《Entre o Sangue e o Amor: O Dilema de um Especialista》Capítulo 8

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— Então tudo isso foi uma armadilha que Lucas montou para incriminar Thiago?

Assim que as palavras foram proferidas, o telefone do organizador do jantar beneficente tocou.

— Sra. Beatriz, muito obrigado pela relíquia que você doou ao nosso banquete anteriormente, mas como a fabricação da relíquia é especial, para evitar problemas desnecessários, precisamos que você forneça a origem da fabricação da relíquia.

Beatriz ficou visivelmente atônita, e sua mão que segurava o celular foi se fechando aos poucos.

— Que relíquia?

— A relíquia que você arrematou naquele dia não foi doada por você? Naquela época, o Sr. Lucas disse pessoalmente que tinha sido você quem doou, não foi?

Naquele dia do jantar, a cena de Thiago abandonando sua dignidade e ajoelhando-se aos pés dela ainda estava viva na memória, como uma faca cravada no coração de Beatriz, causando-lhe uma dor insuportável. Ela olhou para o assistente com olhos injetados de sangue.

— Vá investigar imediatamente de onde veio a relíquia que Lucas doou para o jantar beneficente.

Beatriz cobria o peito com força, envolta por um medo enorme.

Assim que o assistente saiu, os acionistas da empresa apareceram um a um.

— Beatriz, você vendeu as ações da empresa por conta própria, algo aconteceu com a empresa?

— Beatriz, uma vez que as ações são vendidas, você não é mais a maior acionista da nossa empresa. Que qualificações você ainda tem para ser presidente da empresa? Saia do cargo logo!

— Beatriz, ouvi dizer que você se divorciou de Thiago? Você dividiu aqueles cinquenta por cento das ações com Thiago?

Ao ouvir as palavras "divórcio", Beatriz sentiu apenas um zumbido nos ouvidos; ela já não conseguia ouvir nada ao redor.

Beatriz puxou o colarinho do homem com força, olhando para ele com um olhar feroz.

— Que divórcio?

O homem, confrontado com o olhar assustador de Beatriz, olhou para ela com um pouco de timidez.

— Encontrei um advogado do escritório de advocacia no caminho para cá, ele mesmo me disse, e ainda disse que o processo de divórcio de vocês foi feito pelo escritório deles.

Beatriz ficou um pouco paralisada e, em seguida, soltou o homem e correu desesperadamente para fora.

— Isso deve ser falso, como Thiago poderia se divorciar de mim? Como ele poderia suportar o divórcio?

Beatriz murmurava para si mesma, parecendo ser a única maneira de se sentir melhor.

Ao chegar ao escritório de advocacia, assim que estava prestes a empurrar a porta para entrar, o advogado Li abriu a porta e saiu. Ele ficou um pouco surpreso ao ver Beatriz.

— Sra. Beatriz, por que você veio? O certificado de divórcio que lhe enviei pelo correio você deve ter recebido, certo?

Capítulo 16

Beatriz agarrou o colarinho do advogado com força.

— Que certificado de divórcio? Eu e Thiago nunca nos divorciamos, de onde veio esse documento?

O advogado, assustado com a reação de Beatriz, gaguejou:

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— Mas foi você quem assinou pessoalmente no quarto do hospital! Você não se lembra?

Beatriz parou por um instante, sentindo como se tivesse sido atingida na cabeça com uma barra de ferro, ouvindo apenas um zumbido incessante.

A imagem de Thiago entregando-lhe os documentos para assinar naquela época ainda estava viva em sua mente; ele disse que era uma compensação para ele.

Na verdade, a compensação que ele queria era deixar de estar ao lado dela!

Beatriz voltou para casa em transe e, assim que entrou, começou a revirar a casa inteira atrás do documento que ela mesma havia jogado fora pela manhã.

Ela revirou todas as lixeiras até finalmente encontrar o documento no lixo descartado na entrada.

Com as mãos trêmulas, Beatriz rasgou o envelope e, ao ver o certificado de divórcio vermelho-vivo lá dentro, desabou no chão.

— Thiago, como você pôde realmente se divorciar de mim? Você não me quer mais?

A doçura do passado parecia uma lâmina banhada em veneno, cortando sua carne e seus ossos camada por camada.

Lágrimas silenciosas caíram dos cantos de seus olhos; Beatriz sentiu como se seu coração estivesse sendo esmagado por mãos gigantescas, impedindo-a de respirar.

Nesse momento, Beatriz notou uma figura vagando pelo canto da sala e repreendeu com frieza:

— Quem está aí?

O mordomo entrou com o rosto pálido.

— Sra. Beatriz, sou eu. Tenho algo que não sei se deveria contar ou não.

Beatriz olhou para ele com uma expressão grave.

— Fale.

O mordomo caiu de joelhos diante de Beatriz.

— Sra. Beatriz, quando você puniu o senhor Thiago no salão ancestral, o jovem mestre Lucas colocou percevejos no tapete de oração, causando graves ferimentos nos joelhos do senhor. Ele também me obrigou a deixar o chicote de molho em água salgada antes de castigá-lo, o que acabou levando o senhor Thiago a partir, de coração partido.

Beatriz, com os olhos injetados de sangue, cerrou as mãos com força.

— O que você disse? Eu tinha ordenado claramente que não pegassem pesado, por que você ouviu Lucas em vez de mim?

O mordomo estava tão aterrorizado com os gritos de Beatriz que não conseguia se mexer.

— O jovem mestre ameaçou meu filho, eu não tive escolha a não ser obedecê-lo.

— Também ouvi o jovem mestre fazendo um telefonema; ele mandou cavar os túmulos da pequena senhorita e da mãe do senhor Thiago de propósito, apenas para humilhar o senhor.

Beatriz chutou a mesa ao lado, derrubando-a no chão com um estrondo.

— Lucas, foi você quem fez tudo isso?

O mordomo, tremendo, reuniu coragem para continuar:

— Há mais uma coisa. Sobre os fogos de artifício que o jovem mestre pediu para o senhor Thiago soltar, eu vi o jovem mestre mandar trocarem os pavios. Assim que fossem acesos, eles detonariam imediatamente.

Beatriz agarrou o colarinho do mordomo com ferocidade e quase rugiu:

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— Por que só me conta essas coisas agora? Você sabe que Thiago já foi embora? Ele não me quer mais!

Assim que terminou de falar, o assistente entrou apressadamente.

— Sra. Beatriz, descobrimos o paradeiro daquela relíquia.

O assistente entregou um documento para Beatriz e disse, hesitante:

— Aquela relíquia foi feita pelo jovem mestre com o crânio da mãe do senhor Thiago, ele também...

Ao ver a expressão aterrorizante de Beatriz, o assistente não ousou continuar.

Beatriz falou quase entre dentes:

— Continue.

O assistente deu um passo para trás antes de ousar sussurrar:

— O jovem mestre planejava usar o crânio do pequeno mestre inicialmente, mas como o crânio do pequeno mestre estava muito danificado pela explosão, ele usou o da mãe do senhor Thiago em vez disso.

— E o vídeo da mãe do senhor Thiago também foi divulgado por ordem dele, apenas para empurrar o senhor Thiago para um beco sem saída.

Dito isso, ouviu-se um estrondo, e Beatriz deu um soco violento na mesa de centro.

— Lucas.

Capítulo 17

Já estava escuro quando Lucas saiu da delegacia. Assim que atravessou o portão, viu Beatriz de costas, parada diante do carro.

Lucas correu imediatamente em sua direção, sorrindo.

— Irmã, eu sabia que você não me deixaria de lado, sabia que viria me buscar para casa.

No entanto, antes que a mão de Lucas pudesse tocar a manga de Beatriz, foi imobilizada pelos guarda-costas.

Beatriz virou-se lentamente e olhou para Lucas com frieza.

— Eu te libertei sob fiança apenas para te perguntar pessoalmente: como a Alice morreu exatamente!

Ao mencionar a criança, o olhar de Lucas oscilou brevemente em pânico, mas ele disfarçou rapidamente, exibindo uma expressão de inocência.

— Irmã, não sei do que você está falando. A polícia investigou por dias e não encontrou nenhuma prova de que isso tenha a ver comigo, não é? Isso não prova que sou inocente?

Beatriz soltou uma risada fria e agarrou o colarinho de Lucas com força.

— Se é ou não, descobriremos depois de perguntar!

Dito isso, Beatriz acenou para os guarda-costas, que imediatamente vendaram Lucas e o arrastaram para dentro do carro.

Ao abrir os olhos novamente, Lucas estava na familiar fábrica abandonada, com Beatriz sentada em uma cadeira, observando-o como um soberano.

As mãos de Lucas estavam amarradas e ele olhava apavorado para o local onde a explosão ocorrera, tremendo sem parar.

— Irmã, a explosão realmente não tem nada a ver comigo, por favor, me deixe ir, está bem?

Beatriz aproximou-se de Lucas passo a passo e apertou seu queixo com força.

— Não tem nada a ver com você? Então por que está tão assustado?

As lágrimas de Lucas caíam em abundância, parecendo magoado e inocente.

— Irmã, pessoas morreram aqui, é um lugar azarado, por isso estou com medo.

No momento seguinte, ouviu-se um estalo seco: Beatriz deu um tapa violento no rosto de Lucas.

— Azarado?

— As pessoas que morreram aqui foram sua sobrinha e seu pai adotivo, e na sua boca isso virou "azarado"?

O rosto de Lucas inchou instantaneamente. Ele ficou atordoado por um momento e mudou rapidamente de conversa.

— Irmã, você me entendeu mal, eu só acho que este lugar não é limpo.

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