《Vingança em Pétalas de Rosa: O Fim de um Legado》Capítulo 5

PUBLICIDADE

Giulia fechou os olhos, sentindo um amargor na boca:

"Julian, não tenho a obrigação de me explicar, já íamos nos divorciar de qualquer maneira."

"Não importa se isso aconteceu ou não, mesmo que tivesse acontecido, não tem nada a ver com você."

"Além do mais, nada aconteceu de fato, não tenho motivo para mentir."

"Não tem nada a ver comigo?"

Ele riu, quase furioso.

"Que conveniente. Giulia, você ainda se atreve a usar o divórcio como desculpa, será que eu te dei liberdade demais?"

Ele apertou o pescoço dela, aproximando-se subitamente, sua voz soando como uma cobra venenosa entrando em seus ouvidos: "Eu não te toco há três meses, e você está tão carente a ponto de procurar tantos homens?"

"Giulia, você é realmente desprezível."

Ele puxou seu braço, arrastou-a violentamente para fora do local, jogou-a dentro do carro e dirigiu em direção à casa.

A porta da mansão foi chutada, ele a arrastou escada acima até o quarto, jogou-a na cama e se lançou sobre ela.

8

Giulia entrou em pânico e lutou desesperadamente:

"Julian! O que você está fazendo?"

"Você ficou louco!"

Com um estalo, seu vestido virou trapos. Ele, com os olhos vermelhos de sangue, agarrou seu pescoço.

Mais do que a dor, o que predominava era a humilhação.

Giulia transpirava frio, lágrimas enormes escorriam por seu rosto.

Julian parou, olhando-a friamente de cima:

"Eu te toco, você não deveria ser grata e ficar feliz? Giulia, por que esse teatro?"

Ele apertou o pescoço dela novamente:

"Você acha mesmo que eu tocaria em você?"

"Giulia, eu tenho nojo de você."

Julian, sem se importar com a vergonha dela, chamou o mordomo para entrar.

O mordomo, ao ver a cena no quarto, baixou a cabeça imediatamente, sem ousar olhar novamente.

"Jogue-a na câmara frigorífica para limpar bem esse corpo." Julian ordenou friamente.

O corpo de Giulia encolheu-se, e ela percebeu imediatamente:

"Não!"

Julian não esperava que ela ousasse desobedecer, e seus olhos se estreitaram com frieza.

Giulia cobriu-se com o pijama e cerrou os dentes:

"Julian, nós já assinamos o acordo de divórcio! Você acha que ainda é meu dono? Você não tem o direito de me tratar assim!"

"Divórcio?" Julian riu friamente, "Quem concordou?"

Ele balançou a cabeça e depois assentiu: "Você não está errada, nós vamos nos divorciar."

"Mas será porque eu quero me divorciar de você. A família Yan não pode tolerar uma mulher promíscua e suja. E antes disso, pelos erros que você cometeu, você deve ser punida."

Giulia pulou da cama e correu descalça para a porta.

No segundo seguinte, ela parou.

Dois guarda-costas altos e fortes bloqueavam a saída.

Ela recuou, pegou o celular e discou 110 com dedos trêmulos.

No segundo seguinte, o celular foi tomado por Julian e jogado violentamente no chão, a tela estilhaçada.

"Você enlouqueceu, não foi?" ela encarou-o com olhos vermelho-sangue, desesperada, "Julian, isso é cárcere privado, lesão corporal."

PUBLICIDADE

"Eu não fiz, eu não fiz! Se você não acredita, podemos nos divorciar agora mesmo, cada um segue seu caminho. Julian, por favor, me deixe em paz, fazer algo contra mim não te trará benefício algum."

Julian curvou os lábios com desdém: "Assuntos domésticos, que lesão corporal o quê?"

Giulia não conseguia falar, sentindo um calafrio percorrer todo o corpo.

Ele segurou seu pulso, aproximando-se:

"Giulia, quem comete um erro deve pagar o preço."

"Levem-na."

Os dois guarda-costas avançaram e a imobilizaram pelos dois lados.

Giulia lutou com todas as suas forças: "Não! Você não pode fazer isso comigo!"

"Eu estou grávida! Julian, eu estou carregando o seu filho!"

Ela nunca tinha explodido com tanta força, conseguindo se soltar dos dois guardas robustos.

Pela primeira vez, ela deixou de lado todo o seu orgulho e dignidade, ajoelhou-se e implorou, banhada em lágrimas:

"Julian, eu estou grávida, o bebê não vai aguentar, eu te suplico..."

Este era seu filho; ela sentira suas pulsações, ouvira seu coração, e estava decidida a protegê-lo.

Não podia haver qualquer erro.

As sobrancelhas de Julian tremeram violentamente.

"Impossível." ele negou imediatamente, "Você continua me enganando."

Ele riu friamente: "Giulia, pare de encenar. Em tantos anos você nunca engravidou, não vale a pena usar uma mentira tão barata agora."

"Mesmo que você realmente estivesse grávida, como eu poderia saber se não é o bastardo de um daqueles homens da foto?"

Giulia ficou paralisada, as lágrimas congelando em seus olhos.

"Levem-na embora." ele fez um gesto impaciente.

"NÃO!! Julian, é verdade! Eu estou mesmo grávida! Julian!"

Ela tentou agarrar a barra da calça dele em pânico, mas foi chutada friamente.

Os guardas subiram, torcendo seus braços brutalmente.

Ela gritava, implorava, chutava, mas tudo foi em vão, sendo finalmente levada à força.

A pesada porta de ferro da câmara frigorífica foi fechada, e a temperatura abaixo de zero envolveu-a instantaneamente, como se até a medula óssea estivesse prestes a congelar.

Giulia, envolta em um longo pijama, encolheu-se com força, tentando desesperadamente manter o calor em seu abdômen.

Frio.

Tão frio, tão frio.

Um frio que fazia os ossos tremerem.

"Bebê, não tenha medo... a mamãe está aqui..." seus dentes batiam enquanto ela murmurava repetidamente, lutando para manter a consciência.

Mas o corpo humano não suportava tamanha temperatura, muito menos o de uma mulher grávida.

Quando o frio atingiu o limite, ela começou a sentir calor, como se o sangue estivesse fervendo.

Ela começou a ter alucinações; o rosto de Julian mudava nas memórias: indiferente, desgostoso, impaciente.

"Giulia, você é barulhenta demais."

"Este não é o lugar para você, saia."

"Você errou de novo, volte para casa dos seus pais."

A Giulia de 21 anos estava parada nas memórias, desbotando pouco a pouco, perdendo seu brilho.

Ela se virou e chorou para a Giulia de 30 anos:

"Desculpe, eu me arrependo."

Giulia, com os olhos vidrados, encolheu-se no chão; a dor surda no abdômen tornou-se aguda, mas ela já não conseguia mais senti-la.

PUBLICIDADE

A visão escureceu gradualmente.

...

9

Ao acordar novamente, ela estava no hospital.

Giulia abriu os olhos fracamente, sentindo o baixo ventre vazio e gélido.

Uma enfermeira estava ao lado fazendo anotações; ao lembrar-se do ocorrido, ela se sentou abruptamente, sentindo uma pontada intensa de dor abdominal.

Ela soltou um gemido de dor, suor frio escorrendo pela testa, e agarrou com força a barra do uniforme da enfermeira:

"Meu bebê..."

A enfermeira rapidamente a amparou, com um olhar de compaixão:

"Sinto muito, Srta. Giulia, você... foi trazida tarde demais. Quando chegou, não foi possível salvar o bebê."

Giulia ficou paralisada, seus dedos afrouxaram, perdendo a força, e lágrimas rolaram copiosamente.

Seu bebê...

O bebê que ela tanto esperava, que planejava cuidar com todo o carinho.

Não existia mais.

Nem sequer teve tempo de nascer, nem sequer completou quatro meses em seu ventre.

Ela baixou a cabeça, seus ombros tremiam violentamente, e ela começou a soluçar incontrolavelmente.

A porta do quarto foi aberta e Mariana entrou com um sorriso radiante, sentando-se como se estivesse em casa.

"Que cena miserável. Uma mãe de primeira viagem que perdeu o filho, chorando sozinha no hospital."

Giulia levantou a cabeça bruscamente, o rosto pálido e os olhos queimando de ódio.

"Não me olhe com esse olhar, Giulia."

Mariana apoiou o queixo na mão:

"Quem te trancou na câmara frigorífica foi Julian, não fui eu."

"É uma pena que ele nem saiba que você carregava o próprio sangue dele no ventre, e que tudo tenha desaparecido silenciosamente."

"Mas," o sorriso dela tornou-se frio, "mesmo que ele soubesse, ele não acreditaria que o filho fosse dele, não é?"

Giulia a encarava fixamente, a suspeita em sua mente tornando-se clara:

"Aquelas pessoas que me doparam e me levaram naquele dia, e as fotos no leilão beneficente, foi você quem planejou?"

Desde o escândalo das fotos, ninguém acreditaria que nada aconteceu entre ela e aqueles homens, e ninguém acreditaria que o filho era de Julian.

Apenas quem orquestrou o plano sabia de sua inocência.

"Por quê?" ela perguntou, agarrando o lençol com força.

"Eu já pretendia ceder o meu lugar, eu já estava pronta para o divórcio!"

Mariana olhou para ela friamente, com ódio nos olhos.

"Não por motivo nenhum, considere apenas uma vingança por você ter jogado aquele bolo em mim naquele dia."

"Na verdade, Giulia, você, a sua essência, tudo em você me faz querer destruir. Você nunca vai entender."

O ódio dela era tão intenso que Giulia não conseguia compreender.

"Vá embora, Giulia." Mariana levantou-se, "Nesta vida, você será sempre uma mulher devassa no coração de Julian. Você não tem mais volta."

"E você, também não deve perdoá-lo, certo?" ela sorriu brilhantemente e saiu.

No quarto, o silêncio mortal retornou.

Giulia fechou os olhos, seu corpo tremendo silenciosamente enquanto ela tentava conter a raiva.

Aquela mulher realmente planejava tudo com perfeição.

"Claro que não vou perdoar," ela sussurrou, "e também não vou deixar você impune."

Giulia estendeu a mão por baixo do cobertor e desligou a gravação do celular.

Três dias depois, Giulia teve alta antecipada e foi direto ao cartório.

Ao receber a certidão de divórcio, um peso enorme finalmente saiu de seu coração.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia