo banhasse todo o seu braço!

A pele queimou instantaneamente, revelando a carne viva. Uma dor indescritível e lancinante tomou conta de cada nervo!

— Aaaah...

Ele se encolheu no chão, rolando de agonia, com apenas soluços dolorosos saindo de sua garganta.

Ele reuniu todas as suas forças para levantar a cabeça e pedir socorro.

Mas o que viu foi Beatriz abraçando Tiago para acalmá-lo.

— Tiago, não tenha medo. Comigo aqui, nunca vou deixar nada acontecer com você...

A última centelha de esperança em seu coração se desfez naquele momento.

Um sorriso amargo curvou seus lábios, enquanto as lágrimas deslizavam primeiro.

Ninguém se lembrava de que, anos atrás, na noite em que ele foi encurralado por agressores em um beco.

Ela lhe disse a mesma coisa, prometendo protegê-lo para sempre.

Mas agora, todas aquelas cicatrizes em seu corpo foram causadas por ela.

Ao abrir os olhos novamente, ele viu o quarto de hospital branco e pálido.

Vindo do lado de fora, ouviu a voz de Beatriz, propositalmente abaixada.

— Curem-no a qualquer custo! Se algo acontecer com Arthur, não pensem que este hospital continuará aberto!

Arthur ouviu em silêncio e, ao pousar o olhar sobre seu braço totalmente enfaixado, um sorriso de autocomiseração curvou seus lábios.

Ele pegou o celular na cabeceira e redigiu uma mensagem.

— Professor, aceito a proposta de especialização no exterior que o senhor mencionou.

A resposta veio rapidamente.

— Ótimo. Em uma semana, quando eu concluir a papelada, enviarei alguém para buscá-lo.

Capítulo 3

Quando Beatriz entrou e seus olhares se cruzaram, a testa franzida dela se suavizou imediatamente, seu rosto transbordando alívio por ele ter sobrevivido.

— Arthur, você finalmente acordou, eu...

Arthur não disse nada, apenas evitou o toque dela inconscientemente.

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Beatriz olhou para a própria mão vazia e ficou atônita por um momento.

O clima ficou tenso e, após um longo silêncio, ela suspirou imperceptivelmente.

— Arthur, eu sei que você se sentiu injustiçado, mas você é independente e sensato. Nesses sete anos sem mim, você não viveu muito bem?

Não havia o menor vestígio de culpa em seu rosto; seu tom era apenas de uma desculpa preguiçosa para apaziguar a situação.

— Mas Tiago é diferente. Ele não sabe fazer nada, está sozinho e indefeso na família. Sem mim, ele não consegue sobreviver...

Arthur soltou uma risada, mas seu nariz ardeu intensamente.

Então era assim que ela pensava.

Mas... será que ele realmente viveu bem?

Ao lembrar do diagnóstico de depressão grave escondido na gaveta, das cicatrizes horrendas e nojentas nos pulsos, das noites intermináveis em que, à beira da morte, foi levado às pressas para a emergência...

Suas pálpebras tremeram e ele mordeu os lábios com força para segurar as lágrimas.

Nesse momento, um barulho veio da porta do quarto.

— Arthur, vim te ver.

Tiago estava parado na porta, inseguro, com a voz embargada.

— A culpa é toda minha, por ser tão bobo e não saber fazer nada direito, acabando por te levar a esse estado.

Enquanto falava, ele levantou cautelosamente a garrafa térmica que segurava.

— Eu fiz uma sopa para você, por que não bebe um pouco para se fortalecer?

Arthur conteve a raiva, prestes a mandá-lo embora.

— Tiago, sua mão!

Beatriz agarrou a mão de Tiago, que estava vermelha e escaldada, a calma que ela mantinha ao enfrentar Arthur desaparecendo instantaneamente, seus olhos cheios de preocupação.

Arthur observava tudo em silêncio, sem expressar emoção no rosto, mas suas unhas, cravadas nas palmas das mãos ao lado do corpo, se quebraram, e gotas de sangue pingaram no chão.

Antigamente, Beatriz era assim com ele, bastava ele arranhar a pele levemente.

Ela ficava tão preocupada que, durante a noite, ordenava que cobrissem todos os cantos da mansão com tapetes de lã importada.

Mas, sete anos depois, aquele tapete antigo estava surrado e desgastado.

E nos olhos dela, ele já não existia mais.

Ele respirou fundo e disse friamente:

— Aqui não é um hotel. Se querem namorar, saiam daqui e não me deem nojo.

O rosto de Tiago empalideceu, e ele correu até ali, desajeitado, tentando se explicar.

— Arthur, eu não...

Mas, em um canto onde ninguém via, a sopa quente que ele segurava foi derramada justamente sobre o ferimento de Arthur, que acabara de ser enfaixado!

— Ssss!

Arthur engoliu o ar de dor e, instintivamente, afastou a mão.

Com um estrondo violento!

Tiago caiu no chão junto com a garrafa térmica, espalhando sopa por toda parte!

— Aaaah!

Ele soltou um grito de dor, com bolhas terríveis surgindo em sua mão.

As pupilas de Beatriz se dilataram; ela correu e o abraçou, virando-se para encarar Arthur com uma fúria avassaladora.

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— Arthur, o que deu em você?!

Arthur reprimiu o nó na garganta, prestes a se explicar.

Mas Tiago puxou a bainha da roupa de Beatriz, fingindo uma magnanimidade forçada.

— Está tudo bem, Beatriz.

— A culpa já era minha, tudo o que eu devo ao Arthur... se isso o faz se sentir melhor... esse pequeno ferimento não é nada.

Beatriz puxou Arthur da cama com o rosto fechado, rangendo os dentes.

— Tiago ficou com as mãos cheias de bolhas só para fazer uma sopa para você, é assim que você retribui a ele?!

Arthur queria se explicar, mas ao ver o desprezo e a certeza nos olhos dela, sua garganta estava tão seca que ele não conseguia emitir som algum.

Mesmo que explicasse, de que serviria?

Ele sorriu de lado, erguendo os olhos para encará-la diretamente.

— Feita por um amante, só de olhar me dá vontade de vomitar.

— Está com nojo, é?

Beatriz estava tão irritada que seu peito subia e descia violentamente, seu tom era frio como gelo.

— Então, hoje eu faço questão que você beba tudo!

— Alguém, segure-o e obrigue-o a beber toda a sopa do chão, sem deixar nem uma gota!

Capítulo 4

Assim que ela terminou de falar, Arthur foi segurado à força pelo queixo por vários seguranças!

O líquido sujo, misturado com cacos de vidro, foi despejado em sua garganta, gole após gole!

Uma dor lancinante explodiu em sua boca; seu esôfago parecia estar sendo rasgado vivo!

Ele se encolheu no chão de dor, com água suja e sangue escorrendo pelas bochechas até o chão, em um estado miserável.

Mas antes que pudesse respirar, uma asfixia avassaladora subiu subitamente, e seu corpo coçava como se milhares de formigas estivessem rastejando sobre ele!

Ao olhar para os pedaços de peixe que restavam no cobertor térmico.

O coração de Arthur disparou, e um frio gelado percorreu todo o seu corpo.

Tiago sabia muito bem que ele era alérgico a frutos do mar...

Sua visão escureceu, e ele já não tinha forças nem para pedir socorro.

Beatriz franziu a testa ao encará-lo, seus olhos parecendo vacilar com compaixão, e ela estava prestes a caminhar até ele.

Tiago, no entanto, segurou os cabelos de repente e soltou um grito de dor.

— Beatriz, eu não estou me sentindo bem...

A expressão de Beatriz mudou drasticamente; no mesmo instante, ela mudou a direção, pegando-o no colo e correndo para fora.

— Médico! Chamem um médico rapidamente!

Arthur olhou para a silhueta que desaparecia na porta; o som de algo se despedaçando dentro de seu peito ecoou, uma dor profunda como um corte de faca.

No fim, foi a enfermeira que passava pelo local que o encontrou, conseguindo salvar sua vida por pouco.

...

Durante sua internação, Beatriz pareceu desaparecer novamente e não voltou a aparecer.

Mas Arthur ainda podia ver notícias sobre ela constantemente na televisão.

A notícia de que a única herdeira da família, que morrera há sete anos, estava viva, viralizou na internet.

Todos o parabenizavam por ter superado o sofrimento.

Arthur olhava para as congratulações no celular e forçava um sorriso, mas era incapaz de sentir qualquer alegria.

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