localização atual: Novela Mágica Moderno A Cura de um Amor Proibido Capítulo 9

《A Cura de um Amor Proibido》Capítulo 9

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"Dizem que ela era uma idiota antes e foi para a Suíça se curar."

"Que idiota o quê, aquilo chamava-se retardo mental. Agora que está curada, voltou e caiu de paraquedas no nosso departamento, sem nem ter feito faculdade."

"Falem mais baixo, ela é a 'princesinha', cuidado para não levar queixa."

A mão de Luna, que segurava o copo, apertou-se, as unhas cravando na palma da mão.

Na Suíça, os médicos a ensinaram a lidar com essa situação——

"Senhorita Luna, quando os outros tiverem preconceito contra você, não se apresse em se defender, prove com competência."

Ela respirou fundo e empurrou a porta.

A copa ficou em silêncio instantaneamente. As três colegas de trabalho tinham expressões diferentes; uma delas forçou um sorriso: "Luna, nós estávamos apenas..."

"Eu ouvi tudo", Luna encheu um copo de água calmamente e virou-se para olhá-las.

"Eu e Gustavo somos tio e sobrinha. Se tiverem dúvidas, podem me perguntar diretamente; não precisam falar pelas costas."

Dito isso, ela saiu segurando o copo.

Suas mãos estavam tremendo.

Não era por mágoa, era porque ela descobriu que ainda se importava — importava-se com o fato de que as pessoas falavam da sua relação com Gustavo de uma forma tão detestável.

Capítulo 15

Ao sair do trabalho, ela seguiu intencionalmente pela saída lateral para evitar a entrada principal, onde ele poderia estar esperando.

No entanto, assim que passou pela porta lateral, viu um SUV preto estacionado na beira da estrada.

A janela abaixou. Não era ele, mas seu assistente.

"Senhorita, o chefe pediu que eu a levasse para casa."

"Não precisa, vou de metrô."

"O chefe disse que, se a senhorita não entrasse no carro, ele viria pessoalmente."

Ela cerrou os dentes, abriu a porta e entrou.

No carro, havia uma bolsa térmica com um jantar embalado.

Costelinhas ao molho agridoce, camarões salteados, ovo no vapor.

Exatamente igual à refeição que ele fez quatro anos atrás.

"O chefe disse que, morando sozinha, a senhorita com certeza não comeria direito."

O assistente a observou pelo retrovisor.

Ela encarou a comida e, de repente, sentiu um nó na garganta.

Por que você não pode parar de ser tão bom comigo?

Você não entende que, quanto mais faz isso, mais difícil fica para mim seguir em frente?

Ao chegar em casa, ela aqueceu a comida, sentou-se sozinha à pequena mesa de jantar e comeu, um bocado de cada vez.

A costelinha estava doce, doce a ponto de amargar.

No meio da refeição, o celular vibrou.

Ele: 【A comida está do seu agrado?】

Ela hesitou um pouco e respondeu com uma palavra: 【Sim.】

Ele enviou novamente: 【Amanhã irei buscá-la pessoalmente após o trabalho.】

Ela estava prestes a recusar, mas a segunda mensagem veio imediatamente: 【Não me recuse. Só quero vê-la todos os dias.】

Ela encarou a linha de texto, com o dedo parado sobre a tela.

"Só quero vê-la todos os dias."

O que isso significa? O cuidado de um tio com a sobrinha? Ou o de um homem por uma mulher...

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Ela não ousou continuar a pensar.

No final, não respondeu.

Naquela noite, ela teve um sonho.

No sonho, tinha doze anos, acabara de chegar à casa dele e, sem entender nada, só sabia chorar.

Ele se agachou, enxugou suas lágrimas e disse com uma voz muito suave: "Não chore, daqui em diante, este é o seu lar."

Ao acordar, o travesseiro estava encharcado.

Na primeira semana na empresa, ela viveu como se estivesse em uma guerra.

Das tarefas que o gerente deu à colega, ela assumiu metade.

Todo aquele trabalho braçal que ninguém queria fazer — organizar contratos, conferir dados, ligar para clientes — ela fazia questão de assumir.

Não para se exibir, mas porque realmente queria provar que não estava ali para enrolar.

Na tarde de quarta-feira, o departamento recebeu uma tarefa de emergência.

Precisavam de um relatório de pesquisa de mercado para a noite de quarta-feira. O gerente estava desesperado, pois o colega responsável estava de licença médica.

"Posso tentar", ela disse, levantando-se.

Todos olharam para ela, com expressões diversas.

Alguns com desprezo, outros com desconfiança.

O gerente franziu a testa: "Você está aqui há apenas três dias, consegue?"

"Me dê quatro horas. Se não ficar bom, procure outra pessoa."

O gerente hesitou e jogou os dados para ela: "Certo. Entregue-me antes das quatro e meia."

Nessas quatro horas, ela trabalhou como se estivesse em um cronômetro.

Na Suíça, havia aprendido análise rápida de dados.

Ela levantou todos os relatórios anuais dos últimos três anos, tendências de mercado e dados da concorrência, criou gráficos visuais e anexou uma estratégia resumida.

Às quatro e meia, entregou o relatório na mesa dele.

Ele abriu na primeira página e hesitou. Depois, leu página por página, sua expressão mudando de dúvida para surpresa. Ao fechar o relatório, olhou para ela: "Você nunca trabalhou nessa área antes?"

"Nunca, mas aprendo rápido."

Ele ficou em silêncio por um momento e respondeu: "Certo, eu entregarei o relatório. Pode voltar ao trabalho."

Ao se virar, ouviu-o dizer ao colega ao lado: "Essa garota tem a cabeça boa."

Ao sair do escritório, ela não conseguiu evitar o sorriso.

Não um sorriso de triunfo, mas de alívio.

Ao sair do trabalho, ela saiu do elevador e viu, de imediato, ele parado no saguão.

Ele vestia um terno azul-marinho, segurava um buquê de sinos-da-irlanda brancos e estava parado, ereto, como uma estátua.

Capítulo 16

As recepcionistas sussurravam, espiando.

Ela se aproximou e disse em voz baixa: "O que está fazendo aqui?"

"Buscar você após o trabalho." Ele entregou as flores como se fosse algo natural. "Seu primeiro dia oficial, merece comemoração."

"Eu não preciso disso—"

"Luna." Ele interrompeu, com um tom que não aceitava recusas. "Aceite."

O saguão estava cheio de gente, e ela não queria criar uma cena, então pegou as flores.

O perfume dos sinos-da-irlanda era leve, um aroma familiar em sua memória.

No carro, ela colocou as flores no banco de trás, tentando não olhar para elas.

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Ele deu partida e olhou de relance: "Como foi o trabalho hoje?"

"Tudo bem."

"Alguém te incomodou?"

"Não."

"Sério?"

Ela virou o rosto para encará-lo: "Eu não sou uma boneca de porcelana, não vou quebrar por causa de dois comentários."

Ele apertou o volante, mas não respondeu.

Ao estacionar embaixo do prédio dela, ela soltou o cinto e preparou-se para sair, mas ele falou subitamente:

"Luna, ela entrou em contato com você?"

Sua mão travou.

"Por que pergunta?"

"Ela anda investigando você ultimamente", a voz dele tornou-se grave. "Tenho medo de que ela faça algo contra você. Se ela entrar em contato, você tem que me contar."

Ela lembrou-se daquele telefonema noturno, das palavras proferidas — o diário, as fotos, a reputação destruída.

O coração disparou, mas ela se manteve firme.

"Não", ela disse. "Ela não me contatou."

Ele fixou os olhos nela, como se julgasse se ela dizia a verdade.

Segundos depois, assentiu: "Certo. Se acontecer, me avise imediatamente."

"Entendido."

Ela saiu do carro e abraçou o buquê de flores, entrando no prédio.

No momento em que a porta do elevador se fechou, ela percebeu que suas mãos tremiam.

O que você quer fazer, afinal?

Ao chegar em casa, ela colocou as flores no vaso e sentou-se no sofá, perdida em pensamentos.

O celular exibiu uma notificação do fórum.

Ela acessou; o tópico dele estava atualizado.

【Entreguei flores hoje, ela aceitou. Mas continua muito educada comigo, como se houvesse um vidro entre nós.】

【Quero dizer a ela que não quero ser apenas sua família. Mas toda vez que as palavras chegam à ponta da língua, eu as engulo.】

【Tenho medo de assustá-la. Afinal, ela acabou de se recuperar, não quero que pense que estou me aproveitando da situação.】

Havia muitos comentários, alguns encorajando-o a falar logo, outros sugerindo calma.

Enquanto lia, viu uma mensagem privada.

Não do fórum, mas uma mensagem direta.

A foto de perfil era preta e o nome de usuário, uma sequência de caracteres aleatórios. Apenas uma frase:

【Você acha que está segura só porque mudou de cidade? Eu tenho mil formas de te destruir.】

Ela sentiu o corpo gelar e o celular quase caiu.

Ela tirou um print imediatamente e apagou a mensagem.

Naquela noite, ela teve insônia novamente.

Ela não podia contar a ele, porque ela tinha as capturas de tela do diário.

Se fossem publicadas, não apenas a reputação dela estaria arruinada, mas ele também seria envolvido.

Ela não podia arrastá-lo para baixo.

Às três da manhã, ela tomou uma decisão — afastar-se dele, o mais longe possível.

Só assim ela não daria motivos para ser atacada, nem ele seria envolvido.

Ela lembrou-se de que, quando ainda estava perto dele, ela lhe apresentara um pretendente.

Na época, ele não disse nada, e ela mantinha o contato salvo.

Ao amanhecer, ela abriu o celular e enviou uma mensagem a Li Zeyan.

【Jovem Mestre Li, aquele jantar de que falamos, ainda está de pé?】

Dez minutos depois, ele respondeu: 【Claro. Esta noite?】

【Sim.】

Após enviar, ela apagou todo o histórico de conversas com ele.

Desculpe-me.

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