A porta se abriu e o som do órgão começou a tocar.
Luna caminhava passo a passo em direção ao altar.
O tapete vermelho não era longo, mas ela sentiu como se tivesse caminhado por uma eternidade.
Gustavo estava diante do altar, vestindo traje de gala preto, com uma flor vermelha na lapela —
Não era a mesma de quatro anos atrás, era nova, mas o estilo era idêntico.
Ele observava Luna se aproximar, com os olhos marejados.
Luna parou diante dele, e ele estendeu a mão.
Ela colocou a sua na palma de Gustavo.
Zhou Jiangjin, que estava no altar, limpou a garganta: "Queridos convidados, hoje é um bom dia. O Sr. Gustavo e a Sra. Luna, após doze anos, finalmente estão aqui."
Houve risadas e lágrimas na plateia.
"Sr. Gustavo," Zhou Jiangjin olhou para ele, "você aceita a Sra. Luna como sua esposa? Não importa se seu QI for de oito ou oitenta anos, não importa se ela fizer birra ou quebrar coisas, não importa se ela sentir fome no meio da noite e te fizer levantar para cozinhar..."
"Eu aceito." Gustavo o interrompeu, com voz firme.
Todos riram.
"Sra. Luna, você aceita o Sr. Gustavo como seu marido? Mesmo quando ele estiver velho e careca, e você tiver que olhar para ele todos os dias..."
"Eu aceito." Luna olhou nos olhos dele, palavra por palavra: "Dos doze aos vinte e quatro anos, meu coração só tem espaço para você."
Capítulo 28
As lágrimas de Gustavo finalmente caíram.
Ele raramente chorava, pelo menos Luna raramente o via chorar.
Da última vez, foi quando ela entrou no portão de embarque.
Desta vez, foi quando ela disse "eu aceito".
Troca de alianças.
A mão de Gustavo tremia.
"Por que você está tremendo?", sussurrou Luna.
"Com medo de que você se arrependa."
Luna apertou a mão dele: "Não vou me arrepender nesta vida."
Zhou Jiangjin anunciou: "O noivo já pode beijar a noiva!"
Gustavo levantou o véu e a beijou.
Muito leve, muito suave, tão leve quanto a primeira vez que Gustavo a ajudara a enxugar as lágrimas, doze anos atrás.
O som do órgão soou novamente, e a igreja foi tomada por uma salva de palmas estrondosa.
Após a cerimônia, todos posaram para fotos na porta da igreja. Zhou Jiangjin estava na frente, sorrindo de forma mais radiante que o próprio noivo.
"Gustavo, você deve me agradecer", disse ele, passando o braço pelos ombros de Gustavo. "Se não fosse por mim, há anos, para abrir seus olhos, você ainda estaria aqui dizendo 'sou tio dela, não posso'."
Gustavo afastou sua mão: "Vá embora."
"Luna, dê um jeito nele."
Luna sorriu: "Zhou Jiangjin, obrigada."
Zhou Jiangjin hesitou por um momento e depois coçou o nariz: "O que é isso? O fato de vocês dois estarem bem é o que importa."
O banquete de casamento foi realizado em um pequeno restaurante ao lado da igreja, reservando todo o andar.
Não convidaram muitas pessoas, apenas amigos e colegas mais próximos.
O supervisor Zhao também compareceu e, levantando uma taça, brindou com Luna: "Luna, você vai continuar trabalhando?"
"Claro, por que não?"
"Pensei que, ao se casar em uma família rica, você pararia."
"Eu não me casei com uma 'família rica', casei-me com Gustavo."
Gustavo, ao lado dela, apertou sua mão e sorriu.
O banquete durou até tarde.
Ao voltar para casa — não para o apartamento, mas para a mansão que Gustavo reformou.
O mapa do céu estrelado na parede estava de volta, não o original, mas um novo.
Ele contratou alguém para pintá-lo novamente, pincelada por pincelada, exatamente como na memória.
"Gostou?", ele perguntou, parado sob o mapa.
"Gostei."
"Tem mais." Ele subiu com Luna e abriu a porta do quarto principal.
O quarto não era grande, mas era aconchegante. No criado-mudo, havia fotos dos dois —
Uma que ele tirou escondido no aniversário de dezoito anos dela.
Outra era uma foto deles em Zurique, com as montanhas nevadas ao fundo.
"Quando foi tirada?", Luna pegou a foto, confusa, sem se lembrar de tê-la tirado.
"Quando você estava na Suíça, eu fui te visitar e tirei através do vidro da clínica."
Ele disse: "Você estava de costas para mim, e eu do lado de fora. Eu nos coloquei juntos na foto."
Ela olhou para Gustavo, sentindo um nó na garganta.
"Gustavo, o quanto você gosta de mim?"
Ele pensou um pouco e respondeu com toda a seriedade: "Dos seus doze aos vinte e quatro anos, doze anos."
"E muitos anos mais daqui para frente."
Na noite do casamento, Luna, aninhada nos braços de Gustavo, pegou o celular para olhar o fórum.
Aquela postagem ainda estava lá, a última atualização era daquela noite:
【Eu a conquistei.】
【Obrigado a todos os internautas que deram conselhos. Fim da postagem.】
Seguíam-se mais de dez mil congratulações, e algumas pessoas pedindo fotos.
Ele respondeu com uma —
A foto do casamento, Luna de vestido de noiva, ele de terno, o sol brilhando, ambos sorrindo como bobos.
Luna saiu da postagem e olhou para ele.
"Você não deveria apagar a conta?"
"Sem pressa, vou manter como lembrança."
"Lembrança do quê?"
"De como um idiota usou uma postagem para conquistar outro idiota."
Luna deu um tapinha nele.
Gustavo, rindo, abraçou-a com força, com o queixo apoiado sobre a cabeça dela.
O luar lá fora era perfeito.
Luna lembrou-se da noite de doze anos atrás, a primeira vez que viu Gustavo.
Gustavo se agachou, olhou para ela e disse: "Luna, de agora em diante, venha para casa comigo."
Naquela época, Luna não sabia que esse "acompanhar" duraria a vida toda.
— Fim do livro —