《Instinto Proibido: Sim, Doutor. Não, Tio.》Capítulo 7

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Capítulo 7: O Jantar de Negócios

O tecido de seda pesada do vestido preto moldava-se ao meu corpo como uma segunda pele, caindo até os calcanhares em uma elegância austera e sóbria. Dominic havia escolhido a peça pessoalmente, deixando-a sobre a minha cama junto a um bilhete curto que ordenava a minha presença no jantar daquela noite.

"Você está deslumbrante, Antonia", a voz dele ecoou pela sala de estar enquanto eu terminava de descer os poucos degraus de mármore.

Dominic vestia um terno sob medida perfeitamente cortado, a personificação do prestígio e do poder que o Dr. Dominic ostentava diante da alta sociedade paulistana.

"Eu não sou um dos seus troféus para você exibir aos seus sócios", sibilei, mantendo a voz baixa enquanto a campainha da cobertura tocava, anunciando a chegada do convidado.

"Hoje à noite, você será exatamente o que eu determinar que seja", ele respondeu com uma calmaria fria, segurando meu cotovelo com firmeza e conduzindo-me até a porta de entrada. "Sorria, minha querida, e atue como a protegida perfeita que você deve ser."

O homem que cruzou o batente exalava a arrogância típica dos tubarões do mercado de saúde privada de São Paulo. Aos cinquenta anos, o Dr. Ricardo Brandão, sócio majoritário do hospital, varreu o ambiente com seus olhos ambiciosos antes de fixar um olhar demorado e calculista sobre as minhas curvas.

"Dominic, meu caro, você sempre teve um gosto impecável para investimentos, mas esta jovem supera todas as suas aquisições", Ricardo declarou, estendendo a mão para mim com um sorriso que fez meu estômago revirar. "É um prazer absoluto conhecê-la, Antonia."

"O prazer é todo nosso, Ricardo", Dominic interveio, sua voz mantendo o tom polido enquanto sua mão espalmava-se firmemente contra a minha lombar, empurrando-me sutilmente em direção à mesa de jantar de jacarandá. "Sentem-se, por favor, a comida já está servida."

A atmosfera na mesa era uma colisão perfeita entre a diplomacia corporativa e uma guerra psicológica subterrânea e asfixiante.

Enquanto os dois médicos discutiam calmamente a expansão da nova ala neurológica da clínica e os lucros do último trimestre, a realidade sob a toalha de linho era um pesadelo de possessão secreta.

Sem alterar uma única nota em sua voz ou desviar o olhar de Ricardo, Dominic deslizou sua mão direita para baixo da mesa, pousando-a diretamente sobre a minha coxa descoberta pela fenda do vestido.

O calor repentino da palma de sua mão contra a minha pele sensível me fez enrijecer a coluna instantaneamente, o garfo tremendo entre meus dedos.

"Os contratos de exclusividade com os novos cirurgiões já foram assinados", Dominic explicou de forma pausada a Ricardo, enquanto seus dedos longos começavam a subir lentamente pela minha coxa, em uma carícia possessiva que me despia de qualquer defesa.

Prendi a respiração, cravando as unhas na minha própria palma para não emitir um som que destruísse a fachada pública que éramos obrigados a manter. Eu estava completamente dividida entre o ódio mortal daquela humilhação silenciosa e uma queimação interna, culposa e intensa, que começava a se espalhar pelo meu ventre.

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"Você parece tensa, Antonia", Ricardo observou do outro lado da mesa, erguendo sua taça de vinho e me encarando com uma condescendência que me dava náuseas.

"Uma jovem tão bela não deveria carregar o peso do mundo nos ombros... você tem sorte de ter Dominic cuidando do seu futuro após a tragédia do seu pai."

"Antonia está apenas se adaptando à sua nova rotina de cuidados", Dominic respondeu por mim, e sob a mesa, seu polegar pressionou a parte interna da minha coxa com uma força deliberada, um aviso mudo para que eu não abrisse a boca. "Não é verdade, minha querida?"

Forcei um sorriso plástico e doloroso, olhando diretamente nos olhos do sócio ambicioso do meu captor para desempenhar o meu papel.

"Sim, o Dr. Dominic é extremamente... meticuloso com os seus procedimentos e com tudo o que ele decide gerenciar", afirmei, a ironia velada sendo completamente ignorada por Ricardo.

"Uma joia rara, Dominic", Ricardo elogiou novamente, inclinando-se um pouco mais para a frente na mesa, os olhos fixos no decote do meu vestido preto. "Se algum dia você se cansar de gerenciar os ativos da família Ruiz, saiba que eu estaria mais do que disposto a assumir essa... responsabilidade."

No mesmo milésimo de segundo em que a frase asquerosa saiu da boca de Ricardo, o ciúme implícito e a fúria de Dominic se materializaram sob o linho.

Seus dedos se fecharam em torno da minha coxa com uma violência brutal, um aperto esmagador que enterrou suas unhas na minha carne e me obrigou a morder o lábio inferior para não gritar de dor.

Mantive os olhos arregalados de dor e pânico, sentindo o sangue parar de circular naquela região enquanto Dominic continuava a sorrir para o sócio.

"Agradeço a oferta, Ricardo, mas eu não divido os meus investimentos e muito menos as minhas propriedades", Dominic declarou, a voz caindo para um registro gélido e territorialista que fez o sorriso de Ricardo murchar de imediato.

O resto do jantar transcorreu sob um silêncio tenso e desconfortável, com Ricardo limitando-se a falar estritamente sobre os números do hospital. O aperto na minha coxa só diminuiu quando Dominic finalmente se levantou para acompanhar o sócio até o hall de entrada, deixando-me paralisada na cadeira, sabendo que a marca dos dedos dele já começava a escurecer a minha pele sob o vestido.

O som dos passos de Dominic retornando da porta ecoou pelo mármore polido da sala como as passadas de um carrasco. Levantei-me da mesa com as pernas trêmulas, tentando caminhar em direção ao corredor íntimo para me trancar, mas eu não fui rápida o suficiente para escapar do predador.

Antes que eu pudesse alcançar a segurança do corredor, Dominic cruzou o espaço com uma velocidade assustadora, interceptando o meu caminho e segurando meu pulso com a força de uma morsa metálica.

Com um único movimento violento e preciso, ele me arrastou em direção à parede espelhada onde ficava a porta do elevador privativo.

Ele me suspendeu contra as portas de metal gélido do elevador, meus pés perdendo o contato com o chão enquanto o peso do seu corpo monumental me esmagava contra a estrutura.

Seus olhos cinzentos estavam completamente injetados de uma fúria possessiva e selvagem, a máscara de médico perfeito totalmente despedaçada pela cena anterior.

"Você gostou da forma como ele olhou para você, Antonia?", ele rosnou contra o meu rosto, sua respiração pesada e quente queimando a minha pele. "Gostou de ver outro homem cobiçando o que é meu por direito?"

"Ele é seu sócio, Dominic! Eu não fiz nada!", gritei de volta, batendo contra os ombros rígidos dele em um desespero genuíno para me libertar. "Você me machucou sob a mesa, olhe o que você fez com a minha perna!"

"Eu posso fazer muito pior se você ousar sorrir para outro homem daquela maneira novamente", ele sussurrou de forma cruel, seus lábios colando-se à linha do meu pescoço enquanto suas mãos apertavam a minha cintura com uma força que me deixou completamente ofegante e sem saída.

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