localização atual: Novela Mágica Moderno A Vingança da Esposa Substituta Capítulo 3

《A Vingança da Esposa Substituta》Capítulo 3

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“Satisfeita agora?”

Lívia, no entanto, o afastou:

“Você costumava dizer que pagaria cem vezes a quem me intimidasse. Foi só um tapa, por que você está hesitando?”

Ela encarou Mateo: “O seu amor por mim é só isso?”

Ela se virou para sair, e Mateo a segurou imediatamente.

“Lívia, por que você insiste em pisar nos meus sentimentos assim? O que você quer que eu faça?”

Lívia olhou para trás, com um brilho de vitória nos olhos.

“Não exijo cem vezes, dez vezes basta.”

Mateo hesitou.

“Lívia, você sabe que ela salvou minha família...”

“Parece que você realmente não consegue desapegar.” Lívia se soltou dele, “Então não vou te colocar em uma situação difícil. Vamos seguir caminhos separados.”

Lívia se virou, e Mateo a segurou novamente.

Sua voz estava cheia de mimos.

“Ainda com o mesmo temperamento de sempre, não aguenta o menor sofrimento.” Ele a abraçou.

“O mundo é grande, mas você é o que mais importa. Vou bater nela por você, não diga mais essas palavras de querer ir embora.”

“Veremos o seu desempenho.”

Lívia finalmente satisfeita, afastou Mateo.

“Então me prove.”

Mateo se virou e se aproximou novamente de Bianca.

Bianca olhou para Mateo sem acreditar.

“Mateo, vamos visitar a vovó daqui a dois dias.”

Mateo não parou seus passos.

“Bianca, Lívia é minha linha limite. Isso foi você quem buscou.”

Bianca tentou resistir com todas as forças, mas, como uma mulher frágil, como poderia ser páreo para um homem que se exercita o ano todo?

Um tapa, dois tapas, três tapas...

Quando o décimo tapa caiu, Bianca já não sentia mais dor.

Apenas olhando para aquele rosto de Mateo, tão familiar e ao mesmo tempo tão estranho, lembrando-se de cada vez que ele disse nos últimos três anos “Minha esposa não é alguém que vocês possam ofender”, ela sentiu, de repente, que aquelas palavras eram mais humilhantes do que os tapas de agora.

Mateo recolheu a mão avermelhada, sua voz um pouco rouca: “Lívia, os dez tapas, eu dei por você.”

Lívia enxugou as lágrimas e riu, jogando-se nos braços de Mateo.

“Você passou no teste.”

A expressão de crueldade que Mateo ostentava momentos atrás suavizou-se de repente.

“Desde que você não esteja brava, está tudo bem.”

Lívia olhou para Bianca, seus olhos cheios de provocação.

“Mateo, olha para ela, não parece um cachorro vadio expulso de casa?”

“Se você diz, então é.”

Mateo finalmente olhou para Bianca novamente, as sobrancelhas franzidas com força.

“Vou pedir ao motorista para te levar de volta. Vou providenciar um médico da família para cuidar dos seus ferimentos. Quanto à vovó...”

Ele hesitou, “Não diga bobagens. Caso contrário, você sabe as consequências.”

Bianca deslizou pelo espelho até sentar-se no chão, sangue pingando pelo canto da boca, as bochechas inchadas de forma deplorável.

Ela observou Mateo amparando Lívia para sair, como se protegesse algo precioso.

No instante em que a porta se fechou, o mundo mergulhou em um silêncio mortal.

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Ela olhou para si mesma no espelho, tão desgrenhada e como um cachorro morto, e então... o mundo ficou escuro.

Antes de desmaiar, seu último pensamento foi:

“Então, aos olhos de Mateo, ela é menos que um cachorro.”

Capítulo 4

Quando Bianca acordou, descobriu que estava deitada na cama do quarto.

Suas bochechas ardiam, e sobre a mesa de cabeceira havia uma bolsa de gelo e analgésicos.

Perto da janela, Mateo estava de costas para ela, fumando.

Ao ouvir o movimento, ele se virou e apagou o cigarro: “Acordou?”

Bianca não disse nada, apenas o observou.

Suas pálpebras inchadas se ergueram com dificuldade, e o rosto de Mateo parecia levemente duplicado em sua visão.

De repente, ela se lembrou de quando o viu pela primeira vez, três anos atrás; ele também estava assim, arrogante, distante e indiferente.

Durante três anos, eles conviveram em paz, e ela chegou a acreditar que eram bons amigos.

Mas, no fim, ela estava errada; era apenas o que ela pensava.

Três anos se passaram e nada mudou.

Mateo sentiu-se desconfortável sob o olhar dela e desviou o rosto: “Bianca, convivemos em paz por três anos; eu não queria que as coisas chegassem a esse ponto, mas Lívia é minha linha limite.”

Bianca finalmente falou, sua voz rouca: “Sua linha limite é não distinguir o certo do errado?”

Mateo franziu a testa: “Diga o seu preço, como compensação.”

“Eu quero aquele terreno. Agora.”

“Não.” Mateo recusou categoricamente. “Antes do divórcio, não.”

Bianca sabia o motivo — aquele terreno era a última ferramenta que ele tinha para manipulá-la.

“Falta apenas um mês para o aniversário da vovó.”

Mateo voltou para perto da janela, de costas para ela, com um tom de voz inexpressivo:

“Após a celebração, nos divorciaremos conforme o contrato, e o terreno será seu, como acordado.”

Bianca sorriu ironicamente: “Mateo, você é tão hipócrita. Fala de piedade filial enquanto fere quem salvou a vida da sua avó.”

Mateo fechou a cara, mas não retrucou.

“Tudo bem.” Bianca cedeu. Pelo terreno, ela tinha que suportar.

“Você disse: um tapa vale um milhão. Dez tapas, dez milhões. Agora, imediatamente, faça a transferência.”

Mateo hesitou por um momento, então pegou o celular.

Segundos depois, o celular de Bianca vibrou continuamente.

Notificações de depósito chegavam uma após a outra.

Vinte milhões.

Dez milhões a mais do que ela pediu.

“O excedente é para despesas médicas e danos morais.” Mateo guardou o celular.

“Além disso, você precisa publicar uma declaração — esclarecendo o conflito no banquete, dizendo que você provocou Lívia primeiro. Peça desculpas ao público.”

Bianca sentou-se bruscamente, o que forçou seus ferimentos e a fez aspirar fundo de dor:

“Mateo, você sabe o que eu enfrentarei após publicar essa declaração? Todos vão me xingar, dizer que sou ingrata, me pregar em uma coluna de vergonha —”

“Eu sei.” Mateo a interrompeu,

“Eu sei,” ele repetiu. “Mas essa é a maneira mais rápida de proteger a reputação de Lívia. Ela é a herdeira da família Lin, acaba de retornar ao país para assumir os negócios, não pode ter nenhuma mancha.”

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Bianca o encarou, palavra por palavra: “E eu? Minha reputação? Sendo que a culpa não foi minha.”

Mateo silenciou por um momento e depois disse:

“Após o aniversário da vovó, você não terá mais nenhuma relação com a família Qin ou com este círculo. Pegue o dinheiro, volte para a sua cidade pequena e recomece. A reputação não é tão importante para você. A compensação de dez milhões é suficiente para você viver confortavelmente o resto da vida. Esse negócio não é uma perda para você.”

Os ricos adoram usar dinheiro para esmagar as espinhas dos pobres.

Aos olhos de Mateo, seu dinheiro era infalível para Bianca.

Poderia suavizar todas as feridas, comprar toda a humilhação e calar todas as bocas.

“E se eu não publicar?”

O olhar de Mateo tornou-se frio: “O Grupo Qin iniciará imediatamente o desenvolvimento daquele terreno ancestral que você tanto preza. Em uma semana, os tratores estarão no local.”

Bianca apertou os lençóis com força.

Ela sabia que Mateo não estava brincando.

A cena dos aldeões ajoelhados em prantos ainda estava fresca em sua memória.

A esperança cuidadosa de seus pais ao telefone, o olhar de admiração de seu irmão mais novo quando dizia “minha irmã é tão incrível por proteger o túmulo ancestral” —

Tudo isso pesava sobre ela.

Dignidade?

Orgulho?

Diante da realidade, não valiam nada.

Ela cedeu.

Ela olhou para Mateo: “Vou publicar a declaração, mas agora, suma daqui.”

Mateo franziu ainda mais a testa.

Queria dizer algo, mas acabou se virando e saindo.

Bianca teve que publicar a declaração.

Em menos de dez minutos, os comentários explodiram.

“Como esperado, quem vem da base não presta, sem moral para estar onde está.”

“Já diziam, a gratidão pela vida deveria ser paga com dinheiro, não casar-se com a pessoa. Agora viram a importância de se casar com alguém do mesmo nível?”

“Lívia é uma vítima, acabou de voltar ao país e já é alvo de uma mulher manipuladora dessas.”

“Vá embora dos círculos da alta sociedade, você não é digna!”

Bianca desligou o celular e enterrou o rosto no travesseiro.

As bochechas ainda doíam, mas o que doía mais era o coração.

Não por Mateo, mas por sua própria impotência — ser a vítima e ainda assim ter que se desculpar.

Ela queria ir para casa, queria seus pais.

Mas, pelo terreno, ela não tinha escolha.

Ela pensou com autodepreciação: não são apenas dez tapas e uma reputação manchada? Pelo menos ganhou vinte milhões.

Capítulo 5

No escritório ao lado.

Mateo estava sentado atrás de uma grande mesa, com arquivos de um caso de fusão espalhados, mas não conseguia ler uma palavra sequer.

Na tela do celular, estava a declaração que Bianca acabara de publicar.

Os comentários cresciam a uma velocidade visível, repletos de xingamentos e obscenidades.

Ele franziu a testa, com o instinto de ligar para o departamento de relações públicas e controlar a situação, mas seu dedo parou no botão de discagem e hesitou.

Não podia controlar.

Ele prometeu a Lívia. Tinha que deixar Bianca “aprender a lição” e manter a dignidade de Lívia.

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