localização atual: Novela Mágica Moderno A Cura de um Amor Proibido Capítulo 10

《A Cura de um Amor Proibido》Capítulo 10

PUBLICIDADE

Não posso permitir que você seja prejudicado por minha causa.

Capítulo 17

Li Zeyan era mais atencioso do que Luna imaginava.

Às seis em ponto, seu Porsche prateado já estava estacionado embaixo da empresa.

Ela saiu propositalmente pela porta principal e, pelo canto do olho, deu uma olhada no estacionamento — o carro de Gustavo não estava lá.

Gustavo tinha um compromisso, o assistente a avisara.

Luna suspirou aliviada, abriu a porta do Porsche e entrou.

"A senhorita Luna está muito bonita hoje", disse Li Zeyan, observando-a com um sorriso.

"Obrigada."

O restaurante que ele reservou era o mais caro de comida francesa na cidade.

As luzes estavam baixas, as velas tremeluziam e os talheres de prata sobre a mesa brilhavam intensamente.

Na verdade, ela não estava com muita fome, mas pediu foie gras e bife por educação.

"Soube que a senhorita Luna trabalha no Grupo Gu?", Li Zeyan serviu uma taça de vinho tinto para ela. "O chefe Gu cuida bem de você, não é?"

"Ele é meu tio, é natural que cuide de mim."

"Tio?", Li Zeyan deu um sorriso que tinha um significado que ela não conseguia decifrar. "Mas ouvi dizer que vocês não têm laços sanguíneos."

"Relações de adoção também são família." Ela ergueu a taça e tomou um gole, sem intenção de continuar o assunto.

Li Zeyan, porém, parecia ter se interessado e inclinou-se ligeiramente para a frente: "Senhorita Luna, para ser sincero, meu pai propôs um casamento ao seu tio várias vezes, mas foi recusado. Desta vez, fiquei surpreso por você ter saído para me ver."

Luna pousou a taça e olhou nos olhos dele: "Jovem Mestre Li, não gosto de rodeios. Saí para te ver hoje porque acho que precisamos seguir em frente. Eu dependia demais do meu tio no passado e agora quero viver de forma independente, inclusive na vida amorosa."

"Então sou uma alternativa?"

"Você é uma possibilidade", corrigiu ela. "Quero experimentar como é estar com alguém que não seja meu tio."

Li Zeyan ficou em silêncio por alguns segundos e depois riu: "Tudo bem, gosto de pessoas sinceras. Então vamos experimentar."

A refeição decorreu de forma agradável.

Li Zeyan sabia conversar e entendia o que deveria ou não perguntar.

Ele não mencionou o passado de Luna, nem a clínica, nem Camila.

Ele agiu como qualquer pretendente educado.

Perto do fim, o celular de Luna vibrou.

Gustavo: 【Onde você está? Vou te buscar.】

Ela estava prestes a responder quando uma segunda mensagem chegou:

【Vi o carro de Li Zeyan. Você está jantando com ele? Responda-me, Luna.】

Luna mordeu o lábio e digitou algumas palavras: 【Tio, estou jantando, voltarei sozinha depois.】

Ele não respondeu mais.

Mas, quinze minutos depois, a porta do restaurante foi aberta.

Gustavo entrou.

Ele vestia o mesmo terno preto da reunião, a gravata estava frouxa e havia olheiras leves sob os olhos.

Ele caminhou direto para a mesa, sem olhar para Li Zeyan, fixando o olhar apenas em Luna.

PUBLICIDADE

"Luna, vamos para casa."

Outros clientes no restaurante começaram a olhar.

Sentindo o rosto arder, ela levantou-se e abaixou a voz: "Tio, o que está fazendo? Estou jantando com um amigo."

"Amigo?", Gustavo finalmente olhou para Li Zeyan, com um tom de voz gelado. "Jovem Mestre Li, minha sobrinha acabou de voltar ao país e não entende muitas coisas ainda. Antes de convidá-la para sair, não deveria ter falado comigo primeiro?"

Li Zeyan levantou-se, firme: "Chefe Gu, a senhorita Luna tem vinte e quatro anos. Ela tem liberdade para escolher seus amigos, não tem?"

O olhar de Gustavo esfriou instantaneamente.

Percebendo que a situação estava ruim, Luna pegou rapidamente a bolsa: "Jovem Mestre Li, por hoje é só, preciso ir."

Dito isso, ela pegou o braço de Gustavo e o arrastou para fora do restaurante.

"Gustavo, você ficou louco?", Luna soltou o braço dele, com a voz trêmula. "Na frente de tanta gente, como você me faz passar por isso?"

"Como você quer ser vista?", ele se virou, com os olhos avermelhados. "Namorando Li Zeyan? Há quantos dias o conhece? Sabe que tipo de pessoa ele é?"

"O conheço há apenas três dias, mas preciso conhecer outras pessoas! Não posso viver para sempre sob a sua proteção!"

"Por que não pode?"

A voz dele baixou de repente, carregada de um tremor que beirava a súplica.

Luna ficou paralisada.

O vento noturno passou entre os dois, desarrumando o cabelo dele.

Sob a luz do poste, o olhar dele era algo que Luna nunca tinha visto antes — ardente, reprimido, doloroso.

"Luna," Gustavo deu um passo à frente, estendendo a mão para tocar o rosto dela, "será que você não consegue..."

Capítulo 18

O celular de Luna tocou de repente.

Camila.

Como se tivesse levado um choque, ela deu um passo atrás e atendeu.

"Luna, vi as fotos de você jantando com Li Zeyan. O quê, já arranjou outro tão rápido?"

A voz dela carregava um sorriso. "Nada mal, você é bem esperta. Lembre-se, fique longe de Gustavo, caso contrário, aquelas fotos..."

Luna desligou o telefone, tremendo.

Gustavo franziu a testa: "Quem era?"

"Número errado", ela desviou o olhar. "Tio, estou cansada, quero ir para casa."

Gustavo não insistiu e a levou de carro para a Baía de Jade.

Ninguém falou durante o caminho.

Ao chegar embaixo do prédio, antes de ela sair do carro, ele disse subitamente: "Luna, não importa quem te ameace, você pode me contar."

A mão dela travou na maçaneta da porta.

"Eu ouvi tudo."

Ele virou-se para olhá-la, com a voz rouca. "Seu celular estava alto, ouvi a voz de Camila."

O sangue dela congelou.

"O que ela usou para te ameaçar? Me conte."

Luna abriu a boca, mas as lágrimas caíram primeiro.

"Tio, não pergunte mais. Não quero envolver você."

Gustavo ficou em silêncio por um longo tempo.

Então ele estendeu a mão e, com o polegar, enxugou as lágrimas no rosto dela.

PUBLICIDADE

"Luna, você é minha. Essa história de 'envolver' ou não, isso não existe."

"Não me importa o que ela tem nas mãos, eu resolverei."

"Mas me prometa uma coisa — pare de se esconder de mim. E não use outros homens como escudo."

Luna mordeu o lábio, incapaz de dizer uma palavra.

O luar lá fora era muito frio, mas a mão dele estava muito quente.

Naquela noite, Gustavo não foi embora imediatamente.

Ele estacionou o carro e ficou sentado por muito tempo com ela no jardim do condomínio.

O vento do início do outono estava fresco; Gustavo tirou o casaco e colocou sobre os ombros dela.

O casaco tinha um aroma sutil de tabaco, misturado com o seu habitual ar fresco, um cheiro tão familiar que Luna sentiu vontade de chorar.

"O que Camila usou para te ameaçar?", Gustavo perguntou, com a voz muito baixa, como se temesse assustá-la.

Luna manteve a cabeça baixa, com as unhas cravadas nas palmas das mãos.

"O diário."

"O quê?"

"Aquele diário que eu rasguei", ela respirou fundo. "Ela tirou fotos."

Gustavo silenciou por alguns segundos e disse: "O que estava escrito ali não deveria te deixar com tanto medo."

Luna não ousou olhar para ele.

O conteúdo daquele diário — ela queria estar com ele, queria que ele pertencesse apenas a ela, queria beijá-lo no ponto mais alto da roda-gigante...

Cada linha era como um tapa no rosto da palavra "tio".

Ela temia que o seu amor trouxesse desprezo e acusações que caíssem sobre Gustavo.

Gustavo não continuou.

Ele apenas estendeu a mão, cobriu o punho cerrado de Luna, abriu os dedos dela um por um e segurou sua mão.

Ele disse: "Luna, isso não é culpa sua."

As lágrimas de Luna finalmente transbordaram: "Como não é minha culpa?"

"Você tinha apenas oito anos na época, não conseguia distinguir dependência de amor."

A voz de Gustavo estava rouca. "Se houve algum erro, foi meu — fui eu que não te ensinei bem, fui eu que fiz você depender apenas de mim naquela idade."

Ela balançou a cabeça: "Não é assim..."

"Então como é?"

Luna levantou a cabeça, olhando para ele com os olhos embaçados.

Sob o luar, o rosto de Gustavo estava metade iluminado e metade na sombra, e havia uma seriedade em seus olhos que ela nunca tinha visto antes.

Luna sabia que ele a estava forçando a dizer.

Mas como ela poderia dizer que, aos doze anos, ela já sabia muito bem que amava Gustavo?

Luna não conseguia dizer; ela não podia arrastar Gustavo para o abismo.

"Tio", ela puxou a mão e levantou-se, "está muito tarde, vou subir."

Gustavo não a impediu.

"Amanhã irei te buscar para o trabalho."

"Não precisa—"

"Não estou perguntando", Gustavo levantou-se e entregou-lhe o casaco. "Vista, devolva-me amanhã."

Luna abraçou o casaco dele e correu de volta para o apartamento.

Ao chegar em casa, ela enterrou o rosto no casaco e chorou até tremer.

O que ela deveria fazer?

O celular brilhou; era uma mensagem de Li Zeyan: 【Senhorita Luna, embora tenhamos sido interrompidos hoje, fiquei muito feliz em conhecê-la. Podemos sair de novo?】

Luna encarou a tela, prestes a responder "desculpe", quando a mensagem de Gustavo apareceu primeiro.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia